Voltei a jogar basquete! E voltei animado, duas vezes por semana, segunda e terça feira. Duas turmas distintas! Digamos que a faixa etária também!Sempre gostei de basquete. Criado em uma família e uma cidade que respira basquete, não tinha como não gostar. Agente até brinca com o pessoal de fora que, em Franca, quando nasce uma criança, os médicos os jogam na parede para chorar. Se ficar grudado, basqueteiro. Se cair ao chão, sapateiro! Acho que fiquei pendurado!
Confesso que o gás não é o mesmo de dez, quinze anos atrás. Na época, nas quadras do SESI, E.E.P.S.G. Barão da Franca ou da Clínica Francana de Basquetebol, dava briga pra não ficar no banco! E nessa época ainda eram quatro quartos de doze minutos cada e mesmo assim os técnicos da época sofriam pra escolher quem jogaria e quem seria "ripa"! Sr. Ivan, Dona Rosa, Sandrinha do Internacional, Jorge Guerra (o famoso Guerrinha do Bauru, hoje), Michel Cury (ou Michel da Exercícius), Celso Bota, Jesiel, Jamil... todos esses foram os técnicos com os quais aprendi a jogar e guardo de cada um, até hoje, alguma dica.
Mas não foi apenas em "escolas" que aprendi a jogar. Lembro como se fosse hoje, quando acompanhava meu pai à casa do "Piu" toda segunda feira, quando eles jogavam. Na época, o XaX era pequeno, não tinha nem quinze anos e não podia jogar! Dava até febre de vontade de jogar e os "chatos" dos adultos não nos deixavam jogar! No máximo, ficávamos de gandulas! Hoje, alguns anos depois, faço parte dos "chatos" que não deixam a molecada jogar!
Confesso que hoje jogo com mais técnica do que preparo físico! Aqueles contra ataques fulminantes, rápidos e certeiros não são mais os mesmos! Aquela defesa forte e ágil já não tem mais a mesma eficácia!
Por outro lado, os erros bobos quase não existem. Passes errados ou andadas não fazem parte do nosso jogo! Raramente ocorrem.
Hoje não jogamos mais os quatro quartos de doze minutos completos! No máximo são partidas de doze pontos ou oito minutos! E se ganharmos duas seguidas, haja joelhos pra aguentar a terceira seguida!
Mas estamos aí, de pé, ensinando os mais jovens o que é se jogar um bom basquete! Sem frescuras, sem "micagens" como diria meu brother Osvala. Defesa bem posicionada, ataques coordenados e chutes seguros! Nada de cross overs ou qualquer outro drible da moda, as costas não aguentam! A finta fica por conta do bom e velho giro protegendo a bola, sem olhar para o chão, claro!




