Nunca gostei de política e até esta postagem, acho, me corrijam quem mê lê se eu estiver errado, não tinha ainda postado algum texto sobre tal assunto. Mas, mais do que não gostar do assunto política, não gosto do político, seja ele de qual partido for. Incluam-se nessa lista de desafetos, os "correligionários" fervorosos. Virou político, perdeu meu respeito.
Infelizmente, vivemos em um país onde temos que escolher, obrigatoriamente, um candidato menos pior para nos governar e não o mais preparado. Não há opção sincera e, no mínimo, honesta. Há a opção que atende a um maior número de interesses.
Tendo esse panorama político, não vejo ganhadores e perdedores dentre os candidatos. Apenas um rodízio de pessoas que, acima de tudo, atenderão aos seus interesses a aos de seus partidos. A governancia para a população sempre será em segundo ou terceiro plano.
Estamos presenciando tantos casos de corrupção, roubos, falcatruas, etc, que, até quem denuncia, não tem mais credibilidade, pois a argumentação da defesa vem através de uma outra denúncia, contra o denunciante. É um fogo cruzado em que a população é alvo das "balas perdidas", sem ter uma trincheira para se esconder.
A eleição encerrada hoje, com a presidenta Dilma sendo reeleita por um pouco mais da metade dos eleitores prova que, estando ruim ou não, seus métodos ou "planos de governo" atendem aos interesses de mais de cinquenta milhões de brasileiros. E não adianta quem não votou na Dilma criticar esse pessoal, afinal, assim como quem não votou nela, votou para atender aos seus interesses, mais simpáticos com o outro candidato. Esse é o bônus (ou ônus) da democracia.
Não acredito também em uma divisão do país em norte/nordeste e sul/sudeste. Ela, assim como Aécio, tiveram votos em todo Brasil e não apenas de uma região ou classe social. Não há culpados ou inocentes em uma eleição. Quem defende aos seus interesses, não pode ser julgado como réu ou vítima.
Portanto, não estou de luto. Não tenho vergonha de ser brasileiro. Conseguindo ou não atender aos meus interesses, ainda tenho o direito de poder escolher de que lado estou e isso meus leitores, ainda é um grande privilégio.
A minha parte não fiz hoje, ou no voto do primeiro turno. A minha parte faço todos os dias. Amanhã, segunda feira, dia útil, levanto para trabalhar honestamente, como sempre. Esse é meu protesto.
P.S.: não que seja da conta de ninguém, pois pra mim, o voto ainda é secreto. Mas não, não votei na Dilma.