domingo, 31 de janeiro de 2010

Um dia de gerente!

Cinco e meia da manhã. Escuro ainda, me levanto e vou ao banheiro, ainda sonolento! Tomo cuidado para não errar o alvo! Volto, aliviado, e parto para o banho, mais para acordar do que para limpar.
Banho tomado, parto pra cozinha, tudo isso silenciosamente, Pretinha ainda dorme. Abro a porta da varanda, recebo um abano de um "cotoco" de rabo como bom dia! A espera do biscoito matinal, Pandora não pula, mas é visível a alegria de ver o dono, de novo, como no dia anterior.
Um copo de leite, três colheres de Toddy, trinta segundos no microondas. Pronto, café da manhã! Também nessa hora, preparo o café da Pandora, repondo a ração comida no dia anterior. Água trocada também!
Escovar os dentes, checar a necessaire, fechar a mala. Depois disso, não tem jeito, tenho qe acordar a Pretinha. Mas não precisa levantar, é só um beijinho de bom dia, misturado com uma breve despedida.
Ainda escuro, já são quase seis da manhã. Pandora me acompanha até o carro, cheira o porta malas quando aberto e deixa eu colocar a mala, junto com a mochila do notebook, ferramenta de trabalho.
Carro ligado. Portão automático aberto. Marcha ré. Portão automático fechado. Estrada, companheira, aí vou eu. Francisco Marques, Padre Conrado, Avenida Santos Dumont, Candido Portinari, Prefeito Fábio Talarico. Depois disso, rumo a Passos, uma hora e cem quilômetros ainda tentano acordar! O sol já se faz presente.
Primeiro pedágio já se aproxima, o "sem parar" poupa meu tempo. No trevo de Pinhuí, sempre a mesma dúvida: mesmo caminho, ou o caminho mais longo? Apesar da dúvida, mesmo caminho.
Estrada vazia, geralmente um blues no rádio. "Ride with the King" é o preferido. Represa de Furnas, não tem como não se animar com a paisagem, principalmente nessas primeiras horas da manhã. Belezas naturais para trás, obras pelo caminho. Nunca um governador mineiro fez tantas obras rodoviárias. Nós, amantes da estrada, agradecemos!
Alfenas chegando. Outro momento de dúvida: por Nepomuceno, mais rápido? Ou o mais longo, por Varginha? Dessa vez o mais longo vence! Em Paraguaçu, parada obrigatória para o café da manhã nas "capozudas"!
Barriga cheia. Sol a pino, são quase dez da manhã. O caminho até Varginha já fica mais agitado. Escapadinha no atalho aprendido depois de um erro de caminho em viagens passadas... Um pouco mais de meio tanque já se foi. Parada no último posto onde o álcool tem um preço decente. O frentista também curte "Barão Vermelho", que toca no rádio nessa parada.
Abastecido e alongado, Três Corações. Alguém já reparou que a estátua em homenagem ao atleta do século é meio clarinha? Depois da repetida observação, Fernão Dias nos traz uma vaga lembrança das rodovias paulistas. O próximo pedágio também...
Muitas curvas tangenciadas imitando piloto de fórmula um e ouvindo "Pitty ao vivo", Lavras e sua terrível travessia nos aguarda... Já está perto da hora do almoço e o Jorge, que me espera para o mesmo, já ligou, reclamando porque ainda não cheguei. Como sempre!
Uma hora mais tarde, depois de ter xingado vários buracos acertados, São João Del Rei. Uma hora da tarde. O cafezinho das "capozudas" já foi digerido, assim como a garrafinha d' água...
Quinze para as duas da tarde, Barroso. Vocês sabiam que a maioria do cimento usado na construção civil sai desta cidade? Retorno feito, velha Maverick admirada no ferro velho às margens da rodovia, avenida que nos leva a Dores de Campos.
Mais quinze minutos de uma bela rodovia, sem movimento. Fábrica do cliente avistada, destoa da paisagem da cidade. Primeiro quebra molas. Segundo quebra molas. Terceiro quebra molas. O cheiro da comida da Dona Norma já se faz presente dentro do carro, com as janelas abertas e o ar condicionado já desligado. Almoço, rápida sesta, atendimento VIP ao cliente!
I love my job!

domingo, 24 de janeiro de 2010

Delírios de um caipira em São Paulo!

Em semana de São Paulo Fashion Week, aproveito também para fazer uma singela homenagem a essa cidade! A maioria das pessoas que me conhecem sabem que sou apaixonado por São Paulo, apesar de todos os seus defeitos. Porém, nunca tinha escrito sobre ela aqui no blog. Pois bem, chegou a hora!
Antes mesmo de chegar à cidade, seguindo a trilha, hoje asfaltada, dos Bandeirantes, você já percebe a mudança de ares. E essa mudança em nada tem a ver com o céu cinzento, consequência do progresso alcançado ao longo de seus 456 anos. A mudança de ares a que me refiro é o da velocidade. A calma e tranquilidade do interior ficam para traz quando se atravessa o limiar do monumento da Bandeirantes, que por sinal tem sua autoria gaúcha, denunciando a receptividade que esta cidade tem com seus Imigrantes, nacionais ou estrangeiros.
Mas nosso tour rumo ao coração dessa cidade, assim como um de seus homenageados, tem um início Marginal, nesse caso, do Tietê. Marginal ou não, partimos pela via que homenageia Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, que ironicamente, abriga uma ROTA que prima pela ostensividade em suas ações, iluminada, nem de tão longe assim, por uma Luz, simbolizada por uma Estação.
Tiradentes, assim como na história, é precursor da República e de seus aprazíveis Largos, do Arouche e do São Francisco. Seguindo mais adiante, ao seu final, temos a opção, assim como no calendário, através das datas 23 de maio ou 9 de julho, presenciar mais adiante duas fases da evolução Paulista, eternizadas através de sua principal via.
Mas adiante, com o auxílio novamente de Pedro Álvares Cabral, chagamos a Brasil, que nos leva a outro homenageado, dessa vez o baiano Antônio Pereira Rebouças Filho, eternizado através da avenida que leva seu sobrenome. Nesse ponto de "desembarque" da Brasil, a Consolação já ficou para traz. Mas nem por isso a tristeza pode tomar conta do tour, já que mais adiante, sob a proteção de outro homenageado, dessa vez deixando o "bairrismo" de lado, o carioca José Vicente de Faria Lima, Brigadeiro, vislumbramos o resultado econômico de todo esse progresso. Sua via, assim como sua profissão, nos permite apreciar belezas diferentes fisicamente, mas de igual esplendor. Enquanto que pelos ares ele apreciava a beleza do azul do céu, em sua via apreciamos a beleza dos arranha céus, imponentes, demonstrando o verdadeiro significado de progresso.
Transpondo a riqueza da Brigadeiro, retornamos à vida Marginal, dessa vez, do Pinheiros. Como na vida, a marginalidade abriga diversas Nações, Unidas ou não. No nosso caso, essa Nações Unidas, assim com a marginalidade do Pinheiros, nos leva de volta a nossas origens, assim como o jovem Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, o fez, a quase 300 anos atrás ao abrir a sua própria trilha!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Mulher pra todos os gostos!

Bom domingo galera! Hoje, infelizmente, o time de nossa cidade, o vitorioso Franca Basquete, sucumbiu diante da competência do Paulistano! Estamos fora da final do Paulista 2009/2010!
Mas nem tudo foi perdido neste jogo, ao qual fui assistir ao vivo do Pedrocão! Dessa partida, saiu o tema da postagem de hoje: tipos de mulher!
Pois bem, em determinado lance do time adversário, umas fãs dos jogadores daquele plantel, exaltaram-se na comemoração. Resultado, a galera local caiu matando! Isso é normal em qualquer tipo de esporte. Porém, o que mais me chamou a atenção, foram algumas mulheres e meninas agindo de forma tão "máscula", pra não dizer vulgar. Xingamentos que deixariam qualquer membro da Gaviões da Fiel com vergonha, foram proferidos pelas "patricinhas" e "senhoras distintas" de nossa sociedade.
Com base nestas cenas que presenciei hoje, classifico abaixo, exemplificando através de situações corriqueiras, os quatro tipos de mulheres que encontramos hoje em dia. Compartilhem comigo dessas opiniões!
Todos nós já presenciamos a cena em restaurantes ou bares, de quando uma mulher na mesa chama a outra para ir ao toillet (vulgo banheiro). Nessas situações, podemos decifrar a qual tipo cada mulher faz parte. Uma mulher fina (primeiro tipo de mulher), discretamente avisa a apenas um dos convidados da mesa: Com licença, vou retocar a maquiagem. A mulher comum (segundo tipo), sem rodeios, avisa a todos na mesa: Vou ao toillet! Já a mulher vulgar (terceiro tipo), em meio a risadas, lança mão de uma frase de sentido figurado pertencente ao vocabulário masculino: Vou ali tirar a água do joelho! Agora, a mulher depravada (quarto e último tipo), passa a ficha completa de tarefas, em meio a gargalhadas: Vou colocar a menina pra chorar e matricular o 'Pelé' na natação!
Dentro do fechado círculo que é o banheiro feminino, a situação é mais explícita! A mulher fina, nada diz. Entra, faz o que tem que fazer e sai, calada. A mulher comum, antes de sentar no "trono", já reclama: Essa calcinha me incomoda! A mulher vulgar, é mais efusiva: Eu odeio essas cacinhas que enfiam no rego! Já a mulher depravada, reclama em bom, alto e nada fino, português: Eu tenho ódio dessas calcinhas enfiadas no cú!
Muitos de vocês se questionaram como classifica-las na situação do banheiro, já que não temos acesso a esse ambiente. Acalmem-se! Após retornarem do toillet e finalizarem o jantar, temos nova chance em que podemos classificá-las. A mulher fina elogia, com classe: O jantar estava ótimo! Estou satisfeita. A mulher comum é mais contida na reação: estou satisfeita. A mulher vulgar, é mais 'popular': Tô cheia! Agora, com toda "classe" que lhe é peculiar, a mulher depravada faz questão de exaltar o quão satisfeita ficou: Nossa, comi até o cú fazer bico!
Outra situação em que podemos relacionar cada uma à sua devida classe, é quando elas procuram por um amigo em uma festa ou evento. A mulher fina é discreta, educada: Com licença, você viu o Pedro? A mulher comum é mais ansiosa e informal: Cadê o Pedro? A mulher vulgar esquece a discrição: Pedrooooooo!!! Agora, a mulher depravada, é um exemplo de discrição e educação: Caralho! Onde o viado do Pedro se meteu? cacete!
Após o jantar, a chance de uma 'esticadinha' para o apartamento dela surge! Nessa hora, mais do que nas anteriores, é possível classificá-las, principalmente se o camarada brochar! A mulher fina, entendendo que isso é uma coisa que pode acontecer com qualquer um, consola: Calma amor, isso acontece. Fique tranquilo. A mulher normal, preocupa-se: O problema é comigo? Estou gorda? Fiz alguma coisa errada? A mulher vulgar, começa a baixar o nível: Você já trepou hoje com alguma vadia? Agora, jogando o nível no subsolo, vem a mulher depravada: Caralho! quer que eu faça um fio terra em você?!
Basicamente, são esses os quatro tipos de mulheres que encontramos hoje na rua! Na próxima balada, cuidado! Você pode ser surpreendido por um dedinho 'amigo'!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Educação vem de berço!

Boa noite senhoras e senhores! Hoje, domingão, quente, dia de postagem!
Essa semana tive mais uma ótima notícia sobre o herdeiro. Ou melhor, herdeira! Sim, isso mesmo, no ultrassom, aparece uma linda "pererequinha"! A torcida geral era para uma menina mesmo, principalmente a torcida da avó paterna que por acaso também é minha progenitora, vulgo minha mãe! Na postagem de hoje, por ela ter acertado o sexo do anjo, homenageá-la-ei!
Tudo que sei até hoje, grande parte aprendi em casa. Todos os valores que tenho hoje, grande parte aprendi em casa. Nunca fomos uma família perfeita, afinal, qual família é perfeita? Mas de uma coisa me orgulho, a hipocrisia, nunca passou perto de nossa casa! Sempre foi tudo preto no branco! Sendo assim, seguindo os ensinamentos de minha mãe, espero passar a educação aprendida em casa para minha filha. Vamos aos exemplos abaixo.
Antes de entrar na escola, em casa sempre aprendemos conceitos novos. Quando novos, meninos ainda, eu e meus irmãos sempre aprendíamos um conceito novo, principalmente sentados à mesa do almoço. Certa vez, ao depararmos, extremamente contrariados, com um saboroso prato de brócolis com almeirão, aprendemos o conceito de contradição: "Fecha a boca e come logo!"
No supermercado, quando queríamos alguma guloseima que não estava na lista e recebíamos um sonoro 'não' como resposta, o choro e a odiada "birra" eram ferramentas que sempre lançávamos mão. Porém, às vezes o tiro saia pela culatra. Nessas ocasiões, aprendíamos o conceito de paciência: "Calma molecada... Quando chegarmos em casa vocês cão ver só..."
Hoje, como a maioria que me conhece sabe, não tenho religião. Acredito em Deus, independentemente da regra que as religiões impõem aos fiéis. Mas nem por isso não tive uma orientação religiosa quando criança. A orientação religiosa também sempre esteve presente em nosso lar. Certa vez, após deixar cair um copo de leite com Toddy no tapete, ouvi o incentivo religioso de minha mãe: "Acho bom você rezar para essa mancha sair deste tapete!"
Em casa, sempre aprendíamos de tudo. Teóricas e práticas. Certa vez, após tomar um rápido banho pra não perder mais um capítulo inédito de Chaves, mamãe me ensinou a arte do contorcionismo: "Olha só essa orelha, que nojo!"
Artes, aliás, era uma das 'matérias' preferidas da mamãe. Certa vez, depois de quebrar a janela do vizinho jogando bolibete, e de minha bunda já ter recebido o corretivo, mamãe me ensinou a arte do ventriloquismo: "Não resmungue! Cala essa boca e me diz porque você fez isso?"
Mas quando crianças, não damos valor a esses ensinamentos. Na vida adulta é que percebemos o quão importante foram as 'aulas' práticas e teóricas que nossa mãe, sempre com muita paciência, ministrava a nós. Assim como um educado bom dia, um belo sorriso pode abrir muitas portas! Antecipando-se a isso, mamãe sempre me ensinou a valorizar meu sorriso. Não concordando algumas vezes com suas opiniões, sempre que me expressava contrário a elas, aprendia a valorizar meu sorriso: "Me responde de novo que te arrebento os dentes!"
Mas, na vida adulta, não só de sorrisos vive o homem. Temos que ter respeito a hierarquia, principalmente quando somos empregados e não patrões, bem como raciocínio lógico. Mesmo quando pequeno, mamãe já me ensinava o valor da hierarquia e estimulava meu raciocínio. Nas mesmas situações de discordância de suas opiniões, onde aprendi a valorizar meu sorriso, também era estimulado a usar meu raciocínio lógico e respeitar a hierarquia: "Porque eu digo que é assim! Ponto final! Quem é que manda aqui?!"
Enfim, agora que serei pai, pretendo também passar à minha qurida Maria Eduarda, o valor dos ensinamentos de nossas mães!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

2010, enfim, chegou! Eu prometo...

Fala galera! Primeiro dia efetivo de 2010 e a primeira postagem vem com um dia de atraso! Faz parte! Hoje muita gente começou a trabalhar só depois do almoço!
Primeiro dia do ano também serve para todos reafirmarem suas promessas de fim / começo de ano. Hoje todos contaram em seus empregos o que prometeram no estourar dos fogos. Mas, farei ao contrário nesta postagem não vou prometer nada, e saberão porque!
Não vou prometer entrar na academia. Essa promessa geralmente dura só até o Carnaval. Depois da bebedeira do sábado, domingo e segunda, a quarta feira de cinzas se estende até o fim do ano, quando a promessa de entrar pra academia é renovada!
Também não vou prometer perder peso, emagrecer. Quem aguenta as guloseimas das festas juninas? Ou então aquela feijoada completa, até com tábua de chiqueiro, na época de frio? Não tem como cumprir essa promessa de perder peso! Principalmente em ano de copa do mundo, motivo pra sair mais cedo do trabalho e tomar aquela gelada com a galera torcendo pra seleção canarinho.
Não fumo, mas se fumasse, não prometeria parar de fumar . Assim como a promessa de entrar na academia, é uma promessa com data para expirar. Ao primeiro sinal de stress, lá se vão dias e dias de chicletes, adesivos e outras porcarias usadas para substituir o vício de engolir fumaça... Imaginem eu, que estou a quatro meses de perder umas noites de sono, prometendo parar de fumar!
Outra promessa que está entre as 'top 10', e que também não farei, é a de guardar dinheiro. Outra promessa furada! Nem bem o ano velho se foi, logo no primeiro mês, uma enxurrada de contas, impostos, faturas de cartões usados para as festas de final de ano consome toda economia feita com o que restou da segunda parcela do 13º, já que a primeira foi usada pra cobrir o cheque especial e comprar umas "lembrancinhas" de Natal! Na verdade, prometo gastar meu dinheiro com tudo que eu, ou minha Pretinha, ou brevemente o herdeiro, quisermos. Guardar, só o que sobrar!
"Nesse ano, prometo não falar mal de ninguém!" Mentira! Talvez a promessa que seja quebrada mais cedo de todas! Não tem como segurar! Quem não gosta, em uma rodinha de amigos, falar mal de quem não participa desse círculo? Não é privilégio de homens ou mulheres, todos falam mal de alguém! Dessa maneira, escondemos nossos defeitos, pois conserta-los é muito mais difícil do que ressaltar os defeitos de alguém!
E por fim, a promessa mais feita de quem está tentando se dar bem na vida: "este ano, vou criar juízo!" É impossível de ser cumprida? Não, muito pelo contrário, é a mais fácil de todas. Porém, já experimentei criar juízo e, acreditem, é sem graça! A vida fica monótona! É possível se dar bem na vida, honestamente, sem criar juízo! Eu garanto!
Portanto, caros leitores, esqueçam as promessas. Vivam! Se a vida fosse para ser vivida seguindo regras do que é certo ou errado, nasceríamos com um manual!