domingo, 30 de dezembro de 2012

Para 2013, prometo ser o mesmo de 2012!

E dois mil e doze chegou ao fim e nada do mundo acabar! Em algum lugar do limbo algum maia grita: "pegadinha do 'maiando', rá!". E, além do mundo, o que também não acabou foram as falsas promessas, as atitudes hipócritas e o falso moralismo de algumas pessoas. Da maioria das pessoas, para ser mais direto e sincero.
Não tenho nenhum ritual para passagem de ano. Acho uma data meramente festiva. Meu aniversário, para mim, é o fechamento / início de um novo ciclo. Mas este ano serei diferente, ou melhor, serei igual à maioria das pessoas. Farei, através deste blog, meus votos para o próximo ano, vulgo dois mil e treze.
Não prometo reencontrar aquele velho "amigo" que não vejo a longa data. Se eu não vejo a longa data, não é amigo. Aos amigos que vejo e/ou tenho contato constantemente, não prometo nada! A amizade que durou até agora com certeza, de minha parte, não foi e não será baseada em promessas. Nem nas de finais de ano!
Também não prometo ser uma pessoa melhor. A essa altura do campeonato, ninguém muda para melhor. Os frutos que até agora colhi, me satisfizeram, portanto, a tal "pessoa melhor" que todo mundo almeja ser, na minha opinião, nunca será alcançada. Ao invés disso, prometo permanecer coerente com minhas convicções e princípios. Se não forem os mesmos que os seus, um de nós está errado e, seguindo minha filosofia de vida, não sou eu que irei julgar qual é o "certo". Tudo depende do ponto de vista de cada um e defendo o meu com unhas e dentes (no meu caso, abertos!).
Por fim, não estabeleço nenhum objetivo para o ano que se inicia na próxima terça feira, que aliás, maldito dia da semana para se começar um ano! Objetivos e metas de vida são as maiores auto-enganações que o ser humano pode ter! Além do que, facilmente servem de desculpa para encobrir alguma falha que o indivíduo possa cometer como ser humano. Ao invés de estabelecer um objetivo ou uma meta, prometo buscar meios para realizar meus sonhos e vontades. Se acontecerão em dois mil e treze, catorze ou trinta e nove, não vai ser por conta de metas e prazos estabelecidos.
Em relação aos meus desejos, a mim, minha família e até aos meus inimigos (se é que eu os tenha), é saúde!

domingo, 23 de dezembro de 2012

E se o mundo tivesse acabado?

E o mundo não acabou! Muito pelo contrário, parece que está cada vez mais "vivo"! Fico pensando o que fizeram os profetas do apocalipse que arrebanharam centenas de pessoas para seus templos... Qual será que foi a saída encontrada por eles pra explicar que cada um que ali se escondeu e seguiu os passos do "messias" poderia agora voltar para sua casa? É um raciocínio para uma outra postagem...
Mas, já pensaram e se o mundo tivesse acabado? Vou deixar de lado o comentário do meu brother Xandão que sempre responde a alguma pergunta "e se" com a frase: "e se minha avó tivesse uma reduzida ela seria um jipe!". Deixemos a "sutileza" de lado para viajar um pouco! O que vocês gostariam que realmente tivesse acabado junto com o mundo?
Em primeiro, os flanelinhas! Puta que pariu, mas que povo chato esse tal de flanelinha! Você nem acaba de embicar o carro na vaga e lá vem ele "ô tio, pode olhar?"! Olhar? Pode meu filho! É de graça, pelo menos deveria ser! Esses deveriam ter morrido vítimas de uma chuva de meteoros  do tipo caroço de mamona!
O segundo tipo a ser extinto da face da Terra poderia ser o tal do proctologista! Com a tecnologia avançada, não precisamos nos submeter às vontades perversas desse indivíduo que olha nossos pênis com desprezo, pega nossos pênis com nojo e nos cobra pela consulta como se tivesse nosso pênis chupado! Este deveria ser extinto por um tsunami repletos de enguias altamente energizadas!
Agora, a figura que definitivamente deveria ser extinta da superfície e, quiçá, das profundezas da Terra é o infeliz do garçom de churrascaria que serve o tal do cupim! Não há como você iniciar e terminar uma conversa em uma mesa de churrascaria quando este indivíduo está de serviço! Você começa o assunto e quando o mesmo atinge seu ápice, lá vem o cidadão: "Cupim?"! Eles não percebem que quem gosta de cupim é dono de dedetizadora?

Basqueteando: Franca Basquete x Palmeiras


E ontem teve mais uma peleja no templo do basquetebol brasileiro, o famoso Pedrocão. Pela última rodada do NBB antes da paralisação para as festas de final de ano, o mandante, Franca Basquete, venceu seus visitantes alviverdes do Palmeiras em uma partida não muito atraente por parte do nível técnico.
Pelo lado dos visitantes, destaque para o armador Caleb Brown. Além de vocação para cestinha, o armador de 1,85 metros e apenas 23 anos, demonstra ótima visão de jogo para assistências imprevisíveis. Pena que seus companheiros nem sempre respondem a altura de suas habilidades.
No garrafão esmeraldino, Coloneze e Marcão parecem que não evoluem. Suas preocupações são "trombar" os jogadores adversários ao invés de produzir tecnicamente, seja pontuando ou pegando rebotes, assim como quando eram "grandes" juvenis. Destaque para a briga de gigantes entre Coloneze e Kurtz, onde, o pivô francano de 2,13 metros e 25 anos levou a melhor.
O outro americano em quadra pelo Palmeiras, Curnell Tyrone bem como Tiagão, pouco ajudaram, pelo contrário, ambos muito faltosos e poucos produtivos. O primeiro até acertou alguns chutes de 3 no quarto final, mas nada que pudesse ajudar a tirar a diferença do placar que a esta altura era de quase 20 pontos. O segundo, lembrando muito Márcio Cipriano do BSB, tem um basquete inversamente proporcional à sua "banca" que tenta impor em quadra. Com alguns "jumps" de média distância, também não contribuiu em muito para a possível vitória de seu time.
Pelo lado francano destaque (de novo) para Jhonatan. O ala apresenta uma regularidade jogo após jogo, tanto ofensivamente, quanto defensivamente. Ambas as posturas, bem agressivas e com ótimos resultados.
Teischman é outro que finalmente está mostrando por que foi contratado: a garra! Está se tornando dono dos garrafões francanos, jogo após jogo. Não querendo empunhar a bandeira do "eu avisei", mas é notável a postura de pivô "4" assumida pelo Teischman a grande culpada por essa evolução.
Lucas Mariano passou meio que despercebido do jogo passado. Um pouco ansioso em decidir e não muito feliz nos chutes médios, fez o "arroz com feijão".
Fiquei esperando pelo menos alguma enterrada do Kurtz, já que no jogo anterior tinha quebrado o recorde do NBB neste quesito. Não vieram. Mas a briga com Coloneze no garrafão foi boa! Não fosse por umas escapadas de bola, o pivô sairia de quadra com o dever totalmente cumprido!
Destaque tamb´me para Lula Ferreira que soube dosar na medida certa a experiência e cadência de bola de Figueroa, com os ataques e contra ataques rápidos de Socas. Os dois deram dinâmicas diferente ao jogo, com a mesma positividade entre ambos.

Para as estatísticas: http://lnb.com.br/noticias/top-5/

domingo, 16 de dezembro de 2012

Emília, Emília, Emília!

E sexta feira passada minha princesa estreou nos palcos do teatro! Como motivo de encerramento das atividades em sua escola neste ano, houve uma "encenação" do Sítio do Pica Pau Amarelo, com o elenco composto pelos próprios alunos e professores. Indispensável dizer que a emoção e o orgulho foram grandes deste "babão" que vos escreve! Indispensável dizer também que (para mim, para a patroa e a tia) a princesa Duda era a Emília mais linda dentre todas as quinze que faziam parte deste núcleo do elenco!
Princesa Duda tem dois aninhos ainda e acredito que daqui a poucos anos, peças como esta não farão sentido, pois este tipo de folclore a cada dia perde público para "novas culturas". Fico imaginando como serão as peças infantis de encerramento de ano letivo nos próximos anos? Algumas idéias mais abaixo...
Os novos contos de fada serão com personagens mais modernos. Ao invés de uma Emília (aliás, uma não, quinze), teremos quinze "panicats", rodeadas por "melhores, melhores do mundo", alguns "Freddie Mercures prateados". Sem contar nas "mulheres samambaias" e "Sabrinas Satos" fajutas!
Outro "conto de fadas" a lá "A Bela e a Fera" que vai ser tema de teatrinhos infantis é a tal da saga Crepúsculo! O que vão ter de "Belas" com seus cabelos escorridos e os olhos cheios de olheiras por conta de noites e noites dormindo tarde pra ficar de papo no Facebook, não está escrito! O pior vai ser a briga dos "meninos" para ver quem vai ser o quase hétero vampiro "Edward" na trama, só pra poder passar um pouco de sombra sem serem recriminados pelos pais... Aliás, essa peça estará mais para um musical tipo Gaiola das Loucas do que uma peça de teatro parodiando os livros/filmes!
Sobre o que vão ser as peças do futuro dos encerramentos de escolinhas infantis eu não sei. A única certeza que poderemos ter, pelo menos eu tenho, é de que, se minha princesinha estiver no cast, com certeza estarei na platéia, babando e achando a coisa mais linda do mundo!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Ele & Ela? Pra mim só no jogo de toalha de banho!

Eu até hoje não entendo qual a finalidade desses perfis "Ele&Ela" do Facebook. Sério. Não pode ser uma prova de amor isso. De cumplicidade? Talvez, mas existem outros meios muito mais românticos e leais de se provar cumplicidade. Economia? Não creio que seja por isso. Até onde eu sei, criar uma conta no Facebook é de graça! Chego a conclusão de que esses perfis existem só para nos irritar e atrapalhar o bom desenvolvimento das relações cibernéticas através das redes sociais!
O tormento mais comum que esses malditos perfis duplos nos trazem é quanto ao desejo de felicidades na data do "aniversário" que o perfil nos alerta. Nessa data a gente nunca sabe o que desejar e pra quem. Não sabemos se é o aniversário dela ou dele, não sabemos se é o aniversário de namoro/casamento ou qualquer outra data que possa ser relacionada ao casal. De mim, ficam sem ganhar os parabéns para evitar constrangimento!
Outro problema causado por esses anti-sociais perfis são os tipos de comentários que podemos ou não fazer nas publicações, fotos, etc. Não dá pra mandar um "puta que pariu, que massa" em uma foto legal ou um "vai se foder, seu baitola" em alguma provocação futebolística, por exemplo. Assim como nas datas comemorativas, você nunca sabe a quem será remetido o nosso amigável comentário. Perdem também no quesito interação!
O pior vem agora, pois geralmente o perfil do "casal" é controlado mais intensamente pela parte feminina do casal. Por conta disso, é bem comum vermos aquelas (irritantes) publicações de frases de Clarice Lispector, Chico Xavier, Glória Kalil, dentre outros clichês que, segundo o pensamento delas, as tornam mais "interessantes" perante quem as segue. De novo não podemos emitir nosso sincero comentário, pois, como na maioria das vezes é de autoria dela, vão ainda brigar com a parte masculina do perfil por conta de manterem uma amizade conosco.
Alguém, sinceramente e convincentemente, pode me explicar a função dessa desgraça chamada perfil "Ele&Ela" quando não estão em sites de swing?

domingo, 2 de dezembro de 2012

A primeira chinelada a gente nunca esquece!

Quem, quando criança, nunca ouviu a frase: "quando tiver a minha idade vai entender o que eu estou falando!"? Ou então: "quando estiver pagando as contas da casa, aí você faz as regras! Por enquanto, cala a boca e obedece!".? Pois é! Lá se foram os anos de boa educação infantil, aquela dada dentro de casa (nem sempre da maneira oral, diga-se de passagem).
O mundo mudou. A facilidade que os jovens tem hoje para conseguir o que querem atrapalha - e muito - a educação vinda dos pais. Tá certo que uma certa preguiça e um certo "deixa a vida levar" de alguns pais também contribui para que essa educação domiciliar seja cada vez mais transferida para a escola, empresas, rua.
Deixando um pouco meu lado de protesto para com alguns pais, e se criássemos aqui nesta postagem as frases de infância atuais? Abaixo algumas sugestões minhas, fiquem a vontade para deixarem as suas nos comentários!
Antigamente, até mesmo na minha época, que não é tão antigamente assim, um sonoro e de tom assustadoramente grave "Já pra dentro, menina!" fazia qualquer casalzinho de namorados não pensar duas vezes antes de se despedirem com um tímido "tchau" e cada um caçar seu rumo! Hoje, o máximo que vamos ouvir pra este tipo de advertência é, em certo tom de reprovação, mas nada muito evidente, um "Xandinho, deixa pra beijar o Marcinho em casa e não aqui no shopping!"
E quando a mãe perguntava, após uma arte em conjunto com um amigo nosso "se seu amigo pular da ponte você pula também?". Hoje em dia essa pergunta já não assusta mais. Hoje as mães perguntam "seu amigo também não tem diploma universitário igual a você? Quero ver quando ele ficar em cela especial e você não!".
Agora, acho que a maioria dos leitores nascidos nos anos setenta e oitenta (ou antes) já ficaram de castigo sem alguma coisa. Ou era sem a bicicleta, ou era sem o "Atari", ou era sem jogar bola. Hoje em dia, quer realmente deixar o filho(a) de castigo? Troque a senha do wi-fi!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Basqueteando: Franca Basquete x Basquete Ceará

Meus estimados leitores, peço licença das postagens habituais deste blog para fazer valer minhas opiniões e comentários sobre uma de minhas paixões: o basquete! A partir de hoje, sempre que possível, postarei, logo após cada partida, meus comentários sobre a atuação do meu time, do time da minha cidade e, chupa outras cidades, do time da Capital Nacional do Basquete: o Franca Basquete!
Longe de mim querer ser um (mestre) Wlamir Marques, mas pela pouca experiência que tenho como jogador e torcedor, acredito ter condições de postar aqui alguns comentários pertinentes sobre esse verdadeiro esporte coletivo!
Pra começar, Franca Basquete versus Basquete Ceará. Um jogo de uma jovem equipe contra uma equipe jovem. De um lado, uma equipe recém formada, fruto de um projeto audacioso e de vanguarda no nordeste, com grandes nomes, inclusive no patrocínio. De outro, nosso tradicional Franca Basquete, com seus cinquenta e lá vai pedrada anos de história, porém com uma equipe totalmente renovada.
A proposta do Ceará é boa. Time experiente, sem necessidade de ter que ser formada. Tem no plantel nomes como Rogério Klafke, que assim como seu xará "Ceni", continua um mito nesse esporte. De quebra, pra mim, foi um dos destaques da partida, não pela pontuação alta e seus certeiros chutes de três. Mas sim pela sua boa visão de jogo e preparo físico impecável que fazem a diferença ainda.
Davi, um jovem armador de "apenas" um metro e oitenta de altura também mostrou personalidade ao conduzir com velocidade e segurança o time ao ataque, mesmo com uma forte defesa imposta pelo Franca. Mesmo não anotando nenhum ponto, gostei do seu estilo de jogo.
Negativamente falando, Felipe (apesar de ser cestinha do time neste jogo) mostrou a mesma imaturidade que o acompanha desde sua passagem pelo Franca. Facilmente irritável, chegou até a discutir com a torcida por conta das "críticas" recebidas quando estava no banco de reservas.
André, que perdeu a vaga ainda no Pinheiros de armador principal para nosso maestro Figueroa, aprendeu rapidinho com seu técnico a arte de "atuar" em quadra. Reclamando de toda e qualquer falta apitada contra ele e seu time, deixou de contribuir mais pela sua equipe, mesmo anotando treze pontos no jogo. Saiu estourado com cinco faltas.
Por fim, Willian Drudi, o previsível! Apresenta o mesmo chute da lateral do garrafão, infalível quando livre. Apenas quando livre! Fácil de prever, participa ativamente apenas dessa jogada, herança maldita do seu antigo técnico, o professor Hélio Rubens (que Uberlândia o tenha!). Tendo no banco um técnico do naipe de Lula Ferreira, que tem boa leitura do jogo, foi anulado por uma marcação que chegava rápido a sua frente, dificultando o manjado chute.
Os demais, Matheus, Edu e companhia limitada, regulares, sem destaques, positivos ou negativos.
Pelo lado de Franca, outra postura em quadra. Bem diferente da que vimos contra Brasília, quando entraram em quadra visivelmente assustados com a forte equipe da capital nacional.
A proposta de um rodízio amplo a todo o banco de reservas que Lula Ferreira está implantando no Franca tem demonstrado resultados satisfatórios, principalmente em não se tornar uma equipe previsível.
Lucas Mariano vem dominando o garrafão e adjacências do ataque francano. Com um chute médio preciso e bom posicionamento embaixo do aro, o pivô vem anotando as pontuações mais altas do time e nessa partida não foi diferente. Falta-lhe ainda um pouco da velha e boa malandragem de José Vargas em usar os cotovelos para obter ainda mais espaço em suas jogadas. Foi pra mim, novamente, o destaque do jogo.
Um pouco menos badalado, mas com uma boa eficiência em quadra vem o filho do assistente técnico Paulão, Leo Mendl. Com boas roubadas de bola e alguns chutes certeiros de três pontos, ajudou o Franca a manter e ampliar a liderança no placar neste jogo. Tem futuro e sorte de ter um técnico que aposta em jovens promessas. Depende mais dele do que do técnico, diga-se de passagem.
Figueroa continua dispensando comentários. O argentino não precisa usar da sua catimba nata, pertinente aos cidadãos deste vizinho país. Seguro na condução do time, tranquilo e com excelente visão de jogo, Fig trouxe para o Franca uma carência que a muito os torcedores mantinham: as jogadas com pivôs! Talvez seja esse um dos fatores do sucesso do Lucas...
Como nem tudo são flores, Teischman continua irregular. O ala/pivô francano ainda não mostrou a que veio. Jogando longe da cesta, seus passes errados tem se tornado corriqueiros nos jogos. Soma-se aos seus chutes totalmente dispensáveis de três pontos, o capitão (não sei porque, também) ainda não deslanchou. Acho que a camisa do Franca pesou mais do que ele esperava...
Também da "cozinha" francana vem o outro destaque negativo, em minha opinião. O gigante Kurtz não está fazendo jus à fama de destaque do Paulista, enquanto jogava pelo Jacareí. Sem um posicionamento adequado no rebote ofensivo e totalmente sem tempo de bola para finalizações embaixo da sexta, segurança é a última coisa que ele passa ao torcedor quando pega na bola. Sinceramente, me fez lembrar do Kell...
Assim como os dois acima, Cauê vem demonstrando que o que aprendeu em Minas, ficou em Minas. Inseguro, desatento e com uma marcação pífia, não parece que seguirá os passos de sucesso do pai. Aguardemos...
No mais, Jhonatan, Romário e Socas, mais do mesmo. Mantiveram a regularidade dos jogos anteriores. Sem destaques que mereçam comentários.

Concordam? Deixem seus (muito bem vindos) comentários!

Estatísticas da partida: http://lnb.com.br/noticias/juventude-levou-a-melhor/

domingo, 18 de novembro de 2012

Ok, ok!

Antigamente, o problema dos "fuxicos" era com a vizinhança. Era a vizinha da frente que falava da vizinha do fundo que falava da vizinha da esquerda que por sua vez sabia da vizinha da esquina que sabia da vida de todo mundo, pois estando na esquina, seria uma espécie de "pedágio da notícia da rua".
Com o crescimento demográfico acelerado em muitas cidades, ironicamente, hoje em dia, a quantidade de prédios vem aumentando e, consequentemente, a vizinhança está cada vez mais próxima, pois agora não há corredor, muro, jardim para separa-los e sim, apenas uma (fina) parede. Mas, por incrível que pareça, as fofocas sobre vizinhos em prédios ocorrem com menos frequência e intensidade do que entre vizinhos de rua.
"Viveremos em uma sociedade sem fofocas?", pergunta um entusiasmado e apressado leitor! Não, meu caro. Não estamos nem próximos do habitat ideal sem fofocas, suas vítimas e suas promotoras! Com a mesma velocidade, ou talvez mais rápido, as redes sociais vem transformando as fofocas da vizinhança real em fofocas virtuais e, diga-se de passagem, muito mais chatas!
Porém, sem querer ser o advogado do diabo, para as (ou "os") fofoqueiros da internet, o povo fornece material! Ao contrário da "vida real" onde agente fecha uma porta, ou uma janela e diminuímos o "material de trabalho" das fofoqueiras, na internet é ao contrário e infinitamente mais fácil!
Saiu na balada com uma maquiagem parecendo um traveco? Foto! Fez um prato diferente e difícil, como uma gelatina, por exemplo? Foto! Ficou devendo a prestação do carro, mas comprou aquela roupa caríssima e desnecessária só pra frequentar determinada loja? Foto! Desse jeito fica fácil para os "Nelsons Rubens" de plantão!
Hoje não é preciso ficar horas e horas debruçada no alpendre da casa para ver o que ocorre. Com poucos cliques, de pijama, sentada em uma confortável poltrona, é possível saber da vida de todo mundo! Na minha opinião, fofocar ficou até meio sem graça pela facilidade da tarefa! Agora, o que ficou realmente engraçado é a galera publicar até a cagada do dia e depois postar mensagens para que cada um cuide da sua vida...

domingo, 11 de novembro de 2012

Trinta e três anos de enganações!

Nesta semana este que vos escreve completou trinta e três aninhos de vida. Igualou a marca de um outro figura gente boa que morreu com esta mesma idade a mil novecentos e setenta e nove anos atrás. Ao contrário dele, acho que vou um pouco além ainda com vida. Veremos!
Bom, mas nesses trinta e três anos, vi muita coisa. Claro que não me lembro do que vi a exatamente a trinta e três anos, ou trinta, ou até mesmo vinte, quando, magrelo, dentuço e com cabelos (sim, eu tinha cabelos) encaracolados e com treze anos de idade. Mas o que marcou, independente do tempo, eu lembro!
Aquele lance do troca troca de menino é balela! Na época de moleque, cansei de ouvir dos mais velhos que "se não desse quando pequeno, ia dar quando grande". Mentira! Conheço gente que deu quando era pequeno, dá quando é grande e com certeza vai morrer dando! Teoria furada! Literalmente, para alguns...
Outra furada que foi por água a baixo é a de que a gente não pode tomar mais do que um Yakult por dia! Na minha época de mercearia do Zé, ali por volta dos dezoito, dezenove anos, o vendedor desse néctar a base de lactobacilos vivos e eu, cansamos de tomar Yakult vencido pra não ter que jogar fora! Eram cinco, seis, sete por dia em época de reposição! E tamo aí, vivo, eu com meus bem vividos trinta e três anos e uma flora intestinal de dar inveja a muita vítima da prisão de ventre!
Mais acho que foi na parte sexual que muitas lendas urbanas foram desmistificadas. Uma delas em relação à briga mais covarde que sempre presenciamos, onde cinco "sufocam" apenas um. Nunca precisei depilar minhas mãos em decorrência a algumas atividades íntimas que praticava, essencialmente na hora do banho. Apesar do temor de ter as mãos parecidas com as costas do Tony Ramos, nunca deixei (e acredito que a maioria dos meus amigos também não) de praticar a "homenagem" diária a diversas pessoas do sexo oposto. E estamos aí, firme e forte e com as mãos "carecas"!

domingo, 4 de novembro de 2012

Ou sim. Ou não. Talvez!

Tá certo que uma das doenças da moda é ser bipolar. Mas, vamos ser sinceros, a galera tem hora que exagera nessa bipolaridade, não? Nunca antes na história desse país se mudou tanto de opinião como agora. Também, nunca antes na história desse país se cobrou a tomada de um partido por parte dos "amigos". Desse jeito, fica difícil saber pra que lado correr!
É complicado entender o ser humano. Sem motivo algum, entender por entender, já é uma árdua tarefa. Agora, quando o indivíduo te dá dicas, por incrível que pareça, está ficando muito mais difícil. Explicar-me-ei abaixo!
Como vamos entender uma pessoa que, em um momento do dia publica uma foto, ou frase, ou citação que diz: "Foco, força e fé" e mais tarde publica uma outra foto, ou frase, ou citação que diz: "Seja você a mudança que quer no mundo". Como alguém pode ter foco em alguma coisa se o que ele quer é mudar o mundo? Ou você é focado em algo ou você quer mudar algo!
Mas não é só na filosofia que o povo viaja. Quer um bipolarismo mais evidente? Religião. Esse por si só já é um assunto polêmico por natureza, imaginem quando a pessoa não "toma partido"? A mesma pessoa que publica uma foto do padre galã dizendo uma frase feita e ensaiada (e algumas vezes que nem é de autoria dele) é a pessoa que mais tarde vai publicar uma foto do Chico Xavier, citando outra frase. Não tenho religião, mas participar e acreditar ou seguir todas é pior, não é não?
Assim como na religião, o gosto musical também está muito difícil de ser identificado. Esse quesito na verdade denuncia ainda com mais veracidade a falta de opinião do povo! O que estiver na moda, na tela do "Faustão", é o que a galera tem, naquele momento, como música preferida, o toque do celular. Agora, na hora de demonstrar um pouco mais sobre ele mesmo, compartilha um videoclipe de outra música de um gênero completamente diferente! Me expliquem como um fã de Gustavo Lima pode saber ou pelo menos se dizer fã de um U2? De um B. B. King? Não dá né?! Essa não cola!

domingo, 21 de outubro de 2012

Carência por heróis.

Não gosto e não concordo com o "endeusamento" de certas pessoas no que diz respeito a seus cargos ou ações. O heroísmo não pode ser fruto de uma ação da qual se tira o seu sustento, ou recebe algo em troca para exerce-la.
Nas últimas semanas, em paralelo com os capítulos finais da global Avenida Brasil (que é óbvio que tem muito mais audiência), o julgamento do mensalão vem deixando em evidência um ministro por suas ações. Joaquim Barbosa vem condenando e emitindo opiniões coerentes com a maioria da opinião pública em relação aos réus do esquema fraudatório ocorrido a quase sete anos atrás conhecido como Mensalão. Com isso, ele vem ganhando fãs e muita atenção da mídia que o coloca em uma espécie de pedestal em relação a demais ministros.
Não vou nem entrar na coincidência de que ele é negro e descendente de família pobre. Aí o conto de fadas ficaria mais bonito. Mas o que eu não consigo entender é que como alguém pode ser considerado o herói ou um deus apenas por cumprir exatamente o seu dever? E pelo qual é pago, diga-se de passagem...
Que a maioria dos réus desse processo são culpados, qualquer pessoa, por mais alheia a política que seja sabe, isso é fato. Não há dificuldade nenhuma em condena-los pelos crimes que ficaram mais do que públicos após as denuncias. O ministro Joaquim Barbosa está cumprindo a sua função condizente com o cargo que ocupa e pelo qual recebe um excelente salário.
Não quero desmerecer o ministro, muito pelo contrário. Porém as suas ações durante o julgamento não são novidade, pois ele está ali para isso. O que é de se admirar talvez seja a coragem que muitos não tem para exercer a função pela qual recebem como ele vem fazendo. Mas volto a dizer, isso não o torna um herói nacional.
Não coloco em xeque toda a história do ministro. O objetivo da postagem não é esse. O objetivo dessa postagem é mostrar que ele não está fazendo mais do que a sua obrigação. Assim como eu no meu emprego, ou você leitor, no seu. Somos pagos para executar funções pré determinadas e com as quais concordamos em nossas contratações (ou nomeação, no caso do ministro).
Como se já não fosse suficiente essa pseudo santidade a qual o ministro está sendo submetido, tornou-se Presidente do Supremo Tribunal Federal. Ou melhor, o primeiro negro a assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal. Assim como as cotas nas universidades, esse título retrata a posição extremamente racista que o Brasil tem, apesar de sua imensa variedade de descendência racial. Pra mim, esse título, tem o mesmo peso discriminatório do que se alguém falasse que ele fez um "serviço de preto" caso absolvesse um dos réus, contrariando a opinião pública.
Aguardemos o final do julgamento e torçamos para que o Joaquim Barbosa continue coerente e equilibrado como vem sendo até agora. Mas, no final do julgamento, com a maioria dos réus condenados, o ministro terá, pelo menos de mim, no máximo um "muito bem".

domingo, 14 de outubro de 2012

Mais vale um dedo na cara do que dois na bunda!

Hoje é muito fácil todo mundo expor sua opinião. E eu particularmente gosto dessa facilidade. Através da exposição da opinião é que conhecemos um pouco mais das pessoas. Durante a exposição de uma opinião, raramente a pessoa "atua" como é possível presenciar em outras ocasiões onde ela pode se "esconder" atrás de um tipo que não é o seu verdadeiro.
Porém, com a facilidade da exposição das opiniões individuais, fica cada vez mais evidente a vontade de todo mundo em criticar algo ou alguém, com base em sua opinião individual (que nem sempre é coerente). Aí é que mora o perigo, pro criticado e para quem emite a crítica.
Ninguém gosta de ser criticado. Seja construtivamente ou não. É muito decepcionante você receber uma crítica por algo que fez acreditando piamente que era a melhor maneira de ser feito, com base em seu ponto de vista. Quando alguém nos critica, só nos mostra que, talvez, o nosso modo não é o melhor ou não é o correto.
Daí vem a necessidade da auto afirmação e, nessas horas, aquela máscara que tiramos quando emitimos nossa opinião tem que estar realmente fora de nossos rostos. Temos que estar fora de um eventual "personagem" para defendermos nossa posição criticada com um embasamento que não seja dubiamente passivo. Quando, na maioria do tempo em que convivemos socialmente, interpretamos uma personagem que não somos de verdade, essa tarefa de rebater às críticas comprovando nosso ponto de vista é extremamente árdua e contraditória.
Quando temos a personalidade bem definida, as críticas magoam, nos contrariam, porém não nos convencem a aceita-las e tomá-las como certas. Nem sempre quem critica está certo. A crítica pode servir de escudo para esconder uma deficiência que o crítico não vê em sua "vítima" e, através dela, é mais fácil ressaltar o defeito alheio do que o seu próprio.
"Ah, mas temos que ter a humildade de saber receber uma crítica." - vai me dizer um politicamente correto. Palhaçada! Ninguém precisa encarar qualquer crítica com humildade, mas sim com a razão, absorvendo e raciocinando de forma clara e não sentimental. A parte sentimental da aceitação da crítica já está embutida nas próximas ações do criticado. Se ele for o "mascarado", no momento de agir contra a crítica, a explicação e argumentação (muitas vezes furada) se sobressairá às ações que realmente comprovam que a crítica não procede. E aí, meus caros leitores, é que presenciamos àqueles intermináveis e desesperados "mimimis", hoje, mais evidentes nas redes sociais...
Se tiver convicção que a crítica não procede - e geralmente quem não usa máscara a tem - receba-a, trabalhe-a e devolva-a. De preferência com um sonoro "chupa" ao crítico.

domingo, 7 de outubro de 2012

XaXim 2.0! O retorno!

Depois de tanto tempo (setenta e cinco dias pra ser mais exato), estou de volta! Tinha optado por dar uma pausa nas postagens. Percebi que estava ficando meio amargo, muito de mal humor e isso estava explícito nas postagens. Enfim, não queria ser mais um chato na internet como tantos outros que pego no pé de vez em quando!
Mas nesse tempo sem postagens, não quer dizer que fiquei de fora da internet. Apenas me controlei para não correr para o teclado e mandar mais uma crítica em forma de um bem escrito texto nessas páginas pretas desse nada humilde blog.
E nesse tempo que fiquei "ausente" de minhas atividades, aprendi e percebi muita coisa, apenas observando. Uma delas tem muito a ver com este recesso, ou seja, aprendi que não preciso opinar sobre tudo que vejo ou presencio. As vezes guardar a opinião pra mim também é uma forma de me fazer entender.
Outra coisa que aprendi é que, mesmo sem querer, as vezes temos que buscar aqueles "aplausos" ao final de uma ação. Mesmo não tendo a necessidade de ser aplaudido por algo que fez, mesmo que seja o "default" de sua posição, aprendi que para ser realmente notado e reconhecido, você tem que ser aplaudido, mesmo que desnecessariamente. O difícil é buscar esses aplausos quando a necessidade deles não é sua necessidade vital, como para tantos outros...
Percebi também que, parafraseando nosso ex presidente da República, nunca antes na história desse país chamado internet, tantas pessoas mudam tanto de opinião sobre tantos assuntos. Talvez ligado ao último parágrafo, seja essa uma maneira de buscar os tão carentes aplausos de que muitos têm necessidade em suas vidas. Opinião (ou personalidade, ou caráter) flexível está cada vez mais em alta na World Wide Web...
Parando por aqui, pra não falar que percebi o quanto o gosto musical vem piorando, fica esta sendo minha postagem de retorno. Prometo voltar com a acidez corriqueira bem "aliviada" para as próximas!

domingo, 22 de julho de 2012

O cúmulo da acessibilidade irrita!

Esses dias atrás eu li em algum tweet de alguém dizia que: "as redes sociais não te deixam mais idiota. Elas apenas deixam sua idiotice mais acessível aos outros". E, infelizmente, isso é verdade. Depois da facilidade em se ter um perfil em alguma rede social, quantas e quantas decepções com algumas pessoas vocês não tiveram?
Hoje em dia, tudo na internet é exagerado. Todo mundo ama todo mundo. Todo mundo sabe de tudo. Todo mundo tem a receita para uma vida melhor. E não se cansam de, irritantemente, divulgar, compartilhar, curtir essas "certezas" nas time lines.
Com isso, aqueles velhos ditados de cúmulos acabam indo por água abaixo. Muita gente nas redes sociais os superaram com uma certa facilidade. Tive o trabalho de fazer algumas comparações para que fique claro minha percepção.
Antes da tal acessibilidade ser tão facilitada, o cúmulo da burrice era apenas o de olhar pelo buraco da fechadura em uma porta de vidro. Hoje, depois de tantos perfis criados, deletados, recriados, o cúmulo da burrice passa a ser o de achar que através de postagens copiadas do Google e fotos bem acabadas no photoshop e também copiadas do Google são o verdadeiro modus operandi da vida, algo pra fazer de mantra...
Antigamente, quando agente estava na carência, o máximo que rolava era um som "mela cueca" nos fones de ouvido do Walk-man e, mais recentemente, nos Disc-mans e, mais recentemente ainda, nos Ipods. Porém, independente da tecnologia e da mídia usada, era uma carência solitária, sem encher o saco de ninguém. Hoje, além do cúmulo da carência não ser mais o de esperar uma testemunha de Jeová bater a sua porta para ter alguém com quem conversar, todo mundo fica sabendo. Hoje não basta estar carente, tem que conseguir ganhar unfollow de um grande número de "amigos virtuais" por causa dos "mimimis" (alguns ilustrados) na página do seu perfil!
Agora, além do carente e do exemplo de vida, o pior dos chatos "internético" é o chato que sabe de tudo! Esse faz o cúmulo da matemática, que é comer um X-Burger e calcular o X, parecer fácil pra qualquer um. Esse chato é o mesmo que corrige toda postagem com qualquer erro (por mais bobo que seja) achando que está prestando um favor a humanidade. Depois do chato.com, o cúmulo da chatice começa com "@" e, infelizmente, pode estar entre seus contatos!

domingo, 15 de julho de 2012

Nada se cria...

Seria hilária se não fosse absurda essa briga dos comediantes de hoje em dia pela autoria de piadas. Em tempos de tantos compartilhamentos inúteis nas redes sociais e a extrema necessidade de atenção das pessoas em geral, fica difícil alguém guardar para si alguma coisa, quanto mais o direito autoral sobre alguma obra.
É por esses e outros casos que acredito que tudo tem sua hora certa. Imaginem se tanta acessibilidade (e carência) fosse moda em outras épocas de criações muito mais importantes do que uma (as vezes sem graça) piada?
Tomando como exemplo um dos maiores sucessos de marcas do mundo, já imaginaram se em 1886 já houvesse a facilidade do Twitter ou do Facebook? Hoje com certeza a Coca Cola não seria tão valiosa já que, John Pemberton, criador da fórmula original (e sim, ela continha álcool!) em um momento de carência com certeza iria postar em seu microblog (@J_Pemberton): "Folha de Coca + Noz-de-cola + água carbonada = altos arrotos + gargalhadas! rs #Experimentem". Daí já era! De um sucesso de vendas, seria apenas mais um motivo para intermináveis vídeos de arrotos no YouTube.
Outro exemplo de obra que poderia facilmente ser copiada triando todo o "pulo do gato" por conta de uma necessidade excessiva de atenção seria a de Henry Ford. Imaginem a situação quando, em uma tarde ociosa no escritório diante de seu notebook, William C. Durant, fundador da General Motors, visse nas atualizações da sua página do Istagran (Durant'sPhotos) uma foto, com o efeito "Sutro", de seu arqui-inimigo Henry Ford fazendo um "joinha" diante da linha de montagem do famoso Ford T com a seguinte legenda: "Que artesanalmente o quê!". Com certeza teríamos hoje muito mais Camaros do que Mustangs nas ruas...
No entanto, algumas atrocidades ocorridas na história da humanidade também poderiam ter sido evitadas graças a exagerada atração de holofotes para si. O pequeno Adolph Hitler por exemplo, teria sido reprendido durante na juventude quando a postagem no seu Twitter (@HeilHitler) chegasse aos olhos da "OAB" da época: "Sabe por que não gosto dos Judeus? Porque na minha sala de aula não tem nenhum Argentino! #RafinhaBastosFeelings". Com certeza aquele processo movido por alguma família judia famosa da época faria com que o pequeno Adolf pensasse bem antes de fazer qualquer asneira de novo...

domingo, 8 de julho de 2012

Precisando de ajuda? Fale conosco!

Eu realmente gosto do que faço profissionalmente. Claro que, como qualquer pessoa que trabalhe, tem dias que não estou com saco nem para levantar da cama, o que dirá, ir trabalhar. Mas mesmo assim, gosto do que faço, gosto do meu trabalho.
Por sorte, vivemos em um mundo capitalista, o regime que me propicia exercer minha profissão de vender algo a alguém, precise ele ou, em algumas vezes, não. É também o regime que permite que outras profissões sejam necessárias como explico mais abaixo!
Muita gente vai questionar, principalmente quem não é do comercial (ou da Tropa de Elite, como nós mesmos, humildemente, nos chamamos). Mas a verdade é que, se não fosse por nós, de que adiantaria as outras áreas?
Por exemplo, o pessoal do financeiro. Como pagariam as contas sem o dinheiro das vendas do comercial? Vender não é tão simples quanto calcular juros, ou chorar um desconto. Vender requer um pensamento estratégico que vai além dos ativos, passivos ou de qualquer outra opção sexual pra concretizar o negócio!
Anexo aos economistas, o que faria o pessoal do crédito e cobrança se não fosse o comercial? De que adiantaria toda a austeridade do pessoal da cobrança se não houvessem boletos emitidos por conta das vendas do pessoal do comercial? De quem iriam cobrar para receber por algo se não pudessem contar com o poder de persuasão do pessoal do comercial? A seriedade dos cobradores é inversamente proporcional à simpatia dos vendedores!
O que ou pra quem promover se não houver ninguém para vender, senhores do marketing? Não vou desmerecê-los, até porque compartilhamos a mesma formação acadêmica, mas se não fossem os "caras" do comercial, não passariam, como disse meu amigo marqueteiro André "Turquim", de arquitetos de flyers! Da escola dos publicitários, os comerciais foram expulsos!
E, por fim, chegamos ao pessoal da produção. Imaginem o tamanho da área do estoque de produtos acabados que vocês teriam que administrar se não fossem "as máquinas" do comercial? Como fazer para que todo esse esforço de vocês cheguem ao alcance de terceiros? Não precisam nos agradecer, apenas não atrasem nossos pedidos! 
A observação acima também vale para o pessoal da logística que, se não fossem os "cavalos mecânicos" do comercial, andariam batendo caçamba e cabeça pelas estradas do país! Para uma boa lógica da logística, ações com nem tanta lógica do comercial!
O fato é que o mundo é do comercial e, se for necessário, vendemos ele também!

domingo, 24 de junho de 2012

IMybag!

Dias atrás, estava lendo na internet que o finado Steve Jobs, segundo um dos sócios da Apple, pretendia lançar no mercado o ICar, ou seja o carro da família da empresa da maçã mordida mais famosa do planeta. Na linha dos IPhones e IPads, ou seja, com muita inovação, o veículo seria lançado com a missão de "roubar" cinquenta por cento do mercado automobilístico norte americano, segundo esse mesmo sócio. Steve morreu nos devendo essa façanha...
Presunção ou não, só sei que, pelo histórico extremamente criativo (e desonesto em alguns momentos) Steve Jobs certamente apresentaria ao mundo novas invenções, úteis ou não, mas que com certeza seriam sucesso de vendas. Pensando por esse lado, quais outros produtos com a maçã mordida o inovador Jobs poderia ter nos apresentado? Abaixo, algumas sugestões.
Acho que a unanimidade das mamães seria a invenção da IDiaper (IFralda, abrasileirando a bagaça). Imaginem que beleza seria se, ao invés de sentir pelo olfato que a fralda estava carregada, a mamãe recebesse um SMS avisando a hora de trocar? Mais incrível ainda, seria a possibilidade da troca da mesma via wirelles ou bluetooth através do uso de um aplicativo instalado no IPhone ou IPad.
Outro produto que com certeza faria sucesso seria o IMotherInLaw (ISogra, para os leigos). Esse aplicativo serviria para compactar em apenas um encontro com essa figura, todos aqueles encontros que são necessários ao longo do ano. Dia das mães, aniversário, Natal, Páscoa, bodas de não sei o quê, enfim, todos os compromissos "oficiais" aos quais os genros são obrigados a ir, seriam resumidos, a um único evento! Esse aparelho seria lançado nas versões 32 mb e 64 mb, sendo o maior armazenamento capaz de compactar um número maior de compromissos.
Agora, sucesso mesmo de vendas seria o IPhoda (esse acho que dispensa tradução, né?)! Esse ia ser campeão! Um(a) namorado(a) virtual que, quando batesse a carência, era só baixar o modelo, tamanho, bitola, cor do cabelo (ou sem cabelo) e todas as preferências sentimentais capaz de suprir a carência repentina. Um produto que não beneficiaria apenas o usuário do IPhoda, mas também todos os amigos da rede social que não iam precisar ficar lendo aquelas frases "mela cueca" sobre a carência alheia, muito menos trechos de livros da Clarice Lispector!

sábado, 9 de junho de 2012

"Ai, ai, ai ai... Tá chegando a hora!"

Já viram alguém comemorar em velório? Ou dar parabéns ao defunto? Se o defunto não for um ex marido de três viúvas que se conheceram no velório, ou um agiota com uma clientela bem ampla, vai ser difícil ver alguém feliz e comemorando em volta do caixão!
Mas, se ninguém comemora quando o cidadão chegou ao fim do percurso, porquê felicitá-lo a cada "check point" anual? Parei pra pensar esses dias sobre o porquê de desejarmos parabéns e felicidades na data do aniversário...
Que me desculpem os espíritas, mas, a grosso modo, todos nós sabemos (ou no mínimo suspeitamos) que nosso tempo na Terra já é pré determinado e, a cada ano que passa, nos encaminhamos para o final desse período.
Sabendo disso, fica meio ilógico darmos parabéns por um ano a menos de vida. Ou então, todos nós assumimos que gostamos da desgraça alheia! E o pior, o "felicitado" fica chateado se alguém não lembra que naquele dia, ele completa mais um ano em direção ao seu fim! Isso sim é ser masoquista!
Toda vez que uma pessoa recebe os parabéns por "mais um ano de vida", é como se um condenado no corredor da morte recebesse os parabéns pela sua condenação, só que no "corredor" da vida real o espaço a ser percorrido é mais longo (ou não, agente nunca sabe se iremos pra terra dos pés juntos ao virar a esquina!).
Seguindo a lógica, a cada ano de vida, o cidadão não teria que comemorar e sim fazer um pré funeral! E sabe que, pensando mais claramente, ia ser até melhor? Não tem gente que vive dizendo que só encontra parente em velório? Olha só que praticidade! A cada ano, iria encontrar aquela tia que não via a muito tempo, ou aquela prima que antigamente era mais feia que unha encravada do dedão do pé e que agora é um espetáculo! Ia fazer mais sucesso que o Natal em família!
Já imaginaram o obituário do jornal? A cada domingo, ao invés de sair na coluna do colunista homossexual do jornal, recebendo as felicitações do puxa saco, sairia na página do obituário, recebendo os pêsames por menos um ano de vida! Na coluna social, sairia somente quando completasse o seu percurso, mais ou menos assim: "e ontem, em um velório e cortejo igualmente fantástico, foi enterrado Fulano de Tal! Este colunista, sinceramente, lhe deseja um bom descanso eterno!"
Penso que, ou começamos a ser realistas nos aniversários, ou então vamos começar a promover uns velórios "open bar" pra galera!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

All you (don't) need is love!

Nunca se amou tanto na internet! Hoje, quaisquer coleguinhas de banheiro de balada se amam no outro dia na rede social!
É tão fácil hoje agente abrir o Facebook e encontrar muita declaração de amor. É "eu te amo" pra cá, "amo demais" pra lá que não entendo como há tanta notícia de violência gratuita no mundo! Pra mim, o grande problema não é a quantidade (exagerada) de declarações, mas sim a sinceridade (ou a falta de) acerca das mesmas.
Esse amor virtual que presencio todo dia tem um grande problema, é extremamente volátil. E a causa dessa volatilidade exagerada é o atalhamento do processo natural necessário para realmente se amar alguém. Tirando o amor paterno/materno, os outros tipos de amor (se é que amor tenha tipo), necessitam de uma evolução desde o momento em que se conhece a pessoa a ser amada, até realmente ama-la. E eu particularmente, não acredito que esse "tipo" de amor exista.
Deixando a opinião sobre amor deste nada humilde escritor de final de semana de lado, suponhamos que exista um amor, como esse que tanta gente tenta pregar no ambiente virtual. O natural seria duas pessoas se conhecerem, tornarem-se colegas, evoluir para amigos e, se tudo correr bem, transformar essa amizade em amor. Porém, como citei acima sobre o atalho que esses "amorosos" das redes sociais pegam, a fase do coleguismo e amizade é ultrapassada logo após a segunda garrafa de "ice" da noite. E o pior, esse amor não é aquele amor de bêbado que acaba logo que se inicia a ressaca. Aliás, diga-se de passagem, esse amor de bêbado é mais sincero do que muito amor declarado nas time lines de muitos perfis... 
Esse amor que vemos hoje é o amor pra se enturmar. Seja por qual motivo for, quando o "amoroso" faz parte ou começa a fazer parte de um grupo, geralmente descolado ou popular, ele ama os integrantes do grupo. Mas basta um deles sair do grupo ou até mesmo, só se afastar, pronto, acabou o amor.
Outra característica dos amados é que raramente são feios, sem carro ou avessos a baladas do momento. Quer identificar um "amado em potencial"? Fácil! Se o camarada começar a a aparecer muito em foto de site de balada, coluna social de jornal ou começar a promover festa, pronto, está credenciado para ter uma legião de fúteis amadores!
No mais, continuo dando muita risada disso na internet e, sempre que possível e a inteligência alheia permitir, emitir meus comentários "sinceros e com muito amor"!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Portadora de todos os dons, inclusive o de proporcionar as melhores sensações...

Como é ruim a sensação de chegar em casa e não ter, como sempre teve, uma amiga pra te receber abanando o rabo. Amiga essa que ficava feliz só em me ver, e a recíproca era verdadeira.
Era impressionante como um olhar falava muito mais do que qualquer quantidade de palavras. Era impressionante como um abano, ou não, de rabo denunciava como estava o humor dessa amiga. Inevitavelmente, sempre estava de bom humor. Fazendo chuva ou sol.
É estranho também não escutar os passos pesados pela garagem e quintal. Como quem sempre estava em estado de vigilância, essa amiga percorria toda a extensão da casa, com calma, minuciosamente, pra depois vir deitar onde estivéssemos. Não pedia nada, apenas queria estar onde as pessoas da casa estivessem, vigiando, guardando.
Vai ser estranho não ter com quer brigar pela mangueira na hora de lavar o quintal e garagem. Vai ser estranho não ter em quem dar banho todo sábado com essa mesma mangueira, motivo de altas disputas no melhor estilo cabo de guerra!
Vai ser estranho não ter com quem contar pra espantar vagabundo dormindo na porta da minha casa. Vai ser duro acostumar com a falta de alguém pulando no portão, acordando a vizinhança toda só porque passaram na minha calçada. Ou, pelo que parecia, na calçada dela!
Vai ser muito estranho não ter com quem ficar bravo pra sair do caminho enquanto tento guardar as compras do mês. Incoerentemente, vai ser muito estranho não ter com quem ficar bravo porque está subindo no carro pra fuçar nas compras que ainda estão no porta malas...
Não sei se vou acostumar a cozinhar, fritar ou mesmo pegar um ovo na geladeira sem ter ninguém pra tentar devora-lo, a qualquer custo. Com certeza não vou ter a mesma emoção de ter que fazer um omelete com um olho na frigideira e outro no "cachorro"!
Vai ser estranha a sensação de não ter com quem confidenciar angústias, alegrias e até mesmo algum segredo bobo, com a certeza de que o que ali fosse falado, ali ficaria. Não ter um dorso ou uma cabeçona amiga pra se apoiar sentado no chão também vai ser difícil de me acostumar.
Mas acho que a pior sensação que vou sentir é de ter a certeza que a mais sincera amizade que tive não vai estar aqui presente pra compartilhar minhas alegrias, tristezas, dor ou satisfação. A única sensação que tenho certeza que vou ter e não vai ser estranha é a de saudade. Obrigado por me fazer companhia nesses nove indescritíveis anos e proporcionar tantas boas emoções, Pandora!

domingo, 6 de maio de 2012

Dia de fúria criativa!

Almoçando durante uma viagem com meu amigo e colega de profissão Tarcísio tive a inspiração para a postagem de hoje. O mal humor que o Tarcísio sustentava durante os dois dias de viagem por conta da pressão natural do trabalho foram o estopim para começarmos a deliberar sobre alguns trechos que vocês poderão conferir abaixo. Em um brainstorming informal, começamos a imaginar como seriam os slogans se os criadores, no momento de dar aquele enter para enviar a proposta ao cliente, estivessem com o mesmo mal humor do Tarcisão...
Começando pelo ramo do comércio, o rapaz criador de slogans para as Casas Bahia de maneira alguma não poderia levar para dentro da agência os aborrecimentos da sua vida pessoal. Imaginem se isso acontecesse durante uma das mais bem sucedidas campanhas da rede dos Klein? Um rapaz xarope e irritante diria com extrema sinceridade a frase: "Quer pagar quanto nessa merda de marca que ninguém conhece?".
Passando para a área da saúde feminina, um produto que por si só já representa bem o período de mal humor das mulheres, não poderia ter como um de seus principais promotores o criador de slogans mal humorado. Se, inevitavelmente isso acontecesse, toda a raiva que a mulherada sente nesse período poderia ser constatado também nas (até então mentirosas) peças publicitarias. Para a Carfree, o slogan sincero e mal humorado seria: "Sinta o bem estar de ser mulher, mesmo com uma trolha enfiada na sua chavasca!".
Passando para o campo dos alimentos, o carinha que trabalha na agência que cuida da (mega) conta da empresa de fast food dos Arcos Dourados, vulgo Mc Donalds, não poderia se submeter a esse luxo de ir trabalhar mal humorado. Nem o Ronald Mc Donalds ia passar a imagem de uma empresa feliz se isso acontecesse. Se essa catástrofe ocorresse, o enjoativo slogan da rede ficaria da seguinte forma: "Amo muito tudo isso. A minha tireóide, não!"
Outro famoso restaurante que não poderia correr o risco de ter um publicitário mal humorado seria a também badalada rede de comidas australianas Outback. Nem as Orion Rings ou a suculenta Ribs on the Barbie salvariam o sucesso do restaurante caso o slogan principal fosse criado pelas mãos de um irritado estagiário. Nas peças, leriamos o seguinte slogan (digno de um marketing de guerrilha): "Explore seu momento Outback, dê o cú no deserto!".

domingo, 29 de abril de 2012

De bons (falsos) exemplos, o inferno e a internet estão cheios!

Quanto é seu preço? Não se ofendam. Todos têm um preço. Infelizmente (ou felizmente, dependendo do ponto de vista), tudo hoje é passível de ser comprado. No último domingo, no programa "Pânico na TV", agora na rede Bandeirantes, uma das integrantes do elenco teve seus cabelos raspados na "máquina zero" ao vivo, alavancando a audiência (que diga-se de passagem já é alta naturalmente) do programa, óbvio.
É óbvio também que não foi no improviso. É óbvio que a "pobre" moça recebeu um cachê extra para ter suas madeixas cortadas, pela raiz. E é óbvio que isso foi para alavancar a audiência do programa. Isso é "showbusines"!  Também é óbvio que discussões sobre isso iriam desabrochar em tudo quanto é roda de prosa e, claro, aqui nas redes sociais.
Até aí, tudo bem. É o natural e o esperado. Ninguém é obrigado a concordar e aprovar ou não concordar e desaprovar tudo. Liberdade de expressão é para isso! Porém, o que me irrita profundamente são algumas linhas de discussões totalmente hipócritas. A mais hipócrita e extremamente sem noção foi uma que vi no Facebook. Uma foto de uma criança, aparentemente portadora de algum tipo de câncer, careca, devido, provavelmente, ao tratamento típico desta doença e abaixo, a foto da moça recém careca do programa. Ornamentando a foto-montagem, a frase: "Enquanto alguns perdem os cabelos por doença, o Pânico tira o cabelo dos outros por audiência.". Não é possível que tem gente capaz de fazer tal comparação! É muita hipocrisia ou então, quem faz este tipo de comparação é muito santo, só aguardando na Terra a sua canonização!
Não sou advogado do Pânico (como se eles precisassem). No máximo, sou um telespectador que, sinceramente, achou a temporada de 2012 menos engraçada do que as passadas. Porém, acho que bom senso é uma das minhas (poucas) qualidades.
Será que esses mesmos hipócritas pensam nas crianças que sofrem de câncer nos pulmões enquanto estão fumando seus "Mallrboros" na balada para não ficar longe da rodinha da turma popular?Acho que não, afinal, o bonito é criticar os outros. Ter que admitir que essa merda faz mal não é legal...
Ou então, será que, enquanto estão com suas pulseirinhas de camarote, enchendo o rabo de whisky com energético, porque é a moda agora, elas pensam nas crianças que desenvolveram algum câncer de fígado? Claro que não! Aliás, não pensam em nada nessas horas, ou na hora que baterem o carro do papai por conta da bebedeira...
Não estou pregando que não devem fazer isso. Assim como criticar ou não, cada um sabe o que faz da vida. Só não me venham com falso moralismo e com comparações totalmente hipócritas para se passarem por politicamente corretos quando na verdade, raspar a cabeça, seja ao vivo ou não, seria o menor dos males que iriam causar.

domingo, 22 de abril de 2012

"Locútus sententias"

A moda agora é postar alguma frase de efeito, supostamente vista em alguma série, filme ou atribuída (em muitas vezes, de forma duvidosa) a alguma personalidade da mídia. Nas time lines das redes sociais, o que mais se vê hoje em dia é uma fotografia bem feita, legendada com uma bela frase impactante, afim de que todos os amigos virtuais curtam ou compartilhem, tornando o amigo que postou em um ícone cult do mundo virtual.
Contra essa modinha irritante, uso essa minha válvula de escape! Usufruindo mais uma vez dessas páginas pretas, bem preenchidas com belos textos, segue mais um para distraí-los de forma original e sem obedecer a modinhas!
Pra começar, há uma certa incoerência nessas frases postadas e atribuídas, geralmente a alguma personagem fictícia, pois, originalmente, a frase é do autor (desconhecido) ou autores e não dos personagens. Com base nessa informação, bolei algumas frases e atribuí a seus autores reais! Vamos a elas!
Quem não conhece algum caminhoneiro, torneado pela dureza das estradas e trechos percorridos ao longo da vida a bordo da sua "iscania"? Pois bem, não é só as frases pintadas na traseira das carretas que estes bravos trabalhadores têm como pérolas dignas de compartilhamentos na internet! Em uma foto tirada em um posto de gasolina de beira de estrada, ao lado do fiel escudeiro caminhão, de braços cruzados, toalha nos ombros e aquela "chinela", a seguinte frase entre aspas: "Se teta fosse buzina, ninguém dormia a noite.".
Outra figura do nosso cotidiano que é mestre em soltar frases de efeito, além de cantadas fenomenais e bem elaboradas, são eles, os mestres do cimento, água e areia! Quem nunca ouviu uma frase marcante do pedreiro de alguma obra? Apoiando a perna direita na carriola, o maço de cigarro no ombro, por dentro da camisa e segurando um medidor de nível como se fosse um muchaco, a foto é feita com a seguinte frase: "Mulher é igual mosquito, só sossega no tapa!".
Pra finalizar, os mestres das frases marcantes e, diga-se de passagem, verdadeiras e sinceras, os bêbados! Escorado na porta do boteco, camisa aberta até no peito, carteira no bolso da camisa e, claro, segurando o copo com a "loira gelada" com um dedo de espuma, uma foto em preto e branco traz a seguinte citação: "Mal por mal, prefiro o de Alzheimer ao de Parkinson. É melhor esquecer de pagar a conta do que derrubar toda a cerveja no chão...".

domingo, 8 de abril de 2012

"Avestruzes da Páscoa, o que trazes pra mim?"

Alguém aqui pode me explicar o porquê de o coelho ser o símbolo da Páscoa? Juro que pesquisei (tá certo que foi só aqui na internet, mas pesquisei) e não encontrei nenhuma explicação plausível para isso.
Para os ovos de chocolate, também não, mas não sei se foi mera coincidência, mas o fato é que várias "fontes" citaram povos antigos como os criadores desse costume. Pela minha preguiça de continuar pesquisando, valeu essa resposta mesmo...
Agora sobre o coelho, não dá pra formar uma opinião concreta pois cada um falou uma versão! Por isso, tomo a liberdade de sugerir para os próximos anos outros símbolos e suas respectivas e, convenhamos, mais realistas explicações!
Partindo do princípio de que os ovos de chocolate vão continuar fazendo a alegria da criançada na Páscoa, temos que sugerir símbolos ligados a eles. O primeiro que me vem a cabeça é a galinha! Qual animal que é rapidamente associado a imagem de um ovo? Claro, a galinha! E os pais criativos e que gostam de enfeitar a casa com pegadinhas de coelhos, rastros, enfim, toda aquela papagaiada que a criançada acredita piamente para achar os ovos escondidos, iriam adorar a idéia! Imaginem quão fácil ia ficar colocar a própria representante próxima aos ovos escondidos? E, se pensarmos na prática do negócio, depois da festa pelas crianças terem encontrado os ovos, o almoço já estaria praticamente garantido!
Seguindo o raciocínio de associação com o símbolo comercial mor da data, o ovo, a segunda opção do reino animal é a vaca! Sim, uma vaquinha da Páscoa! Oras, o chocolate é feito basicamente do que? Cacau, leite e açúcar. Como não dá pra colocar um pé de cacau pra entregar os ovos e muito menos uma moita cana de açúcar, o único ingrediente que restou que tem um representante à altura de ser um belo mensageiro é o leite. Imaginem uma vaca entrando em casa para esconder os ovinhos, discretamente!
Agora, pensando com a cabecinha egoísta das crianças, o legal mesmo seria que os ovos de Páscoa fossem "fabricados" e entregues pelos avestruzes! Aí eu queria ver qual seria as desculpas dos pais mão de vaca ao darem aqueles ovinhos "mixurucas" aos filhos! Começaríamos os números dos ovos de Páscoa no cinquenta e oito!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A "arte" imitando a vida real após o horário nobre.

Fim do Carnaval (que pra mim, hoje, não passa de um pseudo feriado que só serve para desinteirar meus dias de férias), voltamos às atividades!
Acho que todos que seguem o blog já sabem que assisto sim a programas como o Big Brother Brasil. Aliás, a programas como ele não, somente a ele que eu "perco meu tempo" assistindo. Tenho a curiosidade sobre a vida alheia e gosto do formato comercial do programa como forma de merchandising, fazendo jus ao meu diploma universitário.
Muita gente não gosta. Respeito, até porque não gosto de muita coisa que para alguns segmentos da sociedade é unanimidade e referência de coisa boa. Porém, acreditem se quiser, na minha opinião nada humilde, programas como o Big Brother Brasil tem sim seu papel social. Aos puritanos e "esclarecidos" de plantão, seguem abaixo os meus argumentos para fundamentar minha opinião.
Nessa edição do programa, os pudores fora totalmente perdidos! É um tal de uma ficar com um, com outro e com o um de novo que não dá pra acompanhar tamanha ausência monogâmica! Antes que você comece a se perguntar qual a função social disso, respondo. O que vocês acham que rola nas festinhas que seus filhos e filhas vão todo final de semana? Nada muito diferente do que vemos na tela da TV, ou seja, muita bebida, nenhuma vergonha na cara e uma liberdade que beira a libertinagem.
Outra característica social atual que fica bem claro no programa é a falta de caráter de alguns participantes. O "cada um por si" fica cada vez mais evidente a cada edição do programa e a cada dia que passa em nossas vidas. A honestidade, transparência e lealdade que sempre esperamos daqueles mais próximos, nem sempre é correspondida, sempre nos levando a uma decepção que, pelo menos na minha vida, já é esperada.
Agora, o que não é novidade para ninguém, desde a primeira edição do programa é que os participantes, em sua maioria, dependem muito da sua imagem para serem bens sucedidos. A moça que quase se acaba de tanto chorar porque recebeu uma saia "comprida" para uma festa é a clara prova de que hoje em dia, a aparência é sim fator determinante para o sucesso de alguns. Na "vida real" aqui do lado de fora das telas de imagens em alta definição, isso não é diferente. É como disse uma pequena postagem que li em minha time line do Twitter esses dias: "a luta para as prostitutas está cada vez mais injusta já que cobram por seus serviços em dinheiro, competindo contra pulseirinhas de camarotes VIPs hoje em dia".

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A festa "barra pesada" do lado de lá.

É, nem o guarda costas conseguiu salvar a Whitney Houston. A dona da foice essa semana aumentou o cast do lado "de lá" com duas estrelas musicais, Whitney e Wando. O astro brasileiro, morreu decorrente a problemas "naturais" de saúde, até onde se sabe. Já a estrela norte americana morreu de causas ilícitas, assim como diversas outras celebridades musicais ao longo da história decepcionando milhares de fãs e se tornando mártires para outros milhares de (otários) fãs.
Eu tenho medo do futuro da criançada dos dias de hoje. Aquela velha e boa palmada na bunda ou uma "cintada" no lombo ganha por termos feito alguma arte ou alguma coisa errada hoje em dia é proibida e dá cadeia. Ao mesmo tempo, temos, e o que é pior, nossos filhos também tem, livre acesso a qualquer "mal exemplo" de conduta. É uma conta que no final, tem tudo para ter um resultado errado.
Se todos os ídolos tivessem o vício do Wando, estaríamos tranquilos, pois homem gostar (e muito) de mulher, nunca matou ninguém (a não ser que ela seja casada e o marido ande armado). Mas "vícios bons" como este não têm muitos influenciados nos dias de hoje.
É engraçado como após anúncios de mortes como a da Whitney Houston, ou Amy Winnehouse no ano passado, a legião de fãs cresce de uma hora pra outra. Todo mundo quer prestar sua homenagem, num ato que julgam ser cool, postando em suas páginas de relacionamento alguma citação, obra musical, foto, enfim, qualquer menção ao "ídolo" morto serve para se inserir no contexto social cibernético e ganhar algumas curtidas ou compartilhadas.
Até aí, tudo bem. Hoje também é muito comum querer aparecer a qualquer custo. Porém, o que me preocupa nessas ações é que cada vez mais, a vida desses mortos, ou, como prefiro chamá-los, suicidas, fica mais interessante para uma galerinha que até então nem sabia quem eram. Nesse ponto é que mora o perigo, pois, como são facilmente influenciáveis hoje em dia, os jovens acabam, partindo para a mesma trajetória que seus "ídolos" mortos percorreram.
Está com algum problema na vida? Ok, misture um copo de whisky com algum remédio para dormir, como fazia a dona de uma das mais belas vozes, Whitney Houston. Ah, quer relaxar depois de um dia estressante no cursinho pago pelos pais? Sem problemas, um baseadinho igual ao da Rita Lee resolve. Quer dar um upgrade na balada de mais a noite? Fácil! Abra seu "kit Amy Winnehouse" e corra pro abraço!
A dedicação em manter a boa forma nos treinos de um Michael Jordan, o excesso de competitividade de um Fernando Alonso, a boa educação e seriedade de um Kaká ninguém copia ou se inspira. É careta fazer parte do grupo que não curte um baseado, do grupo que sai de casa e volta consciente.
Por definição, ídolo significa "figura, estátua que representa uma divindade que se adora. Pessoa à qual se prodigam louvores excessivos ou que se ama apaixonadamente". Baseado nessa definição, imaginem quem ou o quê nossos filhos vão amar se continuarmos nessa toada.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Na falta de Q.I., usa-se o "QI"!

Se eu não me engano, já escrevi alguma postagem sobre rótulos aqui neste nada humilde blog, mas, sinceramente, fiquei com preguiça de procurar em que data foi para colocar o link aqui pra quem não leu... Bem, mas deixemos de lado essa enrolação e partamos para a postagem desse domingo!
Comecei minha carreira por indicação do meu pai, que trabalhou por longos vinte e sete anos na empresa onde estou a doze. Nunca escondi isso de ninguém e, por muitos anos, tive que saber conviver com o rótulo de filho de alguém nos corredores da empresa. Com muito esforço, trabalho e, principalmente, competência, soube me desvencilhar de tal rótulo. Para minha sorte, conheço bastante gente que passou por algo semelhante e, igualmente, se deu bem, superando as expectativas e rótulos.
Hoje, olhando para trás, vejo que o rótulo e minha vontade de me sobrepor a ele me ajudou e muito a crescer profissionalmente, sempre buscando alguma promoção por fruto do meu empenho. Infelizmente, não é assim pra muita gente. A rede profissional, ou, network é muito mais importante, para muita gente, do que o velho e bom companheirismo de trabalho e, infelizmente, funciona muito bem pra quem não tem tanta competência assim. E é muito mais frequente do que os casos semelhantes ao meu...
Não é de hoje que temos que presenciar aquele "mala" ocupar um cargo que, na corporação, todos sabem que não condiz com a capacidade dele, mas, por conta do maldito network bem feito, a privilegiada vaga caiu no colo dele.
Geralmente, esse mesmo "mala" não importa em ser apresentado como o "fulano, primo/amigo/namorada/filho/conhecido do ciclano importante". Para ele, além de não ser vergonhoso ter sua capacidade rebaixada por um falso status, a sua competência para exercer a função do cargo nunca foi sua primeira preocupação. O importante era estar lá, somente.
Porém, a pior parte não é ter que aturar a "mala" enquanto ela está no cargo. Mais cedo ou mais tarde, com a falta de resultados óbvia, a casa, ou a máscara, cai. E é nessas horas que vemos o tanto que a falta de caráter e orgulho próprio desse tipo de gente comprova o que a maioria sempre viu. A primeira atitude de defesa de um demitido nessas condições é, claro, apelar para o padrinho. Não importa, ao menos para ele, o motivo da demissão. Seu único argumento é o mesmo que o colocou no cargo, a indicação de alguém por qualquer motivo, menos a competência necessária.
Em minha carreira profissional, até agora ascendente, tive dois prazeres. O primeiro é me manter por tanto tempo em uma boa empresa para trabalhar e, por competência, subir gradativamente de cargo e ter minhas responsabilidades aumentadas. O segundo é, nesse mesmo tempo que estou na empresa, ter visto vários "filhos do maldito network" saírem com a mesma velocidade do que entraram!