domingo, 6 de novembro de 2016

Apenas um espermatozoide de 37 anos!


É engraçado que, mesmo perto dos quarenta, não me vejo, pelo menos psicologicamente, tão perto assim. Fisicamente, talvez. Já eram os cabelos. Aquela barriguinha não me abandona tão facilmente. Já era o basquetinho duas vezes por semana sem sentir, nessa ordem, a lombar/joelho/tornozelo. Mas os "quarenta anos" com toda a carga de experiência e, parafraseando o Tite, toda aquela "adulterabilidade", ainda me parecem muito distantes.


Tá certo que vai mudando um pouco as irresponsabilidades, assim como as responsabilidades. Mas ainda me vejo o mesmo "moleque" que começou o Tiro de Guerra, em 1998. De novo, o físico condena. Nessa remota época, eram, pelo menos, trinta quilos a menos sobre os joelhos. Puro pescoço e gogó! Mais nada. Mas ainda tenho aquela mentalidade jovem. Ainda faço planos pra daqui-não-sei-quanto-tempo na esperança (e quase certeza) de que irei cumpri-los.

Óbvio que as contas de agora não tem a mesma mentalidade, origem e finalidade. Minha responsabilidade não é apenas ensinar meu finado "filho" Pony, um simpático vira latas, a cagar e mijar no lugar certo. A filha "da vez" já sabe onde fazer essas coisas, mas não pára por aí. Tenho muito que, ao menos, tentar ensinar a ela ainda e por muitos anos a frente. Até agora, me parece que estou tendo sucesso, porém, com uma bela ajuda da mãe (essa sim já parece ter ultrapassado a barreira dos quarenta, mentalmente falando, pelo o amor de meus rins que serão socados caso ela entenda que estou falando fisicamente!!!). Assim como a origem/finalidade das contas, a ajuda é outra...

Tá certo que lá em 1998, a ajuda que tinha ao meu alcance, nem sempre foi levada a sério. Mas é a natureza. Enquanto não nos tornamos pais, a opinião dos nossos pais, muitas vezes não faz sentido pra nós, o que, pelo menos na época, acreditamos que nos credenciava a não segui-las. Por sorte, não sofri nenhuma consequência grave por essa negligência. Se a vida realmente começar aos quarenta, certeza que os mesmos conselhos de 1998 serão seguidos com muito mais afinco, em 2019! Espero poder ouvi-los ainda!

Enfim... Meus trinta e sete anos de hoje, mesmo já tendo vivido e visto muita coisa, ainda parecem recentes. Tenho a sensação (e o desejo) de ainda serem só o começo de uma vida, que, assim como dizem, está por começar. Daqui a três anos! Enquanto isso, enquanto não "nasço", vou aqui sobrevivendo a essa "punheta" que é a vida, antes dos quarenta!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Erre. Assuma. Aprenda.

Certa vez, quando tinha acabado de mudar de função na empresa onde trabalhei, sem saber nada da nova função, diga-se de passagem, ouvi do meu novo gerente a seguinte orientação: "não tenho muitas diretrizes. Não fico vigiando nem pegando na mão. Só te peço uma coisa: se você errar algum dia, assuma seu erro e sempre ficarei do seu lado!". Sabe aqueles ensinamentos que você leva pra vida? Então, esse é um desses que tenho como minhas diretrizes, profissionais e pessoais.

Um dos grandes problemas que temos nas relações humanas, em qualquer esfera, é a pessoa que errou não assumir seu erro. Não sei porque, mas a grande maioria prefere não assumir, tendo uma falsa sensação de que o problema vai se auto resolver. Sabemos que não é bem assim.

A partir do momento em que você assume que errou (com a devida importância e seriedade), você já está no caminho para resolve-lo.

Me apropriando de um dito popular, "quem fala a verdade, não merece castigo". Concordo plenamente! Quando a pessoa assume que errou, ela, além de já estar no caminho para a busca da solução, ela também já está sob um certo tipo de castigo. ninguém planeja algo pra dar errado. Quando você erra, algo saiu errado, por algum motivo, voluntário ou não. Assumir esse erro é aprender com ele.

Mas, assumir não implica automaticamente em aprender. Não tomem isso de regra. Não adianta nada o camarada errar, assumir e tornar a cometer o mesmo erro. A tomada de responsabilidade pelo erro, sem que ele aprendesse a como não comete-lo novamente, é em vão, assim como não assumir que errou. Já beira a imprudência!

Todos nós erramos. Em algum momento da vida. Alguns mais graves, alguns nem tanto. Assuma seus pequenos e grandes erros. Os pequenos assumidos, servem de lição. Os grandes assumidos, acabam se tornando pequenos!

P.S.: o gerente ao qual me referi no início da postagem se chama José Roberto Barbieri (ou Barbie para os íntimos)! Exemplo de dedicação, autenticidade e honestidade que também levo pra vida!