domingo, 25 de dezembro de 2011

Então é Natal! Vamos pecar!

Eu acho que Natal tinha que ter idade limite para ser comemorado. Sim, idade limite. Com tanta asneira que vejo nos dias de hoje, apenas a inocência das crianças é que têm sentido nessa época do ano.
O Natal, uma festa cristã, é usado como desculpas pra tudo, inclusive por quem não é lá muito cristão (e este blogueiro se inclui nessa categoria). Nesse período extremamente comercial tudo tem ar de mudança, de uma maior tolerância, de uma simpatia extrema de todos para com tudo e todos. Nunca tivemos tantos "bons samaritanos", principalmente com a expansão da inclusão digital e a popularização das redes sociais. É tanta mensagem "sincera" de feliz Natal que as vezes tenho saudade dos emails com os cartões virtuais...
Mas, pensando pelo lado religioso do negócio (negócio no sentido comercial da palavra), o Natal é a época do ano onde os temíveis sete pecados capitais são mais cometidos. Como tudo é permitido nessa época do ano (as vezes até mais do que no Carnaval), tudo é relevado pelo "espírito natalino presente no coração das pessoas".
Pegando o gancho do real significado do Natal no século XXI, a avareza toma conta geral. Lojas e estabelecimentos abertos até mais tarde, ultrapassando o horário normal de funcionamento apenas para "ajudar" quem não teve tempo de comprar presente antes... Tá bom, acredito! O único significado de ficarem aberto é só o lucro maior (ainda mais porque tudo sobe nesses dias que antecedem os dias festivos). Ninguém mais guarda o dia do nascimento do filho do Homem.
Outro pecado muito cometido (talvez o mais) nessa época do ano é a tal da gula. Ainda com a ajuda das redes sociais, vemos todos reclamando, no dia seguinte a ceia, do tanto que estão "estufados", cheios, de ressaca. Até os mais beatos não resistem a esse pecado, diante de uma mesa farta de comidas e bebidas que têm a "obrigação" de serem devorados, pois, segundo o senso geral do espírito natalino, tem gente que não tem isso pra comer e evitar o desperdício é uma forma de ajudar esses necessitados.
Logo em seguida a gula e quase intrínseco, vem a preguiça. Depois de encher o "rabo" de carnes (e em alguns casos, nos dias de hoje, no sentido literal da frase), quem consegue levantar do sofá no dia seguinte? Ressaca, mal estar, ou seja, preguiça é o consenso geral no pós festa. E não achem que isso é tratado como pecado. Não, muito pelo contrário. Quanto mais explícito for esse sentimento, mais legal a pessoa é em relação ao seu círculo de convívio.
Como uma coisa leva a outra, a vaidade é aqui o pecado da vez. Não basta exagerar em tudo até agora. Temos que mostrar com as fotos tiradas pelos nossos super hiper mega celulares comprados em dezoito vezes sem juros no cartão de crédito o quanto estamos "satisfeitos" em nossos sofás. E que venham os comentários e "curtidas" nas fotos "espontâneas"... Nosso ego agradece.
"Nossa, você viu o que fulana ganhou de presente do marido dela?". Não basta fingir simpatia por todos na festa. Temos que denegrir alguém ou alguma ação de alguém. Aquele primo simpático não merecia ter se casado com aquela "piranha bonita e magra", tão logo, interesseira. Ou então, aquele cara que ganha mais porque estudou ou se esforçou mais do que muita gente pra ocupar o belo cargo e ter esse belo salário e poder comprar o carro do ano só faz isso pra se mostrar. A inveja talvez seja o pecado que ignora a época do ano pra se mostrar, mas aqui ela se evidencia com muito mais frequência.
Da luxúria não preciso falar muito. Antecessor da inveja, a luxúria se faz presente nos preparativos para as festas. Aquele decote mais ousado para mostrar (e causar inveja, de preferência) o belo par de próteses de silicone pagos pelo marido hoje é comum nas festas. Principalmente das festas da high society, os que se auto denominam como mais esclarecidos da sociedade. Apenas durante a missa rezada pelo padre pop star do momento é que um pedaço de pano talvez disfarce o exibicionismo.
Pra finalizar, fiquem tranquilos. Este natalino blogueiro não está expressando sua ira. Muito pelo contrário. Talvez, para alguns leitores, a ira venha depois de ler e perceber que se encaixam perfeitamente nas situações descritas sinceramente por mim acima! Um sincero Feliz Natal a todos!

domingo, 4 de dezembro de 2011

Status: qualquer um que esteja na moda!

Caralho! O tal do Lu é realmente bom no que faz! Tudo que põe a mão, dá certo! Eu só citei algumas previsões das quais ele faz parte para daqui a uns anos, da nossa querida Franca do Imperador, e o blog teve um pico de acessos que só consegui por causa de outro fenômeno, meu irmão preto, Keké! Valeu Lu! Bom, chega de puxar saco e vamos aos trabalhos!
Alguém aqui já ouviu a expressão que diz que "papel aceita tudo"? Pois bem. Se o arcaico modo de escrever em papel já era bombardeado com asneiras, imaginem agora, nas páginas da internet que também aceitam tudo e, o que é pior, muita gente tem oportunidade de ver esse "tudo" que é colocado nela.
Eu particularmente, uso a internet para diversão. Algumas horas para resolver problemas sérios, algumas horas para parte financeira, mas a grande maioria das horas é para entretenimento mesmo (inclua-se fotos de moças desnudas como entretenimento).
As redes sociais no meu computador são quase a área de trabalho, pois quando me conecto, quase sempre são as primeiras páginas a serem abertas (seguido bem de perto pelas páginas das moças desnudas). Eu gosto do Facebook, já gostei do Orkut e gosto do Twitter. Me divirto muito nessas páginas. Consigo ter notícias de amigos de longa data que por conta dos rumos diferentes de nossas vidas, não estamos mais tão próximos. Consigo também, com muita facilidade, me manter atualizado sobre os assuntos que eu gosto. Através deles também consigo emitir algumas opiniões minhas sobre vários assuntos, seja nas redes sociais, ou seja por aqui, que depois divulgo lá!
Pois bem, cheguei onde queria nesta postagem. Esse negócio de postar opiniões sobre assuntos para que muitos vejam, nos obrigam a ler cada absurdo que a cada dia me faz desanimar das pessoas. Postei recentemente em minha conta do Twitter (@XaXPower) a seguinte frase: "Essas redes sociais são o maior detector de gente sendo o que na vida real não é...". Acredito que para algumas (muitas) pessoas, essa carapuça serviu direitinho.
Quem me conhece, seja na vida real, ou na virtual, sabe que em ambos os "mundos" sou exatamente a mesma coisa (se gostam ou não de mim nesses mundos, é outro detalhe). Não preciso, ou melhor, não tenho a necessidade de mostrar como sou feliz, ou como sou o "fodão" em algum assunto através de atualizações dos meus status. E quando eventualmente o faço, podem ter certeza que o tom de piada é o que impera no sentido das frases. Emito sim minhas opiniões, sinceras, e que em muitos casos, já foi expressada na "real life".
Mesmo gostando e usando muito, eu tenho preguiça de ler minhas time lines das redes sociais. Tem tanta frase verdadeira como uma nota de três reais que desanimo de ler tudo. Tanta gente querendo passar uma imagem que na vida real, não tem. As vezes tenho a impressão de que esse pessoal, quando fica on line, entra em um personagem, dão lugar a um alter ego cibernético. Nesse ponto, deixam de serem interessantes para se tornarem tão fúteis quanto a maioria de suas frases ou status do qual querem fazer parte, nem que seja virtualmente.
Como disse acima, posto muita coisa na internet, muita (ou só) besteira. Ninguém é obrigado a gostar de tudo que eu escrevo, e sei que tem muita gente que não gosta. Porém, se me acompanharem durante o dia, off line, verão que sou exatamente o que posto, defendo exatamente o que opino virtualmente. E, claro, aprecio sim as moças desnudas, virtual ou realmente!