quinta-feira, 29 de abril de 2010

Old School be back!

Voltei a jogar basquete! E voltei animado, duas vezes por semana, segunda e terça feira. Duas turmas distintas! Digamos que a faixa etária também!
Sempre gostei de basquete. Criado em uma família e uma cidade que respira basquete, não tinha como não gostar. Agente até brinca com o pessoal de fora que, em Franca, quando nasce uma criança, os médicos os jogam na parede para chorar. Se ficar grudado, basqueteiro. Se cair ao chão, sapateiro! Acho que fiquei pendurado!
Confesso que o gás não é o mesmo de dez, quinze anos atrás. Na época, nas quadras do SESI, E.E.P.S.G. Barão da Franca ou da Clínica Francana de Basquetebol, dava briga pra não ficar no banco! E nessa época ainda eram quatro quartos de doze minutos cada e mesmo assim os técnicos da época sofriam pra escolher quem jogaria e quem seria "ripa"! Sr. Ivan, Dona Rosa, Sandrinha do Internacional, Jorge Guerra (o famoso Guerrinha do Bauru, hoje), Michel Cury (ou Michel da Exercícius), Celso Bota, Jesiel, Jamil... todos esses foram os técnicos com os quais aprendi a jogar e guardo de cada um, até hoje, alguma dica.
Mas não foi apenas em "escolas" que aprendi a jogar. Lembro como se fosse hoje, quando acompanhava meu pai à casa do "Piu" toda segunda feira, quando eles jogavam. Na época, o XaX era pequeno, não tinha nem quinze anos e não podia jogar! Dava até febre de vontade de jogar e os "chatos" dos adultos não nos deixavam jogar! No máximo, ficávamos de gandulas! Hoje, alguns anos depois, faço parte dos "chatos" que não deixam a molecada jogar!
Confesso que hoje jogo com mais técnica do que preparo físico! Aqueles contra ataques fulminantes, rápidos e certeiros não são mais os mesmos! Aquela defesa forte e ágil já não tem mais a mesma eficácia!
Por outro lado, os erros bobos quase não existem. Passes errados ou andadas não fazem parte do nosso jogo! Raramente ocorrem.
Hoje não jogamos mais os quatro quartos de doze minutos completos! No máximo são partidas de doze pontos ou oito minutos! E se ganharmos duas seguidas, haja joelhos pra aguentar a terceira seguida!
Mas estamos aí, de pé, ensinando os mais jovens o que é se jogar um bom basquete! Sem frescuras, sem "micagens" como diria meu brother Osvala. Defesa bem posicionada, ataques coordenados e chutes seguros! Nada de cross overs ou qualquer outro drible da moda, as costas não aguentam! A finta fica por conta do bom e velho giro protegendo a bola, sem olhar para o chão, claro!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Vc está afim de tc?

E mais uma semana se inicia! A Copa chegando, a Duda também... Hoje, domingão, dia de fazer nada! E é uma das atividades preferidas deste dia que s torna nosso assunto de hoje aqui no blog. Já que os casados e casadas não podem sair de casa nesse domingão, os chats, ou salas de bate papo se tornam locais virtuais para novas amizades!
Mas, caros leitores e leitoras comprometidos, não se preocupem! 99% dos "contatos" feitos nas salas de bate papo virtuais, não são consumados na vida real! Abaixo vamos entender o porquê!
Apesar de o principal objetivo das salas de bate papo ser o de conhecer novas pessoas, o anonimato ainda impera! Ninguém entra com nome e sobrenome reais para não ser facilmente reconhecido. Os nicks (abreviatura de nickname, apelido em inglês) são os mais variados, pra não dizer cômicos! "Saradão_24", "Garotão_Atleta", "Coroa-Enxuto" são facilmente encontrados nas salas de bate papo, em referência aos homens que ali entram!
Mas na verdade, quando se depararem com estes apelidos, não se iludam! "Saradão_24" nada mais é do que um moleque de dezoito anos recém completados, magricelo, cabelo escorrido cortado "a la tigelê" e bronzeado igual a uma mandioca. E o que falar do "Garotão_Atleta"? Pensem naquele "nerd", gordo, com a cara cheia de espinha e uns óculos com doze graus de miopia de cada lado!
Depois dessas duas descrições acima, o "Coroa-Enxuto" fica óbvio o que podemos esperar. Um cinquentão, barrigudo, careca, de cueca com "mijador", meias sociais marrons e camiseta regata manchada! O "enxuto" do apelido é referente ao suor que teima em brotar da testa e que é secado com um pano de prato usado no churrasco do almoço.
Agora, engana-se quem acha que estes apelidos criativos e fantasiosos são privilégios apenas dos machos. "Ninfetinha-Quente", "mulher_especial" e "carionhsa66" também são figurinhas marcadas nos chats. Como nos exemplos masculinos acima, não podemos nos iludir!
"Ninfetinha-Quente" nada mais é do que uma solteirona de trinta e poucos anos, totalmente fora de forma e viciada em 'Coca Zero'. E agora, o que imaginar de uma "mulher_especial"? Eu lhes digo! Uma gorda, fã de Evanescence, Paramore, Radio Head dentre outras dessas bandas depressivas, unhas pintadas de preto, assim como suas vestes e uma franja ensebada tapando a cara!
Agora, a "carinhosa66" é, por incrível que pareça, o apelido que menos mente sobre sua verdadeira "vocação"! Afinal, qual avó que não é carinhosa? Isso mesmo! A "carinhosa66" nada mais é do que uma senhora, com estes mesmos sessenta e seis números de primaveras presenciadas, com o físico típico de nossas avós e que a muito tempo não vira os olhinhos! Daí todo o carinho para dar!
Tendo sabido dessas informações, cuidado com a próxima amizade virtual que vai querer conhecer na vida real!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Vá chutar bunda de vaca!!!

Boa noite galera! Nessa semana de "duas sextas feiras", estamos aqui, na véspera da segunda, postando como prometido!
E a semana começo mal para este que vos fala! Tricolor Paulista foi eliminado pelos "moleques" do Santos. Mas não vou pixar a vitória do time da baixada santista. Eles vêm fazendo por merecer desde o começo do campeonato. Foi merecido! Assim como a eliminação do São Paulo...
Bem, mas falando de futebol, veio a inspiração para a postagem de hoje. Fiquei pensando como seria se os narradores pudessem falar ao vivo tudo que pensam durante a partida. Imaginem os comentários "reais" depois da cada lance!
Por exemplo, pegando o atacante do meu time do coração, Washington Coração Valente. Hernanes começa o lance no meio de campo, passa pra Jorge Wagner que enfia no capricho pra Washington dominar "na frente" e encher o pé. Como é de praxe, ele não domina e a bola vai pela linha de fundo. Nessa hora, Cleber Machado mandaria: "puta que pariu! Vai ser grosso lá na casa do caralho! Parece uma quina de mesa o camisa nove do Tricolor Paulista!" Ia ser bem divertido um comentário desses...
Outro lance que seria bom de ouvir um comentário sincero seria do Palmeiras. Atacante adversário espera cruzamento na grande área, bem a frente do Marcão. Lateral conduz a bola, dribla o zagueiro Vitor e cruza pra área. Marcão não sai e o atacante cabeceia, livre, pro fundo do gol! Casa Grande, quando chamado a opinar, já manda, sóbrio: "quero ver o Marcos abrir a boca no intervalo pra falar merda do resto do time agora! Chupa Marcos!"
E o tão badalado "Império do Amor"? Bola pela esquerda com o "galã" Leo Moura. Arrancada em velocidade, Vagner Love já passou do seu lado, pediu e recebeu o passe certeiro! Dominou, olhou pra área e lá está o Imperador, de peito aberto e já batendo do zagueirão. Vagner olha Adriano, olha a bola e mete de trivela pro meio da área. O passe vai adiantadoe o Imperador não chega na bola. É apenas tiro de meta! Silvio Luiz lança o famoso jargão "pelas barbas do profeta! O que eu vou dizer lá em casa, Neto?!" O Netão, com toda sua fineza: "vai pra balada, filho da puta! Vai dançar em baile funk, desgraçado! Toma! Não dá conta de jogar no outro dia! Bem feito!"
E o Timão? Claro que não passaríamos em branco sem falar do time da Marginal Sem Número... Partiu Tcheco, no alto da sua experiência, bola dominada. Olhou, passou pra Danilo que dominou e partiu para o campo de ataque. Ronaldo já na área, Dentinho vem buscar. Dentinho recebe passe de Danilo, gira e coloca entre os zagueiros para Ronaldo correr e sair cara a cara com o goleiro. Mas o goleiro chega antes na bola. Galvão já pergunta pro Falcão: "Falcão, na sua época, se o atacante não vai na bola, como nesse lance, o que você fala pra ele?". O Falcão, com toda classe: "ah Galvão, com muita ironia eu ia perguntar: 'Não tá gordo não? Tem certeza?' E já mandava ele tomar no cu".
Politicamente incorreto, teríamos com certeza um futebol muito mais animado!

domingo, 18 de abril de 2010

Machos sim, tchê!

Depois de uma semana no Rio Grande do Sul, onde a empresa em que trabalho teve uma excelente participação na segunda maior feira de componentes e máquinas para calçados do mundo, estou de volta! Por este mesmo motivo acima descrito, não tive como postar nem domingo e nem quinta feira devido aos compromissos profissionais. Mas, cá estou! Vivo, cansado e ainda másculo!
E por falar em masculinidade, não sei o porquê da implicância com os gaúchos sobre a sua masculinidade. Passando uma semana em suas terras, não percebi nada de anormal que condenasse a macheza dos nossos irmãos do sul.
Nos ônibus coletivos, o motivo para todas as mulheres estarem sentadas e os homens de pé, é apenas cavalheirismo. Claro, nas horas do rush, é normal ficar esmagado entre dois "amigos". Os assentos vazios, apesar do aperto, são reservados para as damas que entrarão nos próximos pontos de ônibus. Exemplo de masculinidade e cavalheirismo!
O mesmo cavalheirismo pode ser transformado em companheirismo. Tem muitas ações de amizade que não vemos em outros estados. Não é comum vermos aqui em São Paulo, por exemplo, brincadeiras de apertar a bunda dos companheiros nas saunas. O lance de ajudar os amigos a passar loção nas costas durante a sauna também não vemos por aqui. Isso sim é irmandade!
Na balada, é muito comum sairmos só com os amigos. Sempre precisamos de um tempo sem as mulheres. Agora, companheirismo mesmo é ficar a noite inteira se abraçando, beijando os amigos, ignorando por completo as demais mulheres do recinto. Afinal, a noite é só deles! Palavra é palavra! Nada de mulheres entre eles!
Bombacha, galera, é uma tradição. É como uma roupa de cangaceiro no nordeste. É tipo um uniforme usado nas cavalgadas pelos pampas gaúchos. Apesar de não vermos muitos gaúchos vestido tipicamente nas ruas, esse lance de que usam as bombachas largas só para não marcar a calcinha é boato!
Situações corriqueiras, sem malícia, não podem rotular todos os gaúchos. Não vi nada referente aos dois facões na cintura pra apoiar no barranco, ou quatro gaúchos sentados no mesmo banquinho. O que vi foram apenas grandes amigos extravasando seu carinho uns pelos outros!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Luz, câmeras... Como assim não tá duro, pô???

Tarde! O bom de ficar de férias do trabalho é o excesso de tempo que temos para pensar em coisas interessantes, principalmente pra mim, "postador" oficial e titular deste blog!
Como prometido, e pela segunda quinta feira seguinte, vamos para a segunda postagem semanal do Blog do XaXim. Como prometido também, não falarei mais sobre religião, essa semana! Mas, nos inspirando em nossos queridos padres católicos, vamos falar sobre sexo!
Aposto que a maioria dos meus leitores já assistiram a um filme pornô. Acredito também que, dessas pessoas que assistiram, a maioria assistiu a mais de um, portanto poderão compartilhar comigo das idéias abaixo descritas!
Já notaram que para ser um roteirista desse tipo de filme não precisa de muita criatividade? Qualquer situação é motivo para começar o "Oh yes! Oh Yes!" ou o "Fuck my ass! Don't stop!"...
Chega dos roteiros comuns, dos clichês sexuais! Nós, eu, XaX Power, e o Guilherme, decidimos sugerir um roteiro para estes cineastas! Lembrando que, quanto mais próximo de situações corriqueiras de nosso cotidiano as cenas forem, mais "interessante" é o filme! Acompanhem abaixo uma dessas situações.
Dona Marli (nome comum), uma quarentona de um metro e setenta e dois de altura, sessenta e um quilos bem distribuídos, cabelos morenos e compridos, pernas grossas e firmes, fruto das aulas de Pilattes, inteirona, divorciada, mãe de quatro filhos, dois casados, um na faculdade e outro que não quer nada com nada e que ainda mora com ela (situação de vida comum), está sentada em seu sofá assistindo a novela das oito (que não sei porque tem esse indicativo de horário já que estamos cansados de saber que ela só começa depois das nove) quando de repente ouve a campainha do vizinho tocar. Curiosa como sempre foi, corre para a janela para tentar ouvir o que se passa. Percebe que a conversa da Dona Zefa, uma senhora da terceira (ou porque não dizer quarta) idade, viúva  feia pra danar, se passa com um rapaz, de voz grave e muito simpática, com cerca de vinte e cinco anos. Divorciada a oito anos, não vê a hora de se insinuar para o tal gato, que ao longo da conversa ouvida pela janela, percebe que não é nenhum dos filhos, ou qualquer outro parente da Dona Zefa. Há esta hora, só pode ser aquele entregador de pizza gostoso da pizzaria do bairro. Já de pijama (leia-se calça de moleton surrada, camiseta de candidato político e meias velhas do filho) ela corre para o quarto, onde veste aquele velho baby doll, um tanto quanto curto, cobre-se com um hobby, também curto, e corre, despretensiosamente para a porta da sala, na esperança de dar de cara com o entregador gostosão de pizza.
Com os cabelos esvoaçantes, ela cruza toda a extensão da casa, sem fazer barulho pra não despertar interesse do filho que está no quarto, e alcança a porta da frente. Coração batendo a mil, mãos suadas, outras partes também suadas digamos de passagem, e pernas trêmulas. Finalmente, toma coragem, dá um último suspiro e abre a porta. Só nesse instante percebe que aquela voz grave e máscula é do enfermeiro manco e de aproximadamente cinquenta e uns de idade, que vem, periodicamente, medir a pressão de Dona Zefa, hipertensa desde a puberdade.
Enquanto isso, Junior, o filho caçula que não quer nada com nada de Dona Marli, alheio a toda a movimentação da mãe pela casa, está no quarto "pregando a pêra" na namoradinha de tudo quanto é jeito! Quarto este aliás, é onde deveriam estar as câmeras ao invés de ficar seguindo a triste história de vida de uma quarentona fofoqueira que fica prestando a atenção na vida dos vizinhos!
Espero que tenham gostado da sugestão! Não sujem seus teclados!

domingo, 4 de abril de 2010

Religiosidade ou mediocridade?

Bem na semana da ressurreição do homem mais famoso do planeta, a religião se fez presentes em várias situações embaraçosas. Como contei na postagem de quinta, em Franca, cidade natal deste que vos escreve, padres não resistiram a um dos sete pecados capitais. Em Santos, terra do rei Pelé e dos "meninos da Vila", mais um episódio, no mínimo embaraçoso.
Quem torna uma pessoa ídolo de alguma coisa? Quem torna uma pessoa famosa? Quem torna uma pessoa normal em uma celebridade? O público. O público tem esse poder. E quando falamos de público, ele engloba todos, sem exceção, todos os nichos da sociedade, sejam eles, ricos, pobres, normais, especiais.
Essa semana, fiquei surpreendido ao presenciar os "meninos da Vila" se recusando a visitar um lar de deficientes físicos. Segundo a acessoria de imprensa (leia-se testas de ferro), a visita não ocorreu devido a casa seguir a filosofia espírita e os visitantes serem evangélicos.
Alguém por favor me responda: e daí? A causa em questão ali não era a religiosidade. Era a socialização. Era a fraternidade, a humildade. Era o gesto de caridade que as pessoas que mantém aquela casa praticam, sejam elas espíritas, evangélicas, católicas ou até mesmo atéias. Pois para ajudar ao próximo, a religião é o que menos importa.
Infelizmente, o que será escrito aqui de nada adiantará. Nas proximidades da copa do mundo, muitas entrevistas serão mostradas com o "humilde" Robinho. Garoto pobre da periferia de Santos... Galvão Bueno deixará claro a "simplicidade" dos meninos da Vila quando for fazer alguma matéria com eles.
Teremos que engolir as frases feitas de que o sucesso não subiu a cabeça. Ou então fingir que acreditamos que eles nunca esqueceram suas origens pobres... E assim, após gols e belos dribles, os atos nada humildes e de uma arrogância extrema, serão esquecidos.
Prefiro acreditar que os motivos não foram os religiosos para que não praticassem um ato de humanidade com aquelas crianças, alheias às religiões que as cercam. Seria muita pobreza de espírito. Agora, se realmente foi este o motivo, não deveríamos mais chama-los, carinhosamente, de meninos da Vila. Seriam sim, na minha opinião nada carinhosa, os moleques da Vila.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Telhado de vidro!

É, isso mesmo! Postagem na quinta feira! Como prometido, o Blog do XaXim passa a ter duas postagens semanais, quinta feira e domingo! E novamente os compromissos profissionais atrapalharam a postagem do último domingo! Enquanto o Blog do XaXim não me pagar um salário, estamos sujeitos a essas falhas!
Bom, chega de desculpas! Partamos para a postagem!
Ironicamente, não foi só o Blog do XaXim que cometeu falhas esta semana. Na não tão pacata mais Franca do Imperador, os ares irlandeses se fazem presente. Mas não são a umidade ou os ventos frios ou a presença do Bono Vox ou dos Hooligans que trazem tal semelhança. A semelhança está no corpo episcopal da cidade.
Assim como na Irlanda, nossos padres surtaram! O celibato não mais é uma regra a ser rigorosamente respeitada. "Famosos" padres deram para sair do armário. Infelizmente, escolheram os parceiros errados, meninos!
Defensora dos bons costumes e da moral, a Igreja Católica vem se mostrando inerte a toda essa situação. Outros padres preferem optar pelo companheirismo da batina à realmente exercer suas funções, como orientadores da sociedade. É muito mais fácil acreditar que uma denúncia, ou uma confissão, seja coisa de "moleque" do que acusar um colega de terço.
Confesso que realmente é difícil acreditar que um bom velhinho seja capaz de tais atos. Confesso ainda que a menor desconfiança disso, faz cair por terra toda a seriedade do trabalho que a igreja se propõe a fazer na sociedade. Porém, como em todos os nichos, não podemos generalizar. Nem todo padre é pedófilo, assim como nem todo tatuado é marginal, nem todo mal vestido é pobre e nem todo corintiano é bandido. Tá bom, nessa última comparação eu forcei um pouco a barra...
Mas, infelizmente neste caso, a ação de um número pequeno de indivíduos dessa categoria, abala, e muito, a credibilidade da instituição como um todo. Porém, estes poucos indivíduos não são os únicos culpados. Seus colegas, omissos, fazem de toda a instituição culpada.
Outro ponto fraco da instituição Igreja Católica moderna, é a preocupação com a imagem, com o status que seus padres querem ocupar hoje em dia. O voto de pobreza, a simplicidade que lhes é conveniente, não são mais regras a serem seguidas, assim como o celibato, pelo visto.
Padre bom (se é que dá pra classificá-los em bons ou ruins, como se fossem funcionários) de hoje, não é aquele que tem em seu "curriculo" boas ações perante a sociedade. Padre bom, pra ser chamado para uma cerimônia, seja ela de casamento ou batizado, por exemplo, é o padre que "fulano de tal" conhece. Por causa desse status quo almejado (e muitas vezes alcançado), fico cético quanto a suas desculpas, esfarrapadas ou não.