domingo, 24 de abril de 2011

Travelling on maionese!

Quando estamos caminhando, viajando sozinhos, sempre sonhamos de olhos abertos. Fantasiamos sobre o que faríamos se ganhássemos sozinhos na Mega Sena, ou então fazemos planos para o futuro de nossas vidas, ou simplesmente, planejamos um final de semana.
Nessas horas sozinhos também, muitas vezes pensamos coisas totalmente sem sentido. As vezes, sobre aquelas eternas dúvidas da humanidade que nem sempre tem explicações! Abaixo, algumas idéias que me surgiram durante alguma dessas caminhadas solitárias, mas já aviso, as idéias não surgiram devido ao excesso etílico e muito menos pelo uso de alguma substância ilícita!
Vamos tomar de exemplo aquela velha piadinha do gato com o pão com manteiga amarrado nas costas. Quem nunca recebeu este email que atire a primeira pedra! É uma suposição engraçada, mas todos sabemos que o gato com o pão nas costas não vai ficar girando eternamente sem cair no chão! Todos sabemos que o gato cairá virado para o chão! Façam isso em casa para comprovar! Melhor não... O Blog do XaXim não pode arcar com um processo movido pela Sociedade Protetora dos Animais... Mas o raciocínio da postagem é esse, porém com uma gota, quer dizer, uma enxurrada de exagero!
Todos sabem que tudo que fazemos em termos de movimento, é contrária a uma força que não sentimos, mas se faz presente. Estamos falando da força da gravidade! Por exemplo, para caminhar, usamos a gravidade a nosso favor e usamos a Terra (sim, o planeta Terra) como alavanca para nos projetar para frente. Pois bem, tendo em vista essa verdade, pergunto: o que aconteceria se todos os seres humanos, voltados exatamente para o mesmo lado, ou seja, o lado contrário do qual a Terra gira, e ao mesmo tempo fizessem "força" para iniciar uma caminhada? Conseguiríamos inverter o lado para o qual a Terra gira?
Outra hipótese também envolvendo a participação de todos os habitantes do planeta Terra, seria a de uma "bomba coletiva". Calma gente! Não estou propondo oito bilhões de homens e mulheres bombas! O que eu tentei visualizar é que, se conseguíssemos reunir toda a humanidade em navios e levássemos todos para o alto mar e, sincronizadamente, todos pulassem ao mar, em posição de "bomba" (quem nunca deu uma "bomba" na piscina do clube?), será que conseguíamos esvaziar os oceanos?
Só pra encerrar a série de pensamentos absurdos, imaginem se conseguíssemos reunir uma multidão em Itaquera, na grande São Paulo, todas vestidas de preto e branco, soltando foguetes, felizes, comemorando um título da Copa Libertadores da América conquistado pelo Sport Clube Corínthians? Dessa situação, acredito que até o "Homem lá de cima" dúvida!

domingo, 17 de abril de 2011

Yes! We have Saudade!

Dizem que saudade não tem tradução em outras línguas. Confesso que fiquei com preguiça de dar uma "googada" pra ver ser realmente isso é verdade. Das poucas línguas que conheço um pouco, realmente não conheço uma tradução de saudade em uma única palavra.
Bom, mas a postagem de hoje não é pra discutir o sexo dos anjos, ou nesse caso, acabar com uma afirmação que eleva o ego da língua portuguesa! Essa postagem é pra tentar passar aos meus leitores o que é o sentimento de saudade quando se tem um filho ou uma filha!
Quem me conhece desde os meus vinte e poucos anos sabe que adoro meu emprego! E como eu, na empresa onde trabalho tem várias pessoas que têm ali na empresa realmente a extensão de sua casa. Nesse meu emprego, as viagens já fazem parte da rotina a um bom tempo. Tive a oportunidade de conhecer vários lugares, fazer vários amigos em outras cidades, estados. Essa é uma das partes boas.
Essas mesmas pessoas que me conhecem, sabem que também adoro dirigir! No meu emprego também realizo outro gosto meu. A maioria das minhas viagens é de carro! Meus companheiros de viagem já sabem: se estou junto na viagem, o posto de piloto é meu e ninguém tasca! Nem o perigo das rodovias me tira o prazer de dirigir pelas estradas do 'brasilzão'!
O aprendizado das viagens é excepcional. Por menos que se faça em outras cidades, a experiência que se adquire com outros meios é surpreendente. Aprendemos sobre novas culturas e costumes locais, conhecemos novas maneiras de fazer aquele "arroz feijão" do nosso dia a dia, acompanhamos os noticiários locais e podemos conferir que cada lugar tem seus problemas peculiares. A mente se abre de uma tal forma que deixaria Bob Marley e Marcelo D2 com inveja!
Pois bem! Nessa postagem o placar já está três a zero, pois só tem coisa boa nesse meu emprego. E nem precisei citar o salário, que hoje é, ainda bem, mais do que eu preciso e menos do que eu mereço, como diria o Geraldão. O problema meus leitores, é que pra ganhar de goleada, não é preciso muita coisa. Pra ganhar de goleada dessas três ou quatro coisas boas do meu trabalho, basta ter quase um ano, setenta e poucos centímetros, quase doze quilos, três dentinhos nascendo e se chamar Maria Eduarda!
Quando fico longe dela, a trabalho, a palavra que não tem tradução em outras línguas supera qualquer tipo experiência, aprendizado e recompensa financeira!

domingo, 10 de abril de 2011

Mais um minuto de silêncio.

E cá estamos nós, em meio a uma leva de "um minuto de silêncio" antes de eventos públicos. Não que os minutos de silêncio prestados anteriormente não tenham sua importância, seu respeito. Mas o minuto de silêncio atual é deveras comovente.
Não gosto de remoer coisas tristes. Não vou a velórios, muito menos a enterros. Não gosto. Prefiro lembrar das pessoas como eram quando vivas. Também não santifico quem não mereça, como já escrevi em uma postagem recente (Tragédia anunciada.). A postagem de hoje fica como uma homenagem às famílias das crianças mortas no Rio de Janeiro esta semana.
Muitos que me conhecem devem estar se perguntando porque estou escrevendo sobre isso, já que sentimentalismo não é uma das minhas qualidades, e que são muitas, diga-se de passagem! Mas esse fato realmente me fez arrepiar quando via as imagens nos noticiários.
Quando me tornei pai, acho que ficou bem claro qual a sensação na postagem Be Careful! Baby XaX on board!, do dia em que a Duda nasceu. Depois que agente vira pai e mãe, tudo que acontece aos filhos dos outros sempre nos leva a pensar: 'e se fosse conosco?'. E, meus caros leitores e amigos, a sensação não é nada boa. A sensação é tão marcante que fez a mãe da Duda decidir não ter mais filhos. Até então, a vontade, dela, era de ter mais um.
Ninguém arruma seu filho para ir pra escola, imaginando que não vai encontra-lo a tarde. Não é aceitável uma pessoa descontar seus problemas ou seu desequilíbrio mental ou seu fanatismo religioso em uma criança totalmente inocente. Em uma postagem recente, escrevi que não era a favor de salientar apenas as qualidades das pessoas mortas, já que sabíamos que maioria na verdade nunca são um exemplo de vida. Nesse caso, isso não é verdade. O que uma criança de doze, treze anos pode ter de maldade? Claro, sempre há exceção, mas acredito que não era o caso dessas crianças mortas na escola.
O principal motivo de a mãe da Duda parar de trabalhar é que decidimos não coloca-la em uma escolinha. Não tem como ela se defender ou avisar aos pais sobre qualquer tipo de maltrato sofrido na escola e hoje, infelizmente, isso não é raro de acontecer. A minha reação não seria ir à polícia caso algo dessa natureza acontecesse. A lei de Hamurabi seria aplicada, sem nenhum arrependimento de minha parte. Por conta disso, Duda está em casa, sendo criada e educada pela mãe.
Agora, se meu sentimento é esse, tendo minha filha viva e saudável em casa, imaginem como estão os pais dessas crianças. O que eles podem fazer para amenizar o sofrimento? Em quem descontar sua tristeza por conta de um desgraçado e covarde? A eles, não cabe vingança. A eles, não cabe a lei de Hamurabi. A eles, meus leitores, cabe tocar a vida pra frente amargurando um sofrimento que só quem é pai e mãe pode imaginar como seja.

domingo, 3 de abril de 2011

Enquanto isso no vestiário...

E lá vem mais um "medalhão" em decadência de volta ao futebol brasileiro! Sim, Adriano, o detentor da alcunha Imperador, está de volta ao Brasil para jogar no time do extinto Carandiru! Mas, ao contrário da volta do Luís "Fabuloso" ao time do Morumbi, no centro de treinamento com nome de médico, não teve festa. Apenas uma coletiva modesta para receber o "reforço". Tendo dito isso, eu pergunto: e eu com isso?
Já escrevi sobre a paixão que torcedores tem por seus times, sejam eles de qualquer modalidade. Sempre vai ter um fanático que idolatra o time mais do que qualquer divindade religiosa. Mas ultimamente, as manifestações estão cada vez mais frequentes e cada vez mais sem importância.
Se formos pensar bem, tirando o lado financeiro do clube, pra que serve torcedor? Sério, não tem funcionalidade. "Ah, serve pra torcer, pra incentivar os atletas de nosso clube.". Vocês acham que os jogadores de hoje jogam pra torcida? Quem era Paulo Henrique Ganso antes daquele time espetacular da baixada santista do ano passado? Provavelmente, estaria na roça no estado onde ele nasceu, que é longe pra baralho! E hoje, está com ameaças de sair caso seu salário não seja reajustado para "míseros" quatrocentos e cinquenta mil reais por mês. E o torcedor santista? Como fica se a diretoria não aceitar paga-lo nessas quantias? Bem, os torcedores que continuem pagando caro os ingressos na arquibancada.
No mesmo raciocínio, porque o Fenômeno não foi jogar no Mengo, seu "time de coração" e veio pra São Paulo jogar justamente no time que mais rivaliza com o time carioca em tamanhos de torcida? Será que depois de ganhar tudo e mais um pouco, financeiramente falando, ele precisava de um salário tão alto ao ponto dessa cifra ser maior do que uma "paixão" de torcedor? Ficou muito claro que sim, assim como o Adriano. Nesses casos também, onde ficou a consideração com a torcida do Flamengo?
Defendo os atletas terem um bom salário, assim como qualquer trabalhador que acorda cedo. Agora, não me venham com essa de ídolos. Alguns até tem ações de caridade. Sejam elas sinceras ou não, não importa. O que importa é que tem pessoas sendo beneficiadas por elas. Os holofotes ficam por conta da imprensa especializada e dão o foco que bem entenderem.
Sou torcedor, fajuto, do São Paulo Futebol Clube. Fajuto, pois o dia que me virem chorando pela derrota do time em qualquer campeonato que seja, pode me bater porque estou ficando louco. Acho legal ter um time pra torcer. Faz parte do convívio social. É necessário ter um time pra torcer, senão como seus colegas de trabalho vão te azucrinar quando um time perder? O que não sou a favor é essa devoção que alguns torcedores tem. Devoção ao ponto de o cara não ter onde mais ter dívidas e mesmo assim, todo final de semana, gastar, quarenta, cinquenta, cem reais pra ver um monte de mercenários correr atrás de uma bola.
E que não me venham com falso moralismo me criticar quando chamo os atuais atletas de mercenários. Um cara que ganha cifras mensais maiores do que a maioria dos torcedores ganhariam em toda sua vida não merecem tamanha devoção.
Amanhã, como o "meu" São Paulo ganhou hoje e o Curintia também, provavelmente não teremos tantos assuntos em comum no trabalho e provavelmente não teremos ninguém de orelha quente. E os jogadores? Bem esses terão muitas notas para contar em suas polpudas contas bancárias...