domingo, 22 de julho de 2012

O cúmulo da acessibilidade irrita!

Esses dias atrás eu li em algum tweet de alguém dizia que: "as redes sociais não te deixam mais idiota. Elas apenas deixam sua idiotice mais acessível aos outros". E, infelizmente, isso é verdade. Depois da facilidade em se ter um perfil em alguma rede social, quantas e quantas decepções com algumas pessoas vocês não tiveram?
Hoje em dia, tudo na internet é exagerado. Todo mundo ama todo mundo. Todo mundo sabe de tudo. Todo mundo tem a receita para uma vida melhor. E não se cansam de, irritantemente, divulgar, compartilhar, curtir essas "certezas" nas time lines.
Com isso, aqueles velhos ditados de cúmulos acabam indo por água abaixo. Muita gente nas redes sociais os superaram com uma certa facilidade. Tive o trabalho de fazer algumas comparações para que fique claro minha percepção.
Antes da tal acessibilidade ser tão facilitada, o cúmulo da burrice era apenas o de olhar pelo buraco da fechadura em uma porta de vidro. Hoje, depois de tantos perfis criados, deletados, recriados, o cúmulo da burrice passa a ser o de achar que através de postagens copiadas do Google e fotos bem acabadas no photoshop e também copiadas do Google são o verdadeiro modus operandi da vida, algo pra fazer de mantra...
Antigamente, quando agente estava na carência, o máximo que rolava era um som "mela cueca" nos fones de ouvido do Walk-man e, mais recentemente, nos Disc-mans e, mais recentemente ainda, nos Ipods. Porém, independente da tecnologia e da mídia usada, era uma carência solitária, sem encher o saco de ninguém. Hoje, além do cúmulo da carência não ser mais o de esperar uma testemunha de Jeová bater a sua porta para ter alguém com quem conversar, todo mundo fica sabendo. Hoje não basta estar carente, tem que conseguir ganhar unfollow de um grande número de "amigos virtuais" por causa dos "mimimis" (alguns ilustrados) na página do seu perfil!
Agora, além do carente e do exemplo de vida, o pior dos chatos "internético" é o chato que sabe de tudo! Esse faz o cúmulo da matemática, que é comer um X-Burger e calcular o X, parecer fácil pra qualquer um. Esse chato é o mesmo que corrige toda postagem com qualquer erro (por mais bobo que seja) achando que está prestando um favor a humanidade. Depois do chato.com, o cúmulo da chatice começa com "@" e, infelizmente, pode estar entre seus contatos!

domingo, 15 de julho de 2012

Nada se cria...

Seria hilária se não fosse absurda essa briga dos comediantes de hoje em dia pela autoria de piadas. Em tempos de tantos compartilhamentos inúteis nas redes sociais e a extrema necessidade de atenção das pessoas em geral, fica difícil alguém guardar para si alguma coisa, quanto mais o direito autoral sobre alguma obra.
É por esses e outros casos que acredito que tudo tem sua hora certa. Imaginem se tanta acessibilidade (e carência) fosse moda em outras épocas de criações muito mais importantes do que uma (as vezes sem graça) piada?
Tomando como exemplo um dos maiores sucessos de marcas do mundo, já imaginaram se em 1886 já houvesse a facilidade do Twitter ou do Facebook? Hoje com certeza a Coca Cola não seria tão valiosa já que, John Pemberton, criador da fórmula original (e sim, ela continha álcool!) em um momento de carência com certeza iria postar em seu microblog (@J_Pemberton): "Folha de Coca + Noz-de-cola + água carbonada = altos arrotos + gargalhadas! rs #Experimentem". Daí já era! De um sucesso de vendas, seria apenas mais um motivo para intermináveis vídeos de arrotos no YouTube.
Outro exemplo de obra que poderia facilmente ser copiada triando todo o "pulo do gato" por conta de uma necessidade excessiva de atenção seria a de Henry Ford. Imaginem a situação quando, em uma tarde ociosa no escritório diante de seu notebook, William C. Durant, fundador da General Motors, visse nas atualizações da sua página do Istagran (Durant'sPhotos) uma foto, com o efeito "Sutro", de seu arqui-inimigo Henry Ford fazendo um "joinha" diante da linha de montagem do famoso Ford T com a seguinte legenda: "Que artesanalmente o quê!". Com certeza teríamos hoje muito mais Camaros do que Mustangs nas ruas...
No entanto, algumas atrocidades ocorridas na história da humanidade também poderiam ter sido evitadas graças a exagerada atração de holofotes para si. O pequeno Adolph Hitler por exemplo, teria sido reprendido durante na juventude quando a postagem no seu Twitter (@HeilHitler) chegasse aos olhos da "OAB" da época: "Sabe por que não gosto dos Judeus? Porque na minha sala de aula não tem nenhum Argentino! #RafinhaBastosFeelings". Com certeza aquele processo movido por alguma família judia famosa da época faria com que o pequeno Adolf pensasse bem antes de fazer qualquer asneira de novo...

domingo, 8 de julho de 2012

Precisando de ajuda? Fale conosco!

Eu realmente gosto do que faço profissionalmente. Claro que, como qualquer pessoa que trabalhe, tem dias que não estou com saco nem para levantar da cama, o que dirá, ir trabalhar. Mas mesmo assim, gosto do que faço, gosto do meu trabalho.
Por sorte, vivemos em um mundo capitalista, o regime que me propicia exercer minha profissão de vender algo a alguém, precise ele ou, em algumas vezes, não. É também o regime que permite que outras profissões sejam necessárias como explico mais abaixo!
Muita gente vai questionar, principalmente quem não é do comercial (ou da Tropa de Elite, como nós mesmos, humildemente, nos chamamos). Mas a verdade é que, se não fosse por nós, de que adiantaria as outras áreas?
Por exemplo, o pessoal do financeiro. Como pagariam as contas sem o dinheiro das vendas do comercial? Vender não é tão simples quanto calcular juros, ou chorar um desconto. Vender requer um pensamento estratégico que vai além dos ativos, passivos ou de qualquer outra opção sexual pra concretizar o negócio!
Anexo aos economistas, o que faria o pessoal do crédito e cobrança se não fosse o comercial? De que adiantaria toda a austeridade do pessoal da cobrança se não houvessem boletos emitidos por conta das vendas do pessoal do comercial? De quem iriam cobrar para receber por algo se não pudessem contar com o poder de persuasão do pessoal do comercial? A seriedade dos cobradores é inversamente proporcional à simpatia dos vendedores!
O que ou pra quem promover se não houver ninguém para vender, senhores do marketing? Não vou desmerecê-los, até porque compartilhamos a mesma formação acadêmica, mas se não fossem os "caras" do comercial, não passariam, como disse meu amigo marqueteiro André "Turquim", de arquitetos de flyers! Da escola dos publicitários, os comerciais foram expulsos!
E, por fim, chegamos ao pessoal da produção. Imaginem o tamanho da área do estoque de produtos acabados que vocês teriam que administrar se não fossem "as máquinas" do comercial? Como fazer para que todo esse esforço de vocês cheguem ao alcance de terceiros? Não precisam nos agradecer, apenas não atrasem nossos pedidos! 
A observação acima também vale para o pessoal da logística que, se não fossem os "cavalos mecânicos" do comercial, andariam batendo caçamba e cabeça pelas estradas do país! Para uma boa lógica da logística, ações com nem tanta lógica do comercial!
O fato é que o mundo é do comercial e, se for necessário, vendemos ele também!