domingo, 13 de outubro de 2013

Preparar, "matutar", apontar...

Quando eu era mais novo, sempre fui enguiçado. Teimoso, que só eu. Levar desaforo pra casa, nunca. Até quando não tinha o tal desaforo, eu achava que tinha. Porém, mesmo assim, minhas brigas foram poucas e, com quase trinta e quatro anos, posso ficar tranquilo e dizer que nunca tomei um soco na cara (e também não dei, diga-se de passagem).
Quando me falavam que isso era coisa da idade, que quando eu fosse mais velho eu teria a paciência pra "deixar pra lá" certos assuntos e situações, aí sim eu queria criar caso. Parece, ou melhor, parece não, tinha certeza que era só pra contrariar e fazer valer a minha vontade e/ou opinião, que nem sempre eram as certas, ou as mais racionais para o momento.
Pois bem. Anos se passaram, quilos chegaram, cabelos caíram, casamentos vieram (um se foi), princesinha nasceu e não é que a tal paciência veio? Não diria só a paciência. A maturidade que a acompanha também se faz notar.
Já disse em outra postagem que não me arrependo de nada que fiz nessa vida e, por conta disso, tenho muito claro várias situações em minha memória. Tendo essas memórias claras e presentes, tenho a noção de como melhorei como pessoa ao longo dos anos. Muitas situações que vivo hoje, com certeza teriam desfechos diferentes por causa da minha impetuosidade de outras épocas. Era imediatista, tinha que resolver na hora (pra não levar pra casa o desaforo). Por conta da irracionalidade, as vezes o desaforo se tornava maior, tão grande que nem se eu quisesse, eu o levaria pra casa!
Hoje é difícil algo me abalar a ponto de me tirar do "prumo". Independente do que aconteça - salvo situações que envolvam minha princesa - consigo parar, pensar, analisar e só depois decidir o que fazer. Geralmente, dou de ombros e solto um "foda-se, deixa isso pra lá". Tem funcionado. Mas, quando a situação requer algum tipo de "troco", a paciência tem me dado uma frieza extraordinária pra elaborar o tal...
Se isso é bom? Bem, não seja você a ter que receber o troco!

sábado, 5 de outubro de 2013

Viva sem manual, compensa!

De verdade, vocês acham que esses "Ghandis", "Clarice Linspectoras", etc, são aquilo que escrevem ou dizem? Tá bom, o tal do Ghandi pode até ser, porque pra viver isolado, nos alpes do Himalaia, careca e cercado de um bando de homem igualmente careca, não pode ser normal...
Mas e aquele dia de fúria? Aquela "terça feira maldita" em que nada dá certo, será que as frases seriam as mesmas, sempre com um tom profético e que sempre toca a "nossa alma"? Não tem como ser. Não tem como manter o otimismo e a clareza de pensamento todo o tempo, independente das adversidades do cotidiano de um ser humano! Eu tenho algumas suspeitas de como sairiam esses mantras que a maioria das pessoas que sempre busca uma orientação na vida (ou uma muleta, que é mais comum) nesses ditados, não populares e extremamente chatos!
Clarice Linspector por exemplo, com todas as suas frases que "representam" a alma feminina moderna e que está em constante desejo de suicídio. Naquela terça feira lazarenta, quando uma "discípula" viesse pedir um conselho do alto do seu saber para melhorar seu relacionamento intersexual, aposto que sairia a tal frase: "Mas no fundo, no âmago do meu ser feminino primitivo, o que realmente desejo a cada manhã é ter nascido portadora de um belo falo esférico entre minhas pernas no lugar de um ventre reprodutor!".
Dalai Lama, após vários e vários potes de arroz integral, com aquela maldita prisão de ventre, não teria como manter a serenidade. Nada nos deixa mais de mal humor do que não poder se aliviar... Nessa situação, Acredito que a frase mais apropriada seria: "Todo o tormento causado em nosso interior deve, sem restrições, ser expurgado, dando espaço e liberdade para o nosso bem estar interior!"
Sem ser filósofo e muito menos famoso, fica aqui a minha frase de auto ajuda: "Vai encher o saco da puta que te pariu com esse 'mi mi mi' do caralho!"