domingo, 15 de julho de 2012

Nada se cria...

Seria hilária se não fosse absurda essa briga dos comediantes de hoje em dia pela autoria de piadas. Em tempos de tantos compartilhamentos inúteis nas redes sociais e a extrema necessidade de atenção das pessoas em geral, fica difícil alguém guardar para si alguma coisa, quanto mais o direito autoral sobre alguma obra.
É por esses e outros casos que acredito que tudo tem sua hora certa. Imaginem se tanta acessibilidade (e carência) fosse moda em outras épocas de criações muito mais importantes do que uma (as vezes sem graça) piada?
Tomando como exemplo um dos maiores sucessos de marcas do mundo, já imaginaram se em 1886 já houvesse a facilidade do Twitter ou do Facebook? Hoje com certeza a Coca Cola não seria tão valiosa já que, John Pemberton, criador da fórmula original (e sim, ela continha álcool!) em um momento de carência com certeza iria postar em seu microblog (@J_Pemberton): "Folha de Coca + Noz-de-cola + água carbonada = altos arrotos + gargalhadas! rs #Experimentem". Daí já era! De um sucesso de vendas, seria apenas mais um motivo para intermináveis vídeos de arrotos no YouTube.
Outro exemplo de obra que poderia facilmente ser copiada triando todo o "pulo do gato" por conta de uma necessidade excessiva de atenção seria a de Henry Ford. Imaginem a situação quando, em uma tarde ociosa no escritório diante de seu notebook, William C. Durant, fundador da General Motors, visse nas atualizações da sua página do Istagran (Durant'sPhotos) uma foto, com o efeito "Sutro", de seu arqui-inimigo Henry Ford fazendo um "joinha" diante da linha de montagem do famoso Ford T com a seguinte legenda: "Que artesanalmente o quê!". Com certeza teríamos hoje muito mais Camaros do que Mustangs nas ruas...
No entanto, algumas atrocidades ocorridas na história da humanidade também poderiam ter sido evitadas graças a exagerada atração de holofotes para si. O pequeno Adolph Hitler por exemplo, teria sido reprendido durante na juventude quando a postagem no seu Twitter (@HeilHitler) chegasse aos olhos da "OAB" da época: "Sabe por que não gosto dos Judeus? Porque na minha sala de aula não tem nenhum Argentino! #RafinhaBastosFeelings". Com certeza aquele processo movido por alguma família judia famosa da época faria com que o pequeno Adolf pensasse bem antes de fazer qualquer asneira de novo...

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