Hoje é muito fácil todo mundo expor sua opinião. E eu particularmente gosto dessa facilidade. Através da exposição da opinião é que conhecemos um pouco mais das pessoas. Durante a exposição de uma opinião, raramente a pessoa "atua" como é possível presenciar em outras ocasiões onde ela pode se "esconder" atrás de um tipo que não é o seu verdadeiro.
Porém, com a facilidade da exposição das opiniões individuais, fica cada vez mais evidente a vontade de todo mundo em criticar algo ou alguém, com base em sua opinião individual (que nem sempre é coerente). Aí é que mora o perigo, pro criticado e para quem emite a crítica.
Ninguém gosta de ser criticado. Seja construtivamente ou não. É muito decepcionante você receber uma crítica por algo que fez acreditando piamente que era a melhor maneira de ser feito, com base em seu ponto de vista. Quando alguém nos critica, só nos mostra que, talvez, o nosso modo não é o melhor ou não é o correto.
Daí vem a necessidade da auto afirmação e, nessas horas, aquela máscara que tiramos quando emitimos nossa opinião tem que estar realmente fora de nossos rostos. Temos que estar fora de um eventual "personagem" para defendermos nossa posição criticada com um embasamento que não seja dubiamente passivo. Quando, na maioria do tempo em que convivemos socialmente, interpretamos uma personagem que não somos de verdade, essa tarefa de rebater às críticas comprovando nosso ponto de vista é extremamente árdua e contraditória.
Quando temos a personalidade bem definida, as críticas magoam, nos contrariam, porém não nos convencem a aceita-las e tomá-las como certas. Nem sempre quem critica está certo. A crítica pode servir de escudo para esconder uma deficiência que o crítico não vê em sua "vítima" e, através dela, é mais fácil ressaltar o defeito alheio do que o seu próprio.
"Ah, mas temos que ter a humildade de saber receber uma crítica." - vai me dizer um politicamente correto. Palhaçada! Ninguém precisa encarar qualquer crítica com humildade, mas sim com a razão, absorvendo e raciocinando de forma clara e não sentimental. A parte sentimental da aceitação da crítica já está embutida nas próximas ações do criticado. Se ele for o "mascarado", no momento de agir contra a crítica, a explicação e argumentação (muitas vezes furada) se sobressairá às ações que realmente comprovam que a crítica não procede. E aí, meus caros leitores, é que presenciamos àqueles intermináveis e desesperados "mimimis", hoje, mais evidentes nas redes sociais...
Se tiver convicção que a crítica não procede - e geralmente quem não usa máscara a tem - receba-a, trabalhe-a e devolva-a. De preferência com um sonoro "chupa" ao crítico.

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