terça-feira, 27 de novembro de 2012

Basqueteando: Franca Basquete x Basquete Ceará

Meus estimados leitores, peço licença das postagens habituais deste blog para fazer valer minhas opiniões e comentários sobre uma de minhas paixões: o basquete! A partir de hoje, sempre que possível, postarei, logo após cada partida, meus comentários sobre a atuação do meu time, do time da minha cidade e, chupa outras cidades, do time da Capital Nacional do Basquete: o Franca Basquete!
Longe de mim querer ser um (mestre) Wlamir Marques, mas pela pouca experiência que tenho como jogador e torcedor, acredito ter condições de postar aqui alguns comentários pertinentes sobre esse verdadeiro esporte coletivo!
Pra começar, Franca Basquete versus Basquete Ceará. Um jogo de uma jovem equipe contra uma equipe jovem. De um lado, uma equipe recém formada, fruto de um projeto audacioso e de vanguarda no nordeste, com grandes nomes, inclusive no patrocínio. De outro, nosso tradicional Franca Basquete, com seus cinquenta e lá vai pedrada anos de história, porém com uma equipe totalmente renovada.
A proposta do Ceará é boa. Time experiente, sem necessidade de ter que ser formada. Tem no plantel nomes como Rogério Klafke, que assim como seu xará "Ceni", continua um mito nesse esporte. De quebra, pra mim, foi um dos destaques da partida, não pela pontuação alta e seus certeiros chutes de três. Mas sim pela sua boa visão de jogo e preparo físico impecável que fazem a diferença ainda.
Davi, um jovem armador de "apenas" um metro e oitenta de altura também mostrou personalidade ao conduzir com velocidade e segurança o time ao ataque, mesmo com uma forte defesa imposta pelo Franca. Mesmo não anotando nenhum ponto, gostei do seu estilo de jogo.
Negativamente falando, Felipe (apesar de ser cestinha do time neste jogo) mostrou a mesma imaturidade que o acompanha desde sua passagem pelo Franca. Facilmente irritável, chegou até a discutir com a torcida por conta das "críticas" recebidas quando estava no banco de reservas.
André, que perdeu a vaga ainda no Pinheiros de armador principal para nosso maestro Figueroa, aprendeu rapidinho com seu técnico a arte de "atuar" em quadra. Reclamando de toda e qualquer falta apitada contra ele e seu time, deixou de contribuir mais pela sua equipe, mesmo anotando treze pontos no jogo. Saiu estourado com cinco faltas.
Por fim, Willian Drudi, o previsível! Apresenta o mesmo chute da lateral do garrafão, infalível quando livre. Apenas quando livre! Fácil de prever, participa ativamente apenas dessa jogada, herança maldita do seu antigo técnico, o professor Hélio Rubens (que Uberlândia o tenha!). Tendo no banco um técnico do naipe de Lula Ferreira, que tem boa leitura do jogo, foi anulado por uma marcação que chegava rápido a sua frente, dificultando o manjado chute.
Os demais, Matheus, Edu e companhia limitada, regulares, sem destaques, positivos ou negativos.
Pelo lado de Franca, outra postura em quadra. Bem diferente da que vimos contra Brasília, quando entraram em quadra visivelmente assustados com a forte equipe da capital nacional.
A proposta de um rodízio amplo a todo o banco de reservas que Lula Ferreira está implantando no Franca tem demonstrado resultados satisfatórios, principalmente em não se tornar uma equipe previsível.
Lucas Mariano vem dominando o garrafão e adjacências do ataque francano. Com um chute médio preciso e bom posicionamento embaixo do aro, o pivô vem anotando as pontuações mais altas do time e nessa partida não foi diferente. Falta-lhe ainda um pouco da velha e boa malandragem de José Vargas em usar os cotovelos para obter ainda mais espaço em suas jogadas. Foi pra mim, novamente, o destaque do jogo.
Um pouco menos badalado, mas com uma boa eficiência em quadra vem o filho do assistente técnico Paulão, Leo Mendl. Com boas roubadas de bola e alguns chutes certeiros de três pontos, ajudou o Franca a manter e ampliar a liderança no placar neste jogo. Tem futuro e sorte de ter um técnico que aposta em jovens promessas. Depende mais dele do que do técnico, diga-se de passagem.
Figueroa continua dispensando comentários. O argentino não precisa usar da sua catimba nata, pertinente aos cidadãos deste vizinho país. Seguro na condução do time, tranquilo e com excelente visão de jogo, Fig trouxe para o Franca uma carência que a muito os torcedores mantinham: as jogadas com pivôs! Talvez seja esse um dos fatores do sucesso do Lucas...
Como nem tudo são flores, Teischman continua irregular. O ala/pivô francano ainda não mostrou a que veio. Jogando longe da cesta, seus passes errados tem se tornado corriqueiros nos jogos. Soma-se aos seus chutes totalmente dispensáveis de três pontos, o capitão (não sei porque, também) ainda não deslanchou. Acho que a camisa do Franca pesou mais do que ele esperava...
Também da "cozinha" francana vem o outro destaque negativo, em minha opinião. O gigante Kurtz não está fazendo jus à fama de destaque do Paulista, enquanto jogava pelo Jacareí. Sem um posicionamento adequado no rebote ofensivo e totalmente sem tempo de bola para finalizações embaixo da sexta, segurança é a última coisa que ele passa ao torcedor quando pega na bola. Sinceramente, me fez lembrar do Kell...
Assim como os dois acima, Cauê vem demonstrando que o que aprendeu em Minas, ficou em Minas. Inseguro, desatento e com uma marcação pífia, não parece que seguirá os passos de sucesso do pai. Aguardemos...
No mais, Jhonatan, Romário e Socas, mais do mesmo. Mantiveram a regularidade dos jogos anteriores. Sem destaques que mereçam comentários.

Concordam? Deixem seus (muito bem vindos) comentários!

Estatísticas da partida: http://lnb.com.br/noticias/juventude-levou-a-melhor/

domingo, 18 de novembro de 2012

Ok, ok!

Antigamente, o problema dos "fuxicos" era com a vizinhança. Era a vizinha da frente que falava da vizinha do fundo que falava da vizinha da esquerda que por sua vez sabia da vizinha da esquina que sabia da vida de todo mundo, pois estando na esquina, seria uma espécie de "pedágio da notícia da rua".
Com o crescimento demográfico acelerado em muitas cidades, ironicamente, hoje em dia, a quantidade de prédios vem aumentando e, consequentemente, a vizinhança está cada vez mais próxima, pois agora não há corredor, muro, jardim para separa-los e sim, apenas uma (fina) parede. Mas, por incrível que pareça, as fofocas sobre vizinhos em prédios ocorrem com menos frequência e intensidade do que entre vizinhos de rua.
"Viveremos em uma sociedade sem fofocas?", pergunta um entusiasmado e apressado leitor! Não, meu caro. Não estamos nem próximos do habitat ideal sem fofocas, suas vítimas e suas promotoras! Com a mesma velocidade, ou talvez mais rápido, as redes sociais vem transformando as fofocas da vizinhança real em fofocas virtuais e, diga-se de passagem, muito mais chatas!
Porém, sem querer ser o advogado do diabo, para as (ou "os") fofoqueiros da internet, o povo fornece material! Ao contrário da "vida real" onde agente fecha uma porta, ou uma janela e diminuímos o "material de trabalho" das fofoqueiras, na internet é ao contrário e infinitamente mais fácil!
Saiu na balada com uma maquiagem parecendo um traveco? Foto! Fez um prato diferente e difícil, como uma gelatina, por exemplo? Foto! Ficou devendo a prestação do carro, mas comprou aquela roupa caríssima e desnecessária só pra frequentar determinada loja? Foto! Desse jeito fica fácil para os "Nelsons Rubens" de plantão!
Hoje não é preciso ficar horas e horas debruçada no alpendre da casa para ver o que ocorre. Com poucos cliques, de pijama, sentada em uma confortável poltrona, é possível saber da vida de todo mundo! Na minha opinião, fofocar ficou até meio sem graça pela facilidade da tarefa! Agora, o que ficou realmente engraçado é a galera publicar até a cagada do dia e depois postar mensagens para que cada um cuide da sua vida...

domingo, 11 de novembro de 2012

Trinta e três anos de enganações!

Nesta semana este que vos escreve completou trinta e três aninhos de vida. Igualou a marca de um outro figura gente boa que morreu com esta mesma idade a mil novecentos e setenta e nove anos atrás. Ao contrário dele, acho que vou um pouco além ainda com vida. Veremos!
Bom, mas nesses trinta e três anos, vi muita coisa. Claro que não me lembro do que vi a exatamente a trinta e três anos, ou trinta, ou até mesmo vinte, quando, magrelo, dentuço e com cabelos (sim, eu tinha cabelos) encaracolados e com treze anos de idade. Mas o que marcou, independente do tempo, eu lembro!
Aquele lance do troca troca de menino é balela! Na época de moleque, cansei de ouvir dos mais velhos que "se não desse quando pequeno, ia dar quando grande". Mentira! Conheço gente que deu quando era pequeno, dá quando é grande e com certeza vai morrer dando! Teoria furada! Literalmente, para alguns...
Outra furada que foi por água a baixo é a de que a gente não pode tomar mais do que um Yakult por dia! Na minha época de mercearia do Zé, ali por volta dos dezoito, dezenove anos, o vendedor desse néctar a base de lactobacilos vivos e eu, cansamos de tomar Yakult vencido pra não ter que jogar fora! Eram cinco, seis, sete por dia em época de reposição! E tamo aí, vivo, eu com meus bem vividos trinta e três anos e uma flora intestinal de dar inveja a muita vítima da prisão de ventre!
Mais acho que foi na parte sexual que muitas lendas urbanas foram desmistificadas. Uma delas em relação à briga mais covarde que sempre presenciamos, onde cinco "sufocam" apenas um. Nunca precisei depilar minhas mãos em decorrência a algumas atividades íntimas que praticava, essencialmente na hora do banho. Apesar do temor de ter as mãos parecidas com as costas do Tony Ramos, nunca deixei (e acredito que a maioria dos meus amigos também não) de praticar a "homenagem" diária a diversas pessoas do sexo oposto. E estamos aí, firme e forte e com as mãos "carecas"!

domingo, 4 de novembro de 2012

Ou sim. Ou não. Talvez!

Tá certo que uma das doenças da moda é ser bipolar. Mas, vamos ser sinceros, a galera tem hora que exagera nessa bipolaridade, não? Nunca antes na história desse país se mudou tanto de opinião como agora. Também, nunca antes na história desse país se cobrou a tomada de um partido por parte dos "amigos". Desse jeito, fica difícil saber pra que lado correr!
É complicado entender o ser humano. Sem motivo algum, entender por entender, já é uma árdua tarefa. Agora, quando o indivíduo te dá dicas, por incrível que pareça, está ficando muito mais difícil. Explicar-me-ei abaixo!
Como vamos entender uma pessoa que, em um momento do dia publica uma foto, ou frase, ou citação que diz: "Foco, força e fé" e mais tarde publica uma outra foto, ou frase, ou citação que diz: "Seja você a mudança que quer no mundo". Como alguém pode ter foco em alguma coisa se o que ele quer é mudar o mundo? Ou você é focado em algo ou você quer mudar algo!
Mas não é só na filosofia que o povo viaja. Quer um bipolarismo mais evidente? Religião. Esse por si só já é um assunto polêmico por natureza, imaginem quando a pessoa não "toma partido"? A mesma pessoa que publica uma foto do padre galã dizendo uma frase feita e ensaiada (e algumas vezes que nem é de autoria dele) é a pessoa que mais tarde vai publicar uma foto do Chico Xavier, citando outra frase. Não tenho religião, mas participar e acreditar ou seguir todas é pior, não é não?
Assim como na religião, o gosto musical também está muito difícil de ser identificado. Esse quesito na verdade denuncia ainda com mais veracidade a falta de opinião do povo! O que estiver na moda, na tela do "Faustão", é o que a galera tem, naquele momento, como música preferida, o toque do celular. Agora, na hora de demonstrar um pouco mais sobre ele mesmo, compartilha um videoclipe de outra música de um gênero completamente diferente! Me expliquem como um fã de Gustavo Lima pode saber ou pelo menos se dizer fã de um U2? De um B. B. King? Não dá né?! Essa não cola!