domingo, 16 de novembro de 2014

Tic tac, tic tac...

A cada dia que passa tenho mais certeza que todos nós temos o dia certo da partida, ou passagem, como queiram. Esta semana, enquanto estava em viagem, recebi a notícia da morte de um ex colega de trabalho, Dr. Paulo, ou Paulim da dupla Téti e Paulim. Confesso que conheci somente a primeira versão, já que ele foi advogado da empresa onde trabalho, mas não menos divertido do que a versão músico da dupla, pelo que vi de depoimentos nas redes sociais, após sua morte.
Vítima de um acidente de carro, morreu na hora, no auge da vida pessoal e profissional. E foram pelas condições do acidente que reforcei ainda mais minha certeza descrita no começo da postagem. De madrugada, em um trecho sem perigo eminente e de uma forma totalmente inesperada ocorreu um acidente que o tirou a vida. Sabe daqueles acidentes que todo mundo se pergunta: "mas como?". Pois bem, o do Dr. Paulo foi assim.
Vivo na estrada praticamente, por conta do trabalho. Acidentes nós vemos a todo instante, com e sem vítimas fatais. Até escapamos por pouco de alguns. Mas este, por ser de um conhecido, de uma maneira como foi e onde foi, confesso que me deixou um pouco mais abaldo do que o comum.
Mas nada que me traumatizará. Continuo adorando viajar e dirigir ainda continua sendo uma das minhas paixões. Porém, o acidente envolvendo tragicamente o Dr. Paulo reforçou minha filosofia de vida: não passe vontade de nada! Pelo que ficou constatado, nunca sabemos quando chegará a nossa hora, mas, com mais este acontecimento (ou essa fatalidade), a cada dia que passa acredito ainda mais que o nosso dia já está determinado. E pra nossa infelicidade, não seremos avisados previamente.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

"35%" loading...


O dia de ontem deveria ser feriado! Pelo menos pra mim, vai... Trinta e cinco curtos anos já cumpridos

nessa curta, porém bem vivida, vida que me ensinou muita coisa. Não dá pra escrever uma biografia ainda, nem servir de exemplo, nem ter base pra aconselhar ninguém. Mas, para mim, já tenho muita coisa a seguir e outras não repetir.
Aprendi que cada um tem seus méritos e seus problemas. Seus sucessos e suas derrotas. Seja no âmbito pessoal quanto no profissional. As vezes esses meios se misturam... Mas pra cada um de nós, somos ganhadores e perdedores em vários acontecimentos de nossas vidas. Nas minhas trinta e cinco "temporadas", pessoalmente falando, tenho mais vitórias do que derrotas até agora! Porém, essas derrotas e/ou vitórias pessoais, as vezes incomodam outras pessoas. É normal isso. Todos nós seremos chatos pra alguém em algum momento da vida. Essa é a graça de(o) ser humano!
Também aprendi que relevar é muito melhor, e causa menos aborrecimentos, do que o embate. Não há coisa mais ignorante do que prolongar uma discussão, um mal entendido ou uma "picuinha". Em nossos "campeonatos vitais" já temos problemas naturais demais! Você procurar ou causar mais, é burrice. Percebi que meus trinta e cinco anos passaram muito rápido e tive muito tempo perdido com rusgas, apesar de poucas. Não pretendo gastar mais tempo dos próximos trinta e cinco com maus sentimentos, ou discussões.
Além das temporadas "jogadas", aprendi que dinheiro, apesar de eu ser extremamente capitalista e materialista, não pode ser o que move nossas vidas. Muita gente vai achar que endoidei depois de ler isso, através de um texto com minha opinião. Mas os trinta e cinco anos ensinam que, as vezes, mudar de opinião pode também ser um aprendizado. Mas não esperem me ver esbanjando, ou me endividando irresponsavelmente. O dinheiro não é meu principal objetivo de vida mais, mas nem de longe é meu inimigo! Ainda o quero por perto, ou ajudando a realizar minhas vontades.
Mas, nos trinta e cinco anos, aprendi que o melhor jeito (ou talvez o único) de melhorar uma pessoa é tendo um filho. A chegada da minha, Princesa Duda, me melhorou em muitos aspectos! Estou do "outro lado da mesa" agora. Agora entendo a dificuldade de servir de exemplo. A dificuldade de você ajudar a formar um bom caráter. A difícil e dolorida tarefa de você castigar para que não se repita algum erro. O melhor e mais difícil dos ensinamentos, porém, antagonicamente, o melhor dos prêmios, dos presentes.
A todos que me desejaram sinceramente os parabéns por mais um (ou menos um, depende do ponto de vista) ano de vida, meu muito obrigado! E até o ano que vem, rumo aos "3.6", se tudo correr bem!