domingo, 29 de janeiro de 2012

A democracia das minorias (erradas).

Eu tenho dó do futuro da minha filha. Principalmente se ela continuar morando no Brasil, o que é bem provável que aconteça.
Na semana passada, o episódio do "bairro do Pinheirinho", onde todo mundo questionou e atacou a ação da polícia na reintegração de posse da área ao verdadeiro proprietário. Um pouco antes, a ação da polícia na retirada dos viciados em crack das ruas do centro de São Paulo, a famosa "cracolândia" também foi criticada pelos "humanitários" de plantão. Nesse fim de semana, mais uma manifestação de uma artista "moderninha" contra a polícia, inclusive com desacato, o que foi considerado por muitos como "normal".
Eu sinceramente não consigo entender algumas coisas. Tudo que é contra a lei ganha uma legião de seguidores e apoiadores com uma facilidade descomunal. Como é possível alguém ir contra uma ação para deixar as ruas de uma cidade mais seguras? Como é possível alguém ser a favor de uma invasão ilegal de uma área particular? Como é possível dar razão a uma pessoa (pública e formadora de opinião, diga-se de passagem) que ofende policiais publicamente?
Eu cresci aprendendo a não usar drogas. Cresci aprendendo que isso faz mal pra mim e para quem comigo vive e convive. Não é só pelo mal físico que o uso de droga é abominado por mim, mas também pelo mal social. O que víamos nas ruas da "cracolândia" não era um estilo de vida opcional daqueles usuários de drogas. Era um estilo de vida imposto única e exclusivamente pelo vício. E as consequências desse estilo de vida, só quem por ali passava sabia quais eram. Daí a facilidade dos protestantes da internet criticarem a ação da polícia (governo) ao expulsarem os viciados (e muitos bandidos) da área. Assim é fácil.
Outro ensinamento que carrego em minha curta vida de trinta e dois anos é de que temos que trabalhar para ter condição de ter nossos bens. Nossa casa, nosso carro, um terreno como um investimento, uma poupança. Deve ser muito frustrante ter um bem que você suou (ou não) para ter, tomado por alguém que não teve as mesmas oportunidades ou, porque não, competência do que você para adquiri-lo. Ter que cumprir a lei nesse caso pode te tornar um bandido, um carrasco. Alguma coisa deve estar errada, ou eu fui criado de uma maneira diferente...
Agora, talvez o maior dos ensinamentos que eu sempre tive em minha formação foi o de respeitar os outros. Sejam eles quem forem. A minha posição na sociedade não me dá o direito de desrespeitar ninguém. Pobre, rico, o lixeiro da rua. O que a tal da Rita Lee fez no seu show de despedida, pra mim manchou toda uma carreira (que não acompanhei, por gosto). O "cachorro", o "cavalo" que ela mandou para a puta que o pariu estavam ali para proteger a integridade física do público e a dela. Além de fazer cumprir a lei contra o porte de entorpecentes. Mas, como nas duas ocasiões citadas acima, os errados eram quem estava agindo do modo certo, pelo menos com base no que sempre aprendi.
Realmente não sei o rumo que nosso país irá tomar. Uma coisa eu tenho certeza, para a minha filha, os ensinamentos que tentarei faze-la aprender serão os mesmos que faço de tudo para não esquecer e, se tudo der certo, no futuro, ela fará parte de uma minoria decente.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Os fins justificam os meios, sempre!

Talvez o maior e mais recorrente dos preconceitos seja o de que, para grande maioria dos preconceituosos, todo pobre é bandido. Aquela celebre frase de que "sou pobre, mas sou limpinho" não cola para os que julgam alguém pelas suas posses. Porém, o outro lado da moeda também não é santo. Abusar da classe social para conseguir benefícios, que para outras classes são cobrados, é uma prática bem evidente no nosso país e isso é perigoso pois, qualquer ação cometida por uma pessoa pobre, é justificada exatamente por esse rótulo social.
Não sou preconceituoso, muito pelo contrário, a segmentação, seja ela sócio-econômica ou racial, não me agradam de modo algum. Porém, assim como o preconceito, a hipocrisia não faz parte dos meus hábitos sociais.
Durante toda a semana que passou, se intensificando no final de semana, tenho visto notícias sobre o possível confronto entre polícia (autoridades) e moradores (possíveis invasores) do tal bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo. Quase todos apontavam para o que parecia ser um abuso de autoridade por parte da polícia. Uma ação unilateral, segundo muitas opiniões.
Sem saber a procedência e a propriedade da tal área onde esses moradores levantaram suas moradias, já achava um absurdo a polícia (ou o Estado) serem colocados do lado dos bandidos. Antes de mais nada, temos leis que precisam ser cumpridas, beneficiando a ricos e pobres, indiferentemente. Portanto, partindo deste preceito, uma área particular foi invadida irregularmente por cerca de seis mil moradores, pobres. Simples assim. Como manda o figurino do mundo capitalista e democrático em que vivemos, "a César o que é de César". A área particular deveria ser devolvida aos donos.
Em meio a isso tudo, li hoje que a tal área pertence ao falido empresário Naji Nahas e à massa falida da Selecta S/A, e que o próprio terreno faz parte dos planos de pagamento da dívida com a União. Bom, o fato do proprietário não ser dos mais idôneos, não abre precedente para que a área seja invadida. Na mesma linha de raciocínio, não é porque os moradores são pobres que isso lhes dá o direito de invadir uma determinada área. Até porque, duvido que metade dos moradores dessa área invadida, saiba quem é Naji Nahas e duvido mais ainda que metade dos diretores o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST), movimento que iniciou as invasões, sejam mais idôneos do que o próprio Naji.
Na minha opinião, o Estado não errou em permitir e ordenar que a Polícia Militar executasse a ação de reintegração de posse. Se foi violenta, os próprios moradores se prepararam e ameaçaram sobre isso. Porém, o Estado errou sim em permitir que seis mil pessoas precisassem invadir uma área particular para estabelecer uma moradia. Tendo cometido essa falha, o fato de a área invadida pertencer a um provável bandido é mero detalhe. Se não fosse ali, a invasão, justificada pela classe social, seria em outro lugar.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Gladiadores do terceiro milênio, uma ova!

E pelo jeito, o tal do MMA vem se tornando o segundo esporte do Brasil! É claro que não ultrapassará a popularidade do futebol, mas até o esporte dos gramados se rendeu ao sucesso das artes mistas patrocinado grandes lutadores. Aproveitando essa ascensão do esporte no país, poderíamos sugerir algumas lutas que, para a maioria, seriam bem interessantes! 
Como idealizador desses possíveis combates, faço algumas alterações nas regras também. A primeira delas é que não existe a regra de "bater" para desistir. As lutas serão até o nocaute! A segunda regra é em relação ao tempo dos rounds: não há "rounds" e sim um único round sem tempo determinado que irá durar até o nocaute! Para não sermos injustos, dividiremos os "combates" conforme as regras de peso do Ultimate Fight Championship, o famoso UFC. Tendo estabelecido as regras, como diria Bruce Buffer, o apresentador oficial do UFC e também do recém criado "XFC" (XaX Fight Championship): "It's time!".
Nos Pesos Pena, categoria de até sessenta e seis quilos, disputando o cinturão com José "Scarface" Aldo, não teríamos o xarope do Chad Mendes, ou então o lendário Joe "Daddy" Stevenson. Na direita do octógono, vestindo camisa xadrez e calça jeans "separa bago", Michel "Ai se eu te pego" Teló! Esse tinha que apanhar até parar de cantar essa merda que fica na cabeça da gente por uma semana!
Nos Pesos Pesados, categoria que vai até cento e vinte quilos, disputando o cinturão com o atual campeão Júnior "Cigano" dos Santos, não teríamos o nem tão temido Cain Velasquez ou então a lenda Brock Lesnar. Para dividir o octógono com Cigano até que um dos dois caia desacordado, temos o prazer de apresentar ele, vestindo calça social, um blazer de cor "nada a ver" e interrompendo todos os seus entrevistados durante as entrevistas, José "Mala" Eugênio Soares, o famoso Jô Soares! Aí sim eu queria ver se ele é tão "superior" em relação aos reles mortais, como ele acha que é...
Para finalizar, na categoria Peso Médio, com lutadores de até oitenta e quatro quilos e uma das mais emocionantes do UFC, não teríamos uma revanche com Vítor "The Phenom" Belfort (ainda não). Disputando o round único até o nocaute com ele, Anderson "Spider" Silva, teríamos ele, vestindo uma camisa cor de laranja, cabelos penteados para trás com aproximadamente dois quilos de gel e famoso por criar bordões extremamente superlativos, Galvão "Cala a Boca" Bueno! Na narração, teríamos o prazer de ouvir a luta através do humor ácido do Milton Leite!

domingo, 8 de janeiro de 2012

2012. Sinta-o!

Uma semana depois de o provável último ano do mundo começar, volto às minhas atividades literárias digitais! E com esse ano já em andamento, dedico essa minha postagem a expressar meus votos para dois mil e doze!
Todo mundo deseja a todo mundo felicidade, saúde, etc. Mas isso é muito vago, muito comum, praticamente um clichê de final de ano, de todo ano. Nessa postagem, desejo a todos que sintam dois mil e doze, pois apenas com sensações é que podemos perceber que estamos vivos.
Para a tal felicidade que todos desejam em formas de palavras, eu desejo que sintam algo como o que senti quando vi minha filha nascer. Uma sensação entorpecente que faz com que qualquer coisa ao nosso redor seja secundário, irrelevante, mas que nos dá uma sensação de leveza, bom humor e orgulho! Uma sensação que é capaz de estampar um sorriso espontâneo e sincero em nosso rosto durante um dia inteiro, sem um motivo em particular.
Para a prosperidade do ano que se inicia que todos sempre desejam, as vezes sem nem saber o que próspero significa, desejo a sensação de dever cumprido, como a sensação que tenho quando fecho um bom negócio ou de quando exerça minha função de maneira com que meus companheiros de equipe percebam meu êxito. Uma sensação de ser útil e capaz e que nos deixa totalmente satisfeitos em fazer parte de algo.
Finalmente, para a saúde unanimente desejada a todos e por todos, desejo que se sintam vivos! Para isso, desejo que sintam o mesmo que eu sinto quando vejo um sorriso de minha filha ou quando sinto um abraço apertado, mas extremamente sincero dela.
Sem me estender muito, baseado em minhas sensações, desejo apenas que em dois mil e doze, vocês possam senti-lo de uma forma positiva!