Se eu não me engano, já escrevi alguma postagem sobre rótulos aqui neste nada humilde blog, mas, sinceramente, fiquei com preguiça de procurar em que data foi para colocar o link aqui pra quem não leu... Bem, mas deixemos de lado essa enrolação e partamos para a postagem desse domingo!
Comecei minha carreira por indicação do meu pai, que trabalhou por longos vinte e sete anos na empresa onde estou a doze. Nunca escondi isso de ninguém e, por muitos anos, tive que saber conviver com o rótulo de filho de alguém nos corredores da empresa. Com muito esforço, trabalho e, principalmente, competência, soube me desvencilhar de tal rótulo. Para minha sorte, conheço bastante gente que passou por algo semelhante e, igualmente, se deu bem, superando as expectativas e rótulos.
Hoje, olhando para trás, vejo que o rótulo e minha vontade de me sobrepor a ele me ajudou e muito a crescer profissionalmente, sempre buscando alguma promoção por fruto do meu empenho. Infelizmente, não é assim pra muita gente. A rede profissional, ou, network é muito mais importante, para muita gente, do que o velho e bom companheirismo de trabalho e, infelizmente, funciona muito bem pra quem não tem tanta competência assim. E é muito mais frequente do que os casos semelhantes ao meu...
Não é de hoje que temos que presenciar aquele "mala" ocupar um cargo que, na corporação, todos sabem que não condiz com a capacidade dele, mas, por conta do maldito network bem feito, a privilegiada vaga caiu no colo dele.
Geralmente, esse mesmo "mala" não importa em ser apresentado como o "fulano, primo/amigo/namorada/filho/conhecido do ciclano importante". Para ele, além de não ser vergonhoso ter sua capacidade rebaixada por um falso status, a sua competência para exercer a função do cargo nunca foi sua primeira preocupação. O importante era estar lá, somente.
Porém, a pior parte não é ter que aturar a "mala" enquanto ela está no cargo. Mais cedo ou mais tarde, com a falta de resultados óbvia, a casa, ou a máscara, cai. E é nessas horas que vemos o tanto que a falta de caráter e orgulho próprio desse tipo de gente comprova o que a maioria sempre viu. A primeira atitude de defesa de um demitido nessas condições é, claro, apelar para o padrinho. Não importa, ao menos para ele, o motivo da demissão. Seu único argumento é o mesmo que o colocou no cargo, a indicação de alguém por qualquer motivo, menos a competência necessária.
Em minha carreira profissional, até agora ascendente, tive dois prazeres. O primeiro é me manter por tanto tempo em uma boa empresa para trabalhar e, por competência, subir gradativamente de cargo e ter minhas responsabilidades aumentadas. O segundo é, nesse mesmo tempo que estou na empresa, ter visto vários "filhos do maldito network" saírem com a mesma velocidade do que entraram!
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