Meus estimados leitores, peço licença das postagens habituais deste blog para fazer valer minhas opiniões e comentários sobre uma de minhas paixões: o basquete! A partir de hoje, sempre que possível, postarei, logo após cada partida, meus comentários sobre a atuação do meu time, do time da minha cidade e, chupa outras cidades, do time da Capital Nacional do Basquete: o Franca Basquete!
Longe de mim querer ser um (mestre) Wlamir Marques, mas pela pouca experiência que tenho como jogador e torcedor, acredito ter condições de postar aqui alguns comentários pertinentes sobre esse verdadeiro esporte coletivo!
Pra começar, Franca Basquete versus Basquete Ceará. Um jogo de uma jovem equipe contra uma equipe jovem. De um lado, uma equipe recém formada, fruto de um projeto audacioso e de vanguarda no nordeste, com grandes nomes, inclusive no patrocínio. De outro, nosso tradicional Franca Basquete, com seus cinquenta e lá vai pedrada anos de história, porém com uma equipe totalmente renovada.
A proposta do Ceará é boa. Time experiente, sem necessidade de ter que ser formada. Tem no plantel nomes como Rogério Klafke, que assim como seu xará "Ceni", continua um mito nesse esporte. De quebra, pra mim, foi um dos destaques da partida, não pela pontuação alta e seus certeiros chutes de três. Mas sim pela sua boa visão de jogo e preparo físico impecável que fazem a diferença ainda.
Davi, um jovem armador de "apenas" um metro e oitenta de altura também mostrou personalidade ao conduzir com velocidade e segurança o time ao ataque, mesmo com uma forte defesa imposta pelo Franca. Mesmo não anotando nenhum ponto, gostei do seu estilo de jogo.
Negativamente falando, Felipe (apesar de ser cestinha do time neste jogo) mostrou a mesma imaturidade que o acompanha desde sua passagem pelo Franca. Facilmente irritável, chegou até a discutir com a torcida por conta das "críticas" recebidas quando estava no banco de reservas.
André, que perdeu a vaga ainda no Pinheiros de armador principal para nosso maestro Figueroa, aprendeu rapidinho com seu técnico a arte de "atuar" em quadra. Reclamando de toda e qualquer falta apitada contra ele e seu time, deixou de contribuir mais pela sua equipe, mesmo anotando treze pontos no jogo. Saiu estourado com cinco faltas.
Por fim, Willian Drudi, o previsível! Apresenta o mesmo chute da lateral do garrafão, infalível quando livre. Apenas quando livre! Fácil de prever, participa ativamente apenas dessa jogada, herança maldita do seu antigo técnico, o professor Hélio Rubens (que Uberlândia o tenha!). Tendo no banco um técnico do naipe de Lula Ferreira, que tem boa leitura do jogo, foi anulado por uma marcação que chegava rápido a sua frente, dificultando o manjado chute.
Os demais, Matheus, Edu e companhia limitada, regulares, sem destaques, positivos ou negativos.
Pelo lado de Franca, outra postura em quadra. Bem diferente da que vimos contra Brasília, quando entraram em quadra visivelmente assustados com a forte equipe da capital nacional.
A proposta de um rodízio amplo a todo o banco de reservas que Lula Ferreira está implantando no Franca tem demonstrado resultados satisfatórios, principalmente em não se tornar uma equipe previsível.
Lucas Mariano vem dominando o garrafão e adjacências do ataque francano. Com um chute médio preciso e bom posicionamento embaixo do aro, o pivô vem anotando as pontuações mais altas do time e nessa partida não foi diferente. Falta-lhe ainda um pouco da velha e boa malandragem de José Vargas em usar os cotovelos para obter ainda mais espaço em suas jogadas. Foi pra mim, novamente, o destaque do jogo.
Um pouco menos badalado, mas com uma boa eficiência em quadra vem o filho do assistente técnico Paulão, Leo Mendl. Com boas roubadas de bola e alguns chutes certeiros de três pontos, ajudou o Franca a manter e ampliar a liderança no placar neste jogo. Tem futuro e sorte de ter um técnico que aposta em jovens promessas. Depende mais dele do que do técnico, diga-se de passagem.
Figueroa continua dispensando comentários. O argentino não precisa usar da sua catimba nata, pertinente aos cidadãos deste vizinho país. Seguro na condução do time, tranquilo e com excelente visão de jogo, Fig trouxe para o Franca uma carência que a muito os torcedores mantinham: as jogadas com pivôs! Talvez seja esse um dos fatores do sucesso do Lucas...
Como nem tudo são flores, Teischman continua irregular. O ala/pivô francano ainda não mostrou a que veio. Jogando longe da cesta, seus passes errados tem se tornado corriqueiros nos jogos. Soma-se aos seus chutes totalmente dispensáveis de três pontos, o capitão (não sei porque, também) ainda não deslanchou. Acho que a camisa do Franca pesou mais do que ele esperava...
Também da "cozinha" francana vem o outro destaque negativo, em minha opinião. O gigante Kurtz não está fazendo jus à fama de destaque do Paulista, enquanto jogava pelo Jacareí. Sem um posicionamento adequado no rebote ofensivo e totalmente sem tempo de bola para finalizações embaixo da sexta, segurança é a última coisa que ele passa ao torcedor quando pega na bola. Sinceramente, me fez lembrar do Kell...
Assim como os dois acima, Cauê vem demonstrando que o que aprendeu em Minas, ficou em Minas. Inseguro, desatento e com uma marcação pífia, não parece que seguirá os passos de sucesso do pai. Aguardemos...
No mais, Jhonatan, Romário e Socas, mais do mesmo. Mantiveram a regularidade dos jogos anteriores. Sem destaques que mereçam comentários.
Concordam? Deixem seus (muito bem vindos) comentários!
Estatísticas da partida: http://lnb.com.br/noticias/juventude-levou-a-melhor/