segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O Natal e sua arte!

Tenho um amigo que é aborrecido nessa época de Natal e Reveillon. O mal humor dele aflora ranzinzamente conforme vamos nos aproximando da festa do Santa Claus! Em um desabafo "facebooquiano" dele, comentei que era só ele arrumar um filho pra entender a tão aclamada "alegria natalina"! Respondendo ao meu comentário, ele me pergunta, sarcasticamente, o que era o Natal? Pois bem, respondo-o nas linhas abaixo, pela minha visão paterna e tirando todo o emblema que a religião católica dá ao Natal, como sendo a celebração do nascimento do Menino Jesus. Vamos ao âmbito comercial da data, da figura do Papai Noel e o que ela transforma na casa de quem tem crianças.
O Natal é a época onde todo bom comportamento, seja na escola, em casa ou na casa alheia, é recompensado em forma de presentes. Mas não é o presente em si que conta para a criança inocente. O que conta é como este presenta chegará até ela, pelas mãos de um vigilante Papai Noel que a observou durante todo o ano, fazendo anotações para no final do ano, autorizar os elfos a fabricarem o presente que ela pediu!
Conforme a data se aproxima, o Papai Noel se torna o maior aliado nas chantagens paternas contra os filhos! Não há birra, falta de vontade de comer verdura, falta de vontade de tomar banho na hora que os pais querem, que resiste a um "ah é!?, não vai? Então vou contar ao Papai Noel!". A vida dos pais fica muito mais fácil com essa ajuda do Pólo Norte! E as crianças, verdadeiros anjinhos!
Agora, o que mais impressiona na época do Natal, é a inocência de uma criança perante a uma fábula bem contada. O brilho do olhar quando vê um velho barbudo qualquer sentado no shopping distribuindo balas e anotando pedidos de presentes. O entusiasmo em falar com o Papai Noel ao telefone, que na verdade é o pai disfarçando a voz e a mãe mudando a foto do contato do pai para a foto do velhinho barbudo e simpático em seu celular. E não há quem contrarie a criança de que tudo isso é uma farsa, uma armação. Elas acreditam inocente e piamente nessa magia!
Isso tudo, meu caro Marção, nos traga, talvez, a verdadeira alegria natalina que muita gente, forçada e artificialmente, tenta expressar em suas redes sociais!

domingo, 7 de dezembro de 2014

Papel toalha: do alívio ao desespero

Eu não sou de desejar mal a ninguém. Acredito que todo sentimento que a gente carrega e deseja aos outros, também é atraído para nós. Portanto, prefiro ser uma pessoa positiva, do bem, com boas intenções. Desse jeito me auto protejo!
Mas, esses dias eu descobri que dá pra ser cruel com alguém, pelo menos em nosso desejo. Não tenho inimigos, ou desafetos. Talvez até os tenha, mas até hoje não os conheci. Sei que tem gente que não gosta de mim, mas também, até hoje, não fizeram nada que pudesse me prejudicar. Apenas não gostam de mim, como eu também não gosto de algumas pessoas, mas fico na minha.
Agora, se tivesse que desejar algo de ruim a alguém, já tenho a minha crueldade: que lhe falte um bom papel higiênico! Após uma viagem minha (logo estará Na Rota do XaXim, em áudio visual aqui: https://www.youtube.com/user/xaxpower) percebi que não pode existir nada mais cruel para o ser humano do que um péssimo - e áspero - papel higiênico! É tortura demais...
Tá certo que no meu caso, não foi um papel higiênico. Foi mais um papel toalha... Sim, pessoal, na falta de um papel higiênico, no aperto, qualquer objeto absorvente serve! Por bem, ou no meu caso, por mal!
Depois de ter que me submeter à lixa anal, fiquei sentido os efeitos por quase uma semana! E olha que sou "standard" ainda! Nem a tradicional dedada dos quarenta ainda não levei! Tenho, ou tinha até esse episódio, todas as 32 pregas (depois me perguntem como se confere esse número).
A sensação do alívio após o "desaperto", rapidamente desaparece quando você tem que sentar. Não há posição confortável para acomodar nosso querido "asterisco" sem que a lembrança da cruel toalha de papel reciclado não venha a tona, de forma bem incomoda e dolorosa! Você quase prefere as pontadas de antes do alívio, somadas à incerteza de quando você vai encontrar aquele banheiro minimamente decente pra você chamar de seu, por alguns minutos!
Então, queridos leitores, nada de "beijinho no ombro pras recalcadas" como forma de "vingança". O esquema, ou a arma, é a boa, áspera e bem reciclada toalha de papel na hora do aperto!

domingo, 16 de novembro de 2014

Tic tac, tic tac...

A cada dia que passa tenho mais certeza que todos nós temos o dia certo da partida, ou passagem, como queiram. Esta semana, enquanto estava em viagem, recebi a notícia da morte de um ex colega de trabalho, Dr. Paulo, ou Paulim da dupla Téti e Paulim. Confesso que conheci somente a primeira versão, já que ele foi advogado da empresa onde trabalho, mas não menos divertido do que a versão músico da dupla, pelo que vi de depoimentos nas redes sociais, após sua morte.
Vítima de um acidente de carro, morreu na hora, no auge da vida pessoal e profissional. E foram pelas condições do acidente que reforcei ainda mais minha certeza descrita no começo da postagem. De madrugada, em um trecho sem perigo eminente e de uma forma totalmente inesperada ocorreu um acidente que o tirou a vida. Sabe daqueles acidentes que todo mundo se pergunta: "mas como?". Pois bem, o do Dr. Paulo foi assim.
Vivo na estrada praticamente, por conta do trabalho. Acidentes nós vemos a todo instante, com e sem vítimas fatais. Até escapamos por pouco de alguns. Mas este, por ser de um conhecido, de uma maneira como foi e onde foi, confesso que me deixou um pouco mais abaldo do que o comum.
Mas nada que me traumatizará. Continuo adorando viajar e dirigir ainda continua sendo uma das minhas paixões. Porém, o acidente envolvendo tragicamente o Dr. Paulo reforçou minha filosofia de vida: não passe vontade de nada! Pelo que ficou constatado, nunca sabemos quando chegará a nossa hora, mas, com mais este acontecimento (ou essa fatalidade), a cada dia que passa acredito ainda mais que o nosso dia já está determinado. E pra nossa infelicidade, não seremos avisados previamente.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

"35%" loading...


O dia de ontem deveria ser feriado! Pelo menos pra mim, vai... Trinta e cinco curtos anos já cumpridos

nessa curta, porém bem vivida, vida que me ensinou muita coisa. Não dá pra escrever uma biografia ainda, nem servir de exemplo, nem ter base pra aconselhar ninguém. Mas, para mim, já tenho muita coisa a seguir e outras não repetir.
Aprendi que cada um tem seus méritos e seus problemas. Seus sucessos e suas derrotas. Seja no âmbito pessoal quanto no profissional. As vezes esses meios se misturam... Mas pra cada um de nós, somos ganhadores e perdedores em vários acontecimentos de nossas vidas. Nas minhas trinta e cinco "temporadas", pessoalmente falando, tenho mais vitórias do que derrotas até agora! Porém, essas derrotas e/ou vitórias pessoais, as vezes incomodam outras pessoas. É normal isso. Todos nós seremos chatos pra alguém em algum momento da vida. Essa é a graça de(o) ser humano!
Também aprendi que relevar é muito melhor, e causa menos aborrecimentos, do que o embate. Não há coisa mais ignorante do que prolongar uma discussão, um mal entendido ou uma "picuinha". Em nossos "campeonatos vitais" já temos problemas naturais demais! Você procurar ou causar mais, é burrice. Percebi que meus trinta e cinco anos passaram muito rápido e tive muito tempo perdido com rusgas, apesar de poucas. Não pretendo gastar mais tempo dos próximos trinta e cinco com maus sentimentos, ou discussões.
Além das temporadas "jogadas", aprendi que dinheiro, apesar de eu ser extremamente capitalista e materialista, não pode ser o que move nossas vidas. Muita gente vai achar que endoidei depois de ler isso, através de um texto com minha opinião. Mas os trinta e cinco anos ensinam que, as vezes, mudar de opinião pode também ser um aprendizado. Mas não esperem me ver esbanjando, ou me endividando irresponsavelmente. O dinheiro não é meu principal objetivo de vida mais, mas nem de longe é meu inimigo! Ainda o quero por perto, ou ajudando a realizar minhas vontades.
Mas, nos trinta e cinco anos, aprendi que o melhor jeito (ou talvez o único) de melhorar uma pessoa é tendo um filho. A chegada da minha, Princesa Duda, me melhorou em muitos aspectos! Estou do "outro lado da mesa" agora. Agora entendo a dificuldade de servir de exemplo. A dificuldade de você ajudar a formar um bom caráter. A difícil e dolorida tarefa de você castigar para que não se repita algum erro. O melhor e mais difícil dos ensinamentos, porém, antagonicamente, o melhor dos prêmios, dos presentes.
A todos que me desejaram sinceramente os parabéns por mais um (ou menos um, depende do ponto de vista) ano de vida, meu muito obrigado! E até o ano que vem, rumo aos "3.6", se tudo correr bem!

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Na Rota do XaXim #1 | Franca - Birigui | 29/05/14

Vamos centralizar a bagaça! A partir dessa terça feira e nas próximas, vamos curtir também os vídeos do Na Rota do XaXim, um projeto pessoal desse que vos escreve, com o intuito de não deixar passar em branco a maior parte da minha vida profissional, que se confunde com a pessoal.

Mistura de dois gostos, o de atender e o de viajar, contados a partir de pequenos vídeos, com nosso cotidiano de viagens e boas músicas!

Quem já viu, reveja! Quem não viu, curta!

Viagem inaugural, bate e volta em Birigui com dois companheiros de peleja, Lidmor e Ygor. A edição ainda é tímida, mas o som já começa com boa qualidade.




Obs.: por conter músicas com direitos autorais, mesmo sendo reconhecido, não é possível a visualização deste vídeo em plataformas móveis (tablets / smartphones). Sorry!

domingo, 26 de outubro de 2014

Ame-o ou deixe-o. A hora é essa.

Nunca gostei de política e até esta postagem, acho, me corrijam quem mê lê se eu estiver errado, não tinha ainda postado algum texto sobre tal assunto. Mas, mais do que não gostar do assunto política, não gosto do político, seja ele de qual partido for. Incluam-se nessa lista de desafetos, os "correligionários" fervorosos. Virou político, perdeu meu respeito.
Infelizmente, vivemos em um país onde temos que escolher, obrigatoriamente, um candidato menos pior para nos governar e não o mais preparado. Não há opção sincera e, no mínimo, honesta. Há a opção que atende a um maior número de interesses.
Tendo esse panorama político, não vejo ganhadores e perdedores dentre os candidatos. Apenas um rodízio de pessoas que, acima de tudo, atenderão aos seus interesses a aos de seus partidos. A governancia para a população sempre será em segundo ou terceiro plano.
Estamos presenciando tantos casos de corrupção, roubos, falcatruas, etc, que, até quem denuncia, não tem mais credibilidade, pois a argumentação da defesa vem através de uma outra denúncia, contra o denunciante. É um fogo cruzado em que a população é alvo das "balas perdidas", sem ter uma trincheira para se esconder.
A eleição encerrada hoje, com a presidenta Dilma sendo reeleita por um pouco mais da metade dos eleitores prova que, estando ruim ou não, seus métodos ou "planos de governo" atendem aos interesses de mais de cinquenta milhões de brasileiros. E não adianta quem não votou na Dilma criticar esse pessoal, afinal, assim como quem não votou nela, votou para atender aos seus interesses, mais simpáticos com o outro candidato. Esse é o bônus (ou ônus) da democracia.
Não acredito também em uma divisão do país em norte/nordeste e sul/sudeste. Ela, assim como Aécio, tiveram votos em todo Brasil e não apenas de uma região ou classe social. Não há culpados ou inocentes em uma eleição. Quem defende aos seus interesses, não pode ser julgado como réu ou vítima.
Portanto, não estou de luto. Não tenho vergonha de ser brasileiro. Conseguindo ou não atender aos meus interesses, ainda tenho o direito de poder escolher de que lado estou e isso meus leitores, ainda é um grande privilégio.
A minha parte não fiz hoje, ou no voto do primeiro turno. A minha parte faço todos os dias. Amanhã, segunda feira, dia útil, levanto para trabalhar honestamente, como sempre. Esse é meu protesto.


P.S.: não que seja da conta de ninguém, pois pra mim, o voto ainda é secreto. Mas não, não votei na Dilma.

domingo, 19 de outubro de 2014

Não é a raça, e sim como você cria!

Até ter o seu próprio, todo mundo tem um método infalível de criação. Todo mundo é expert no assunto, alheio, mas é expert. Não adianta! Enquanto não "sofrer" na pele, ninguém sabe, desculpem a expressão, porra nenhuma!
Cada um que tem em casa, sabe o tanto que é difícil a criação hoje em dia. Por isso que fica a dica: se achar que não vai dar conta de criar, não arrume! Não ceda às pressões do povo! Todo mundo incentiva a ter, mas quando arruma, quando vem os problemas, ninguém quer ajudar. Ninguém quer pegar pra criar. Aí os conselheiros desaparecem e dão lugar aos críticos.
Cada criaturinha dessas tem uma personalidade própria. Assim como nós. Cabe a nós, "criadores" saber moldar essa personalidade de acordo com a nossa. E essa é a tarefa mais difícil. É difícil ser bom exemplo pra alguém que está com sua personalidade em constante formação. Nessa fase, não existe uma regra, uma fórmula. Tem que ir no "tato"! E um pouquinho de insistência!
Bater ou não bater? Castigar ou não castigar? Aí vai de cada um. Da maneira que o "bichinho" for criado, é como ele vai se comportar quando for mais maduro. A gente vê tanta matéria sobre agressividade, sobre impulsividade descontrolada e culpa só a criaturinha. Esquecemos da criação que lhe serviu de exemplo.
Acidentes sempre vão acontecer, mas, a maioria das notícias que vemos, poderiam ter sido evitadas se tivesse tido uma boa criação, com responsabilidade na formação da índole. Eu acredito nisso que, não depende da raça, e sim como você cria. Ninguém nasce querendo atacar outro. Isso se ensina ou se aprende com exemplos durante a criação.
Portanto, caso tenhamos que nomear culpados, que sejam os criadores e não as criaturas!

P.S.: o texto acima serve também para quem cria cachorros!

domingo, 12 de outubro de 2014

Prenda a criança que há dentro de você! Ensine a criança que saiu de você!

É, e o dia doze de outubro chegou! A data mais esperada, depois do Natal, pela criançada! Tá certo que, enquanto não se tem filhos, depois de uma certa idade, é um dia qualquer, principalmente como nesse ano, quando cai em um domingo! Agora, depois que se tem filhos, aí sim volta a ser importante (e as vezes caro) no calendário anual das comemorações!
Cansei de ouvir muita gente se gabando de que nunca deixaria de ser criança. Compartilho desse desejo. Até hoje, em alguns momentos da vida, não me considero um "homem feito", como diria meu finado Vô João, quando se referia a uma pessoa que cresceu e amadureceu. A única coisa que mudou é que as "travessuras" são proibidas para menores de dezoito anos as vezes! Mas é bom não ter que dar exemplo de vez em quando...
Porém, querendo eu ou não, já sou sim um homem feito! Família pra cuidar, contas (e muitas) pra pagar, esposa pra dar satisfação e filha pra criar! Não tenho mais o privilégio de ser irresponsável! Algumas regalias temos sim, infelizmente, que deixar pra trás depois que nos tornamos pais.
Imaginem o exemplo que daria à minha princesa se continuasse a mijar dentro dos caminhões do Paulo Cardoso Gás quando eles estacionavam a noite em frente da casa do Vô João, deixando ele muito irritado?! Não ia pegar bem pra um pai responsável de família...
Ou então, como eu iria explicar pra Dudinha que não é certo ligar, com garfos entortados, os tratores que posavam no Posto Delta e estacioná-los atravessados na rua? Com certeza os frentistas, mesmo bravos no dia seguinte, seriam mais gente boa com ela do que foram conosco, mas mesmo assim não dá mais pra ensinar essas coisas...
O tempo passa. E enquanto ele passa, ele nos toma certas preciosidades que somos muito imaturos para apreciar quando as temos. Mas, como dizem os conformistas, é a vida. É o sentido da vida, adquirir e abandonar experiências durante o trajeto!
As únicas coisas que não precisamos, ou melhor, não devemos abandonar, são a incondicionalidade, genuinidade e sinceridade do amor que uma criança sente pelos seus queridos!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Gosto não se discute. Muito menos se impõe!

Antes de mais nada: não gosto de axé, não gosto de sertanejo, não gosto de pagode. Não tenho religião (não sou ateu, apenas não tenho religião). Não dou indireta em rede social (e na grande maioria, não entendo quando uma indireta é pra mim). Não gosto de carro zero quilômetro e muito menos um ponto zero. Não sou expert em política, portanto não é um dos meus assuntos favoritos e tão pouco tenho interesse em me aprofundar. Não sou favorável a legalização de qualquer tipo de droga ilícita. Não gosto, sexualmente, de homem. Se minha opinião for ajudar alguém, ou for pedida, ótimo. Se não for, guardo comigo. Pronto! Tendo esclarecido esses "pingos nos is", vamos à postagem.
Tudo tem algum sentido pra alguém. Pra tudo que existe, tem alguém que lhe é partidário. Até onde me entendo por gente, não somos obrigados a gostar de nada. Não somos obrigados a ter o mesmo interesse de outrem, caso não nos agrade. Nem tudo que eu gosto, outro pode gostar. Essa é a graça da convivência pacífica da sociedade.
Não vejo muito sentido criticar algo que eu não goste. Critico sim, em tom de gozação, e geralmente endereçado a algum amigo ou conhecido com quem tenho liberdade. Mas não me lembro de ter ofendido alguém publicamente, propositadamente. Se o fiz, sinceramente não foi intencionalmente (e fique a vontade, você, possível ofendido, a se manifestar nos comentários que serão publicados integralmente, desde que não ofendam ninguém, muito menos a mim).
Aprendi nesses meus arrastados trinta e quatro anos de vida a relevar muita coisa. A evitar discussões ou aborrecimentos desnecessários. Acho que isso é a tal tolerância que desenvolvemos conforme vamos avançando as primaveras... E o lado bom de perceber isso, é a tranquilidade com que passamos a viver em nosso cotidiano. É imensamente mais gratificante evitar uma discussão desnecessária do que causar uma apenas para medir poder de argumentação. Nenhum dos dois (ou mais) lados ganha com isso.
Agora, o que me irrita mais do que qualquer um dos tópicos que já declarei não gostar, é o "caboco" que quer que sua opinião ou seu gosto seja a verdade absoluta! Isso pra mim é a ignorância plena. Muito mais do que qualquer um que seja adepto a alguns dos itens lá do primeiro parágrafo... E venho descobrindo um monte desses com essa excessiva liberdade de expressão que as redes sociais nos trouxeram.
Portanto, você leitor que sentiu a vontade de contra argumentar algum dos meus "não gostos", não perca tempo e nem desperdice o meu. Curta seu gosto ou preferência (duvidosos ou não) e seja feliz! Do mesmo jeito que sua opinião não me importa, faça com que a minha também não te atrapalhe! Mas na sua, pois, como já disse, raramente entendo que uma indireta "internética" é endereçada a mim!

P.S.: não mencionei que não gosto nem de estagiário e nem de curintiano porque não consegui categorizar como nenhum tipo de porcaria esses dois males da humanidade...

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

E se não fosse a melancia?!

Era pra ter sido postada na quinta, dia vinte e cinco de setembro, conforme já tinha agendado nesse meu blog, mas falhou! Antes tarde do que nunca, ei-la! 
Se a homenageada da última postagem já merece os parabéns por ter me aturado por quase dez anos, o que falar de quem me atura a trinta e quatro anos, quase trinta e cinco e nove meses (alguns dizem que foram seis...)? Mas, pensando bem, é bem mais fácil, chatice é hereditário!
Não vou contar por quantos anos ela merece os parabéns porque é crime... Mas não são poucos! Já é vó de uma e quase do segundo neto (ou neta)! Porém, é pouco "rodada" já que não dorme, hiberna. A Bela adormecida é ficha perto do Cidão e seus edredons!
Tá certo que também não merece os parabéns por muitas coisas. Dirigir é uma delas. Nunca foi o forte. Funileiros lamentam até hoje a aposentadoria da CNH, daquelas sem foto ainda!
O arroz também não é motivo de orgulho. Aliás, nos vinte e dois anos em que vivi almoçando diariamente na casa do Cidão, nunca consegui distinguir quando era arroz, quando era canja. Mas era saboroso, unido, mas saboroso!
Porém, mãe é mãe, né? A gente não escolhe! E pensando bem, antes assim... A maioria de nós não teria capacidade pra acertar tanto!
Cidão, um beijo e um abraço do XaX, seu filho preferido, pelos "piiiiiiiiiiiiiii" anos de aniversário!

P.S.: Chupa os outros quatro irmãos que não tem blog pra contestar a preferência!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

É pica, é pica!!!

Não é fácil viver comigo... Eu não me namoraria, quanto mais casar! Não sou pra casar, admito, apesar de já estar no segundo enlace!
O que mais assusta é que, sendo insuportável como me acho, tenho só, apenas, míseros trinta e quatro anos de vida! Ou seja, não comecei com as chatices que o avanço da idade traz junto consigo! Imaginem o XaX com seus setenta anos! Certeza que viverei sem banho, com pêlos nas orelhas e nariz e com a fralda geriátrica toda cagada, pois ninguém vai me aturar, quanto mais me limpar!
Já mencionei em alguma postagem (não me perguntem qual, leiam todas e achem!) que, mais cedo ou mais tarde, todos nós seremos chatos pra alguém. Eu acho que exagero na dose as vezes... Chato em tudo quanto é coisa. Seja com manias, seja com implicâncias ou seja atoa, apenas pra ser chato!
Dito tudo isso, hoje, mais que merecidamente, minha Pretinha merece os parabéns! Merece os parabéns pelos seus trinta e um anos de vida completados hoje (tá quase compensando trocar por duas de dezoito...) e também merece os parabéns pelos quase dez anos que atura toda essa chatice descrita acima!
Michelle, minha Pretinha cor de gesso, parabéns do seu chato que te ama muito pelos seu aniversário!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A fila anda! Ou não...


Eu sempre esqueço. Todo dia de pagamento lá vou eu ao banco, fazer alguma coisa. Chegando lá, fila!
Brasileiro ama fila. E brasileiro de cidade do interior, ama mais ainda! Parece que o cidadão gosta de ficar na fila. E quando chega a sua vez, parece que ele gosta de perpetuar a fila! Nos caixas eletrônicos, criados para , ironicamente, reduzir as filas nos bancos, não é diferente!
Não sei se já notaram, mas esses perpetuadores de filas de caixas eletrônicos tem hora que parecem não só efetuar as tarefas do caixa eletrônico. Você percebe que eles já acabaram, ou não tem mais o que fazer no caixa e não saem! Ficam ali, olhando fixamente para a tela, como se tivessem fazendo alguma coisa muito importante. Fico imaginando o quê? Tenho algumas hipóteses...
Esperando a compaixão do caixa eletrônico. Só pode! A maioria das pessoas que imprimem um extrato, olham pra ele fixamente, depois olham para a tela com ar de piedade, implorando para que o caixa eletrônico, com todos os seus circuitos, esteja sensibilizado e solte, sem querer, aquela "oncinha", de pena!
Treinando cálculos de cabeça. Na frente do caixa eletrônico poderemos achar o novo Einstein! O tanto de gente que faz as contas de cabeça em frente ao caixa eletrônico, também com o maldito extrato em mãos, não está escrito! Tem uns que calculam tanto juro composto dos seus créditos consignados que dá inveja a qualquer HP 12 C!
Por fim, esperando um selfie na câmera do caixa eletrônico! Algumas faltam só fazer a pose! Ficam ali, estáticas como se estivessem esperando o flash ser disparado da pequena câmera de segurança que há em cada caixa eletrônico!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Para o fundo, e avante!

O que mais a gente escuta hoje em dia, principalmente no meio profissional, é que a escassez de mão de obra, seja ela qualificada ou não, é cada vez mais abrangente. Ultimamente, parece que fazer algo bem feito, de forma a superar expectativas, se tornou um pecado, uma doença venérea.
A impressão que tenho é de que ninguém mais quer surpreender positivamente. Ninguém quer se destacar, positivamente. Male male, vemos o pessoal fazer o que dá, como dá e quando dá. Não há a ambição de ser o melhor naquilo que faz.
No quesito desculpas, aí sim vemos vários destaques. Seja no teor delas ou seja na rapidez com que elas surgem. Sempre há, na ponta da língua, um motivo para que algo tenha sido feito, como dizemos, "nas coxas" e não da melhor maneira possível.
Noto hoje em dia, um esforço muito grande que a maioria das pessoas tem em tentar fazer o outro desanimar também. Não temos mais aqueles companheiros tentando aumentar o ritmo das remadas. Aumentar a intensidade das remadas e, porque não, ajudar nas remadas. Temos hoje, várias âncoras, isso sim. O "assim tá bom demais" tornou-se o lema do dia. O "se ou outro não faz, porque eu tenho que fazer?" se tornou o mantra que serve de consolo para o mal feito.
Todos já partem do princípio que se ele não fizer, não há com que se preocupar, pois outro o fará. E não importa se fará bem ou mal feito. O importante é que ele não se desgastou com tal tarefa e, principalmente, não será julgado por tal tarefa. O que ele esquece também é que ele não receberá os louros por uma tarefa bem feita. Mas, o que importa ser reconhecido por algo bom no meio de tanta incompetência?

domingo, 31 de agosto de 2014

A vida em preto e branco!


Uma mocinha, loira, branca, chamando um negro de "macaco". E dentro de um estádio de futebol. Aliás, estádio não, arena, como chamam agora as obras pós Copa do Mundo de Futebol. Não, não é em um país nórdico europeu, é aqui, no Brasil.
Agora correm para culpar a garota. Chovem testemunhos e imagens da menina, no meio de uma torcida inteira, gritando contra o jogador de cor de pele diferente da dela. Ao mesmo tempo, chovem testemunhas de pele da mesma cor da do goleiro ofendido, defendendo a moça branquinha. E a moça, segundo as "testemunhas de defesa", é um doce, um amor de pessoa e que aquela ali das imagens da televisão que proporcionaram a linguagem labial, não é a moça que conhecem no dia a dia.
Conheço muita gente assim. Não só os racistas. Tem muito jesuíta se passando por capitão do mato quando estão longe dos "holofotes"...
Não tenho dó da moça. Não acho injustiça a pressão que estão fazendo com ela. Se foi um ato impensado, na onda de uma galera, azar o dela. Pensasse antes de praticar um ato que no mundo inteiro é repudiado. Ao mesmo tempo, sou a favor de uma punição em prol da sociedade. Da mesma sociedade de brancos, negros, mulatos, amarelos da qual ela faz parte. Serviço comunitário é o melhor dos castigos, pois, ela aprende e ainda presta um serviço a toda população, independente da cor da pele.
Não vai ser a última pessoa a praticar tal ato. Não é a primeira... O lado ruim dessa exposição que a mídia dá, é que, infelizmente, tem gente que fica do lado da ignorância.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Em nome do Pai, do Filho e de todo o público que vai curtir meu "sincero" agradecimento!

Sabe quando uma pessoa agradece demais, que você suspeita da sinceridade do agradecimento? Pois bem... Canso de ter essa sensação hoje em dia.
Nunca o povo foi tão avesso à assumir a responsabilidade de suas vidas. Tudo é culpa Dele. Coisas boas e ruins. Daí a necessidade de demonstrar que "anda na linha", que é uma "pessoa de bem", pois é temente e frequentemente, agradecido a Deus! Faltou só o que é uma pessoa hipócrita, mas não vamos generalizar... As atitudes das figuras se encarregam disso.
Não sou religioso, mas tenho a lembrança do primeiro (e de alguns outros...) dos dez mandamentos: "Não usarás o nome de Deus em vão". É o que eu mais vejo sendo desrespeitado. Chega a ser chato e sinceramente sinto vergonha alheia! Tem uma passagem na bíblia que fala exatamente disso, de contar aos quatro ventos os seus feitos e agradecimentos a Ele (Marção pode me ajudar nesse assunto, conhece mais do que eu e sabe citar tal trecho). Trocando em miúdos, é mais ou menos o que o velho e sábio dito popular diz: "o que é dado com a mão direita, a esquerda não precisa saber". Desculpem a analogia, mas não só a mão esquerda fica sabendo, como o braço, os pés e outras partes mundanas que não citaremos aqui.
Não sou contra o agradecimento. Muito pelo contrário. Agradeço a Ele sempre que algo bom me acontece, ou algo ruim não me acontece. Mas o assunto fica entre mim e Ele. Só. Também prezo e respeito aquele agradecimento sincero. Mas esses raramente vemos, pois são feitos em um momento muito particular de cada um, assim como tudo que tem em sua natureza a sinceridade.
Também não jogo em Suas costas a responsabilidade de algo ruim. Ou algo que não saiu como eu esperava. Tenho certeza de que não foi a Sua vontade e isso não me serve de muletas. Essa certeza é o que me dá forças para não aceitar algo que não é do meu agrado. O conformismo não faz parte dos meus objetivos. O livre arbítrio me dado por Ele, prova isso.
Peço Sua proteção todos os dias de manhã, quando saio de casa, deixando pra trás meu maior bem, minha filha, e a pessoa que me acompanha, minha Pretinha, nas horas boas e ruins. Mas peço em silêncio. Sem trombetas e imagens de Facebook para que todos curtam a minha devoção e religiosidade (que não tenho). Assim como em minhas obrigações, não preciso de aplausos para isso e com certeza me sentiria incomodado se os recebesse.
Minha religião é a de não fazer mal aos outros. É de ajudar se for possível. É o respeito que tenho com todos, inclusive com os que não o merecem. A esses, talvez meu respeito seja confundido com desprezo. Mas se não merecem o respeito, ser desprezado por mim dá no mesmo. Saem ganhando.
Enfim, sigo abominando essa adoração sem limite e sem conteúdo. Dentro de minhas crenças, respeitarei a todos, como sempre. Mas lembrem-se: ações valem mais do que imagens bem tratadas no Photoshop para postagens na internet! Amém?

terça-feira, 27 de maio de 2014

Hoje faz quatro anos...

E hoje faz quatro anos que comecei a brincar de bonecas! Faz quatro anos que passei a entender tudo sobre a moda das Barbies, Pollys, Monster Highs e qualquer outra que passe a ser a boneca do momento a partir de agora!
Hoje faz quatro anos que passei a não ter nojo de um monte de coisa! Faz quatro anos que vomitado de bebês não me causam náusea. Faz quatro anos que ser mijado ou cagado por uma coisinha que nem tamanho de gente tem, não me causa ânsia de vômito!
Hoje faz quatro anos que meu sono passou a ser mais leve! Faz quatro anos que não importa se ainda está muito cedo ou muito frio pra levantar e checar se a "vizinha" do quarto ao lado está coberta, ou de meias, ou se está rangendo os dentes, ou se está com sede, ou se quer um "copinho de leite" pra voltar a dormir! Faz quatro anos que passei a checar se a "vizinha" do quarto ao lado está respirando enquanto, tranquilamente, dorme!
Hoje faz quatro anos que tudo na minha vida passou a ficar em segundo plano! Hoje faz quatro anos que todos em minha vida passaram a figurar em segundo plano. Hoje faz quatro anos que a minha vontade própria passar a depender de uma vontade de uma segunda pessoinha, e continuará daqui pra frente a ser assim.
Hoje faz quatro anos que desejo que todo mal que a ela ronde, pare em mim, ou aconteça comigo. Faz quatro anos que troco de lugar para sentir qualquer que seja a dor que ela possa sentir, sem pestanejar ou pensar duas vezes.
Hoje faz quatro anos que não messo esforço algum pra protegê-la, independente do risco. Faz quatro anos que minha vida vale muito menos que a dela, se puder escolher trocar de lugar. Faz quatro anos que a minha vida passou a ser em função dela.
Hoje faz quatro anos que me tornei pai da Duda. Consequentemente, hoje faz quatro anos que me tornei um homem muito, mas muito melhor! Faz quatro anos que me tornei uma pessoa muito, mais muito mais feliz! Parabéns minha princesa Duda!

domingo, 4 de maio de 2014

Senna, o chato!

E lá se foram vinte anos. Esta semana que passou foi semana de "aniversário" de morte de um dos mais idolatrados esportistas brasileiros. Ayrton Senna.
Depois de tantos anos, tanto já se foi falado, escrito, proclamado, filmado, achado, contado. Mas o legado que ele deixou, vai além daquele fatídico e trágico 1º de maio. Vai além de saber ou não a verdadeira causa do acidente que vitimou Ayrton, um dos poucos e reais ídolos brasileiros.
O que mais atrai a admiração dos fãs para com Ayrton, não era porque ele vencia. Quer dizer, não era "apenas" porque ele vencia, porque era bom no que fazia. Na verdade era porque ele era um chato! Sim, um chato! Assim como a maioria das pessoas de sucesso deste mundo!
Ninguém consegue ser bem sucedido se for bonzinho. Só no esporte temos vários exemplos de "malas" que, fora do seu círculo, são verdadeiros ídolos. Ayrton Senna, Michael Jordan, Cristiano Ronaldo, etc. Todos eles não são bonzinhos e às vezes excedem (e muito) o limite da paciência de quem convive com eles. Basta ler suas biografias (autorizadas ou não) para perceber o quanto eles irritaram quem os cercavam. Tudo isso em prol de seu sucesso, ou de suas equipes. Apesar de que, desses que eu conheço um pouco da biografia, o maior interesse, na minha opinião, sempre foi o sucesso pessoal, individual e não o coletivo. O coletivo vinha em segundo plano, servindo apenas como meio para este fim. Não é atoa que não existem muitas amizades entre atletas da mesma modalidade.
O que atrai a admiração de milhares de pessoas é a personalidade forte, o desejo de defender a sua opinião. Esse desejo, se seguido de boas atuações em suas áreas, dificilmente não vai ser admirado. Ninguém admira o coitadinho que segue todas as regras impostas pelos outros. O bonzinho que sempre diz sim para todos, que sempre se doa em prol de terceiros. Esses não passarão de números (além de irritantes) ou virarão comentaristas de TV!
Porém, não podemos confundir essa defesa de opinião com teimosia. O teimoso, por mais que ele defenda sua opinião, sua posição, ele tem que prová-la, na prática. E é aí que o bicho pega. O teimoso por natureza, raramente consegue provar ou demonstrar sua teoria, seu ponto de vista. O teimoso comum ninguém quer em seu time!
Sigamos sendo chatos, de sucesso. Mas, infelizmente, ao nosso redor, temos mais chatos teimosos do que chatos ídolos. 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A Dudinha tem pernas compridas. A mentira, não!

Era pra ter escrito este texto ontem, mas o "motivo" do texto me tomou todo o tempo de ontem, a não ser o tempo gasto pra "passar" uma vassoura no "QG"!
Ontem, quinta feira, terminou o castigo da minha princesa! Sim, castigo. Uma semana sem comer chocolate e/ou iogurte. Duas guloseimas que eram comidas habitualmente, como se fossem um ritual diário pós escola.
Para Mi e eu, os pais, isso era uma espécie de prêmio (e agora é, mais do que antes) por bom comportamento, por obediência, e, principalmente, por comer de tudo no almoço da escolinha. Pobres e inocentes pais!
Todo dia, quando indagada sobre o cardápio do almoço, Dudinha listava os ingredientes, com o cuidado de não repetir de um dia para o outro e afirmava que tinha comido de tudo e tudo! Os pais já vem programados de fábrica para acreditarem nos filhos, até que provem ao contrário e algumas vezes nem assim há descrença!
Mas, ao contrário da princesinha, a mentira tem pernas curtas! Para azar da pequena "salafrária" Duda, mamãe teve o (des)prazer de encontrar com a merendeira da escola onde a mesma, preocupadíssima, alertou à mamãe que a vários dias a princesa Duda só comia arroz no almoço! Isso explicava as duas bananas, uma maçã, um iogurte, um chocolate e um pacote de bolacha que ela comia assim que chegava em casa! Não era "fase de crescimento", era fome! Fome que tinha que ser suportada durante todo o dia para não perder o orgulho do papai e mamãe, bem como os prêmios saborosos!
Enfim, deixando a parte engraçada da criatividade de lado, vamos ao que interessa: uma semana de castigo sem comer o que gosta, chocolate e iogurte! E isso, em plena época "pós páscoa" com potes e geladeira cheia de ovos de páscoa!
Foi difícil até pra nós, pais. Mas necessário. Ela entrou no clima do castigo. Contagem regressiva, promessas de que não iria mais mentir, que iria comer até o cabo da panela no almoço, "causos" de amiguinhos que também estariam mentindo... Tudo isso nos fez perceber que, para o bem dela e servindo de consolo para nós, ela tinha entendido o sentido do castigo.
Servindo de consolo porque, para os pais, o castigo do filho é em dobro! Porém necessário!

domingo, 27 de abril de 2014

Palmas a quem merece, por favor.

Segundo algumas pesquisas, o aplauso teve origem na Grécia antiga, na época dos gladiadores. Era usado como forma de incentivo e, quando havia algum empate em um combate, servia para, de acordo com sua intensidade, definir o vencedor do combate.
Pois bem. Lá se foram os gladiadores, e cá estamos, em 2014, no auge da necessidade por aplauso. Quanto mais fácil fica a exposição, maior a necessidade do aplauso. Isso irrita.
Claro que todos gostam de aplauso. Claro que todos gostam do reconhecimento por algo bem feito. Mas este aplauso tem que ser merecido, não suplicado.
Pra piorar, o aplauso merecido nem sempre é dado. O aplauso merecido, as vezes, vai para quem não implora pelo aplauso e entende que o que foi bem feito era o melhor a ser feito e não foi feito esperando o aplauso. Foi merecido. Mas o sentimento é o de que, se veio, ótimo, será bem vindo. Mas não era a necessidade. Isso é reconhecimento!
Infelizmente, o aplauso implorado é mais divulgado. O aplauso necessitado é para que pequenos (e alguns até insignificantes) feitos sejam colocados em um patamar muito mais alto ao que realmente pertencem. Mas este é dado cotidianamente e, na imensa maioria das ocasiões, sem a mínima necessidade ou, o que é pior, sem o menor merecimento por parte do aplaudido.
A nós, os que não tem a necessidade do aplauso diário, cabe seguir em frente fazendo o que deve ser feito, da melhor forma possível. E nunca nos esqueçamos que, em um espetáculo, até os palhaços são aplaudidos!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Suspenso, sim. Orgulhoso, não. Bem humorado, sempre!

Para esta postagem eu fiquei em dúvida se colocaria aqui ou no Na Rota do XaXim. Mesmo tendo a ver com minha suspensão de CNH (sim, perdi o direito de dirigir por atingir o limite de vinte pontos por infrações), achei que o teor da "conversa" seria pra cá, e não para o Na Rota (...).
Eu fico feliz que minhas postagens são lidas por muitas pessoas! Isso pra quem gosta de escrever é muito bom, assim para quem gosta de se apresentar, etc. E o objetivo também dessas postagens é, na sua grande maioria, divertir a quem está lendo, informar a quem está lendo, proporcionar algum conhecimento a quem está lendo e, em muitos casos, provocar um debate sobre o que está escrito nos textos, já que gosto muito de expressar minhas opiniões por lá (sem ofensas a ninguém, claro).
O meu último texto no Na Rota do XaXim (Araxá, MG - Paganto penitência) causou muitas risadas. Mas também causou algum espanto em algumas pessoas que leram. Uma dessas pessoas, um amigo, veio me alertar sobre essa segunda percepção que ele também teve, sobre eu parecer estar "satisfeito" por ter minha CNH suspensa. E agora uso esta postagem para esclarecimentos!
Gente, é óbvio que não estou contente com a suspensão de minha CNH! Adoro dirigir, sempre gostei, desde quando não tinha idade para tal. Portanto pra mim, ficar sem dirigir realmente é uma penalização dura! Também não recomendo que as infrações por mim cometidas sejam repetidas. Por sorte, nenhuma delas causou mal a ninguém, a não ser ao meu bolso (sim! Apesar de quatro das cinco multas levadas serem quando estava a trabalho, paguei todas do meu bolso. Nada mais justo, já que a empresa nunca me cobrou para que eu viajasse acima do limite máximo de velocidade permitido).
Além de gostar de dirigir, parte do meu trabalho depende desse direito. Assim como o gosto pela direção, quem me conhece sabe o gosto que tenho pelo meu trabalho e pelo meu emprego (além da óbvia necessidade financeira)! Portanto, jamais faria algo de propósito que pudesse prejudicar meu lado profissional.
Por outro lado, assim como tudo nesse país, poderia ter sim renovado minha CNH de forma ilícita, como várias pessoas já fizeram, sem cumprir a suspensão prevista em lei (e nem teria escrito tal texto). Poderia, mas não dormiria. Nunca subornei policial, nunca troquei favores e nunca, propositada e premeditadamente, infringi alguma lei. Todas as multas que tomei foram por relapsos, falta de atenção. Quem já andou comigo de carro sabe o quão bom e prudente motorista eu sou.
Assumir os erros também é uma coisa que sempre considerei como prova de bom caráter. Portanto, cumprirei sim a suspensão, realizando a reciclagem (e percebi que tem muita coisa que no dia a dia a gente esquece mesmo) e recuperando a CNH de forma justa, cara e honesta. Como consolo, relato a vocês através de textos bem humorados esse meu martírio!

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P.S.: assim como esse amigo que me alertou, caros leitores, quando se sentirem ofendidos ou então quando um texto for mal interpretado, chamem a atenção deste que vos escreve! A interação de vocês me anima a escrever!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A dor de uma separação, outra vez.

Nem faz tanto tempo assim que ficamos juntos pela primeira vez, mas, a rotina diária tornaram nosso relacionamento muito íntimo, a ponto de parecer uma eternidade o tempo em que convivemos. 
Relacionamentos assim parecem que nunca vão acabar. Dormir logo após você desgrudar de minha boca e acordar com a ação inversa se torna um hábito que nem todos tem a felicidade de ter, seja por desleixo, seja por opção. Para mim, não é a primeira vez (e acredito não ser a última) que escolho ter algo assim comigo, tão presente em minha vida.
Não é muito fácil entender como um relacionamento que só faz bem pra gente tenha que terminar. Não dá pra entender ou aceitar a teoria "piriguetana" de que "a fila anda". E nesse caso, apesar de não parecer, andou muito rápido, nos dando a impressão que foi ontem que nos encontramos, ao acaso, numa simples escolha que fiz por você, no meio de tantas outras, algumas até mais bonitas, confesso, mas quase sempre faltando aquele "algo" mais que se enquadrasse dentro do que eu procurava.
Você não foi a primeira. Minha primeira foi quando eu era bem mais novo e não entendia direito essa necessidade de ter alguém como você tão presente em minha vida. Sei que você também não foi e não será a última. Sei que vai ter próxima. Ainda sou novo e tenho necessidade de uma "próxima". Apesar de nossa intensidade, tenho certeza que, com a experiência que adquiri com nossa relação, minha escolha para sua "substituta" vai ser mais fácil e objetiva. Mas é sempre um recomeço e todo recomeço é tudo mais duro. Não no sentido pejorativo da palavra, mas demora um tempo para que tudo se encaixe, para que a rotina se restabeleça, como era conosco durante nosso tempo juntos.
Te peço que não se considere friamente descartada. A vida é feita de fases e, como tudo que vive de fase, a nossa acabou. Contra nossa vontade, teve a necessidade de acabar. Mesmo assim, tenho certeza de que você só fez bem a mim, mas em várias fases de nossa vida, temos a necessidade de coisas novas, benefícios novos.
Sem me alongar muito, uso este texto pra me despedir de você, minha querida e velha escova de dentes!