domingo, 26 de fevereiro de 2012

A "arte" imitando a vida real após o horário nobre.

Fim do Carnaval (que pra mim, hoje, não passa de um pseudo feriado que só serve para desinteirar meus dias de férias), voltamos às atividades!
Acho que todos que seguem o blog já sabem que assisto sim a programas como o Big Brother Brasil. Aliás, a programas como ele não, somente a ele que eu "perco meu tempo" assistindo. Tenho a curiosidade sobre a vida alheia e gosto do formato comercial do programa como forma de merchandising, fazendo jus ao meu diploma universitário.
Muita gente não gosta. Respeito, até porque não gosto de muita coisa que para alguns segmentos da sociedade é unanimidade e referência de coisa boa. Porém, acreditem se quiser, na minha opinião nada humilde, programas como o Big Brother Brasil tem sim seu papel social. Aos puritanos e "esclarecidos" de plantão, seguem abaixo os meus argumentos para fundamentar minha opinião.
Nessa edição do programa, os pudores fora totalmente perdidos! É um tal de uma ficar com um, com outro e com o um de novo que não dá pra acompanhar tamanha ausência monogâmica! Antes que você comece a se perguntar qual a função social disso, respondo. O que vocês acham que rola nas festinhas que seus filhos e filhas vão todo final de semana? Nada muito diferente do que vemos na tela da TV, ou seja, muita bebida, nenhuma vergonha na cara e uma liberdade que beira a libertinagem.
Outra característica social atual que fica bem claro no programa é a falta de caráter de alguns participantes. O "cada um por si" fica cada vez mais evidente a cada edição do programa e a cada dia que passa em nossas vidas. A honestidade, transparência e lealdade que sempre esperamos daqueles mais próximos, nem sempre é correspondida, sempre nos levando a uma decepção que, pelo menos na minha vida, já é esperada.
Agora, o que não é novidade para ninguém, desde a primeira edição do programa é que os participantes, em sua maioria, dependem muito da sua imagem para serem bens sucedidos. A moça que quase se acaba de tanto chorar porque recebeu uma saia "comprida" para uma festa é a clara prova de que hoje em dia, a aparência é sim fator determinante para o sucesso de alguns. Na "vida real" aqui do lado de fora das telas de imagens em alta definição, isso não é diferente. É como disse uma pequena postagem que li em minha time line do Twitter esses dias: "a luta para as prostitutas está cada vez mais injusta já que cobram por seus serviços em dinheiro, competindo contra pulseirinhas de camarotes VIPs hoje em dia".

domingo, 12 de fevereiro de 2012

A festa "barra pesada" do lado de lá.

É, nem o guarda costas conseguiu salvar a Whitney Houston. A dona da foice essa semana aumentou o cast do lado "de lá" com duas estrelas musicais, Whitney e Wando. O astro brasileiro, morreu decorrente a problemas "naturais" de saúde, até onde se sabe. Já a estrela norte americana morreu de causas ilícitas, assim como diversas outras celebridades musicais ao longo da história decepcionando milhares de fãs e se tornando mártires para outros milhares de (otários) fãs.
Eu tenho medo do futuro da criançada dos dias de hoje. Aquela velha e boa palmada na bunda ou uma "cintada" no lombo ganha por termos feito alguma arte ou alguma coisa errada hoje em dia é proibida e dá cadeia. Ao mesmo tempo, temos, e o que é pior, nossos filhos também tem, livre acesso a qualquer "mal exemplo" de conduta. É uma conta que no final, tem tudo para ter um resultado errado.
Se todos os ídolos tivessem o vício do Wando, estaríamos tranquilos, pois homem gostar (e muito) de mulher, nunca matou ninguém (a não ser que ela seja casada e o marido ande armado). Mas "vícios bons" como este não têm muitos influenciados nos dias de hoje.
É engraçado como após anúncios de mortes como a da Whitney Houston, ou Amy Winnehouse no ano passado, a legião de fãs cresce de uma hora pra outra. Todo mundo quer prestar sua homenagem, num ato que julgam ser cool, postando em suas páginas de relacionamento alguma citação, obra musical, foto, enfim, qualquer menção ao "ídolo" morto serve para se inserir no contexto social cibernético e ganhar algumas curtidas ou compartilhadas.
Até aí, tudo bem. Hoje também é muito comum querer aparecer a qualquer custo. Porém, o que me preocupa nessas ações é que cada vez mais, a vida desses mortos, ou, como prefiro chamá-los, suicidas, fica mais interessante para uma galerinha que até então nem sabia quem eram. Nesse ponto é que mora o perigo, pois, como são facilmente influenciáveis hoje em dia, os jovens acabam, partindo para a mesma trajetória que seus "ídolos" mortos percorreram.
Está com algum problema na vida? Ok, misture um copo de whisky com algum remédio para dormir, como fazia a dona de uma das mais belas vozes, Whitney Houston. Ah, quer relaxar depois de um dia estressante no cursinho pago pelos pais? Sem problemas, um baseadinho igual ao da Rita Lee resolve. Quer dar um upgrade na balada de mais a noite? Fácil! Abra seu "kit Amy Winnehouse" e corra pro abraço!
A dedicação em manter a boa forma nos treinos de um Michael Jordan, o excesso de competitividade de um Fernando Alonso, a boa educação e seriedade de um Kaká ninguém copia ou se inspira. É careta fazer parte do grupo que não curte um baseado, do grupo que sai de casa e volta consciente.
Por definição, ídolo significa "figura, estátua que representa uma divindade que se adora. Pessoa à qual se prodigam louvores excessivos ou que se ama apaixonadamente". Baseado nessa definição, imaginem quem ou o quê nossos filhos vão amar se continuarmos nessa toada.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Na falta de Q.I., usa-se o "QI"!

Se eu não me engano, já escrevi alguma postagem sobre rótulos aqui neste nada humilde blog, mas, sinceramente, fiquei com preguiça de procurar em que data foi para colocar o link aqui pra quem não leu... Bem, mas deixemos de lado essa enrolação e partamos para a postagem desse domingo!
Comecei minha carreira por indicação do meu pai, que trabalhou por longos vinte e sete anos na empresa onde estou a doze. Nunca escondi isso de ninguém e, por muitos anos, tive que saber conviver com o rótulo de filho de alguém nos corredores da empresa. Com muito esforço, trabalho e, principalmente, competência, soube me desvencilhar de tal rótulo. Para minha sorte, conheço bastante gente que passou por algo semelhante e, igualmente, se deu bem, superando as expectativas e rótulos.
Hoje, olhando para trás, vejo que o rótulo e minha vontade de me sobrepor a ele me ajudou e muito a crescer profissionalmente, sempre buscando alguma promoção por fruto do meu empenho. Infelizmente, não é assim pra muita gente. A rede profissional, ou, network é muito mais importante, para muita gente, do que o velho e bom companheirismo de trabalho e, infelizmente, funciona muito bem pra quem não tem tanta competência assim. E é muito mais frequente do que os casos semelhantes ao meu...
Não é de hoje que temos que presenciar aquele "mala" ocupar um cargo que, na corporação, todos sabem que não condiz com a capacidade dele, mas, por conta do maldito network bem feito, a privilegiada vaga caiu no colo dele.
Geralmente, esse mesmo "mala" não importa em ser apresentado como o "fulano, primo/amigo/namorada/filho/conhecido do ciclano importante". Para ele, além de não ser vergonhoso ter sua capacidade rebaixada por um falso status, a sua competência para exercer a função do cargo nunca foi sua primeira preocupação. O importante era estar lá, somente.
Porém, a pior parte não é ter que aturar a "mala" enquanto ela está no cargo. Mais cedo ou mais tarde, com a falta de resultados óbvia, a casa, ou a máscara, cai. E é nessas horas que vemos o tanto que a falta de caráter e orgulho próprio desse tipo de gente comprova o que a maioria sempre viu. A primeira atitude de defesa de um demitido nessas condições é, claro, apelar para o padrinho. Não importa, ao menos para ele, o motivo da demissão. Seu único argumento é o mesmo que o colocou no cargo, a indicação de alguém por qualquer motivo, menos a competência necessária.
Em minha carreira profissional, até agora ascendente, tive dois prazeres. O primeiro é me manter por tanto tempo em uma boa empresa para trabalhar e, por competência, subir gradativamente de cargo e ter minhas responsabilidades aumentadas. O segundo é, nesse mesmo tempo que estou na empresa, ter visto vários "filhos do maldito network" saírem com a mesma velocidade do que entraram!