sábado, 29 de agosto de 2009

A difícil arte que é se praticar a política da boa vizinhança!

Eu não posso reclamar da minha vizinhança. Até porque a maioria deles praticamente fundou a rua onde eu moro! São praticamente um patrimônio histórico do bairro da Vila Nova! Não tenho conflitos ou desentendimentos com nenhum dos meus vizinhos, a não ser por um episódio onde o pequinês da vizinha "acidentalmente" foi parar na boquinha delicada de Pandora, minha pequena Rottweiler! Mas o tal do vizinho é um ser muitas vezes difícil de conviver pacificamente.
Começando pelos vizinhos de mesma faixa etária que a minha, na casa dos trinta, a maioria das mulheres não são amigas de suas vizinhas. Até porque, como ser amiga daquela mulher, gorda e mal vestida? Conceito esse adverso ao conceito que o marido dela tem da mesma vizinha, aquela gostosa e com roupas sexy que, pela opinião dele, com a qual sua esposa discorda, não entende como um avião daquele pode ser casada com um "xarope" que é o marido dela! Claro que não para sua mulher que o acha um verdadeiro gentleman, casado com uma "bruxa"!
Chegando à terceira idade, ou à melhor idade como devemos chamar os anciões no mais novo modo politicamente correto, temos aquela velhinha simpática e solicita que, na percepção masculina, lembra nossas avós. Essa percepção, como não poderia deixar de ser, é antônima a opinião do lado feminino da casa, que acha que aquela velha não passa de uma fofoqueira sem ter o que fazer a não ser ficar reparando no que ela faz o dia todo! Ainda na percepção feminina, não é compreensível como uma megera dessas pode estar casada a tantos anos com um senhor tão simpático e dócil como é o marido, o qual na opinião masculina, não passa de um velho tarado e caduco!
A criançada é a única 'categoria' de vizinho em que o lado feminino e o masculino concordam em suas opiniões! Onde já se viu essa molecada da rua não ter a mesma educação que seus filhos têm? Onde estarão os pais desses "capetas" que não os seguram dentro de casa para não atrapalhar o sossego alheio? "Na nossa época de criança, nossas artes eram mais inocentes, mais inofensivas do que a desses 'pirralhos', filhos de nossos vizinhos!" Com certeza os vizinhos de nossos pais, que a maioria Deus os já tem a seu lado, a opinião era a mesma sobre nossas "inocentes" e "silenciosas" brincadeiras de criança!
Todo relacionamento é difícil. Imagina quando você tem que se relacionar forçadamente com pessoas que nem da mesma família que a sua são. Esse tipo de relacionamento tem tudo para dar errado por natureza. Mas não temos escolha, a não ser que nos mudemos para um sítio ou fazenda, afastados da civilização. E para encerrar a postagem de hoje, cito uma inteligente e verídica frase dita por meu irmão: se vizinho fosse bom, não morava em outra casa!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Acreditamos somente em Deus, o resto, pague a vista!

Quanto custa a fé das pessoas? Quanto custa ser abençoado e ir para o Reino dos Céus? O valor, nós não sabemos. Mas de uma coisa temos certeza: assim como na Terra, pelo andar da carruagem, pobre também não terá vez no Céu!
A briga entre Rede Globo e Record nos remete a uma outra briga: a briga entre as religiões, principalmente entre a religião Católica e a Igreja Universal do Reino de Deus. Parece absurdo, mas essa briga tem o mesmo teor das brigas entre empresas, a busca por mais fiéis, que, se traduzirmos ao pé da letra pelo que acontece hoje, não passam de meros "clientes".
O tema religião é um tema, assim como futebol e política, onde não há discussão. Mas me arrisco a escrever sobre este polêmico assunto, deixando claro que todas as opiniões aqui expostas, são individualmente minhas.
Com tantas coisas que foram expostas nessa briga das emissoras, as contribuições dos fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus foi um dos tópicos mais abordados. Não acho errado as pessoas contribuírem com suas igrejas, com suas crenças. A generosidade é um ato de honra, de se admirar. Porém, o que acho um absurdo, é ter um valor pré-estabelecido pelas igrejas e seus pastores. A Igreja Universal do Reino de Deus estipula que dez por cento da sua renda deve ir para o Dízimo. A lavagem cerebral é tão grande, que pessoas deixam de botar comida em casa para poderem contribuir. O Dízimo tem que ser espontâneo. Dessa maneira sim teria um significado mais nobre.
Mas não pensem que sou advogado da igreja Católica. Muito pelo contrário. Há muito tempo deixei de seguir a risca seus dogmas. Não pela filosofia da religião, mas pelas ações de seus padres, principalmente. Abomino a arrogância de seus padres (não em sua totalidade, como em tudo na vida, não podemos generalizar). Abomino a hipocrisia de suas 'beatas' que se acham as donas da verdade apenas porque ajudam nos afazeres da casa paroquial ou nos ritos cerimoniais ou porque vão a missa todos os domingos. As mesmas beatas que se julgam as "ovelhas" a serem seguidas, são as que fofocam da vida alheia quando estão em seus alpendres.
As Igrejas católicas são chamadas pelos seus párocos como a Casa de Deus, onde qualquer fiel é bem vindo. Cascata. Alguns desses padres são verdadeiros "pop stars", agindo como tal, inclusive. Determinam qual o tipo de "público" (isso mesmo, público) irá assistir ao seu show. E nesse "seleto" grupo escolhido, a posição que ocupam na sociedade e o saldo da conta bancária e, claro, a possibilidade desse saldo ser transformado em doações, é levado em conta.
Aquele padre ou pastor amigo de todos, preocupado em fazer realmente o bem, ajudar ao próximo e serem um ponto de apoio para a sociedade, não existe. Assim como as empresas, as igrejas hoje se preocupam em como vão manter seus "acionistas de batinas ou ternos caros".
Tendo explanado sobre isso, me pergunto: e os fiéis, como ficam? Bem, estes, paguem a vista!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Lobas em pele de gatinhas!

Queridas e admiradas balzaquianas, esse papo de que ter um espírito jovem as torna jovens, não cola Isso é tática pra vender livro de auto-ajuda! Não é porque vocês se sentem jovens mentalmente, que vocês são jovens fisicamente! A quantidade de carnavais e primaveras vividas denuncia que vocês não têm mais vinte e poucos aninhos!
Eu sinceramente admiro muito as mulheres que estão na famosa "idade da loba". Elas têm um certo charme que é peculiar à experiência adiquirida ao longo da vida. Porém, o corpinho, na maioria das vezes, já está na idade da onça! E com alguns quilinhos a mais, os quais são totalmente inofensivos contra o ataque da poderosa e implacável gravidade!
Mulheres nessa faixa etária não precisam, na minha opinião, provar nada a ninguém. Na maioria dos casos já são bem sucedidas profissionalmente, já têm uma família constituída, com filhos inclusive. Digamos que sua "missão" perante a sociedade já está cumprida! Então, balzacas, vão curtir a melhor fase da vida!
Agora, mesmo admirando essas mulheres, têm algumas que exageram, que abusam da amizade, principalmente na hora de se vestirem. Como eu disse acima, não é porque a mente é jovem que o 'corpitcho' acompanha!
Hoje vemos nos shoppings, por exemplo, um contraste de idade incrível nos corredores. Porém, o que me chama a atenção é como esse incrível contraste de gerações tem alguma coisa em comum: as vestimentas! E engana-se quem acha que são as filhas que estão usando as maquiagens, roupas e sapatos das mães. O que vemos atualmente nessa cômica coincidência de estilos entre gerações, é exatamente o contrário, as mães, com idade na casa dos 'enta', se vestindo e até se comportando, como as filhas, com idade na casa dos dezessete, dezoito aninhos!
Gente, uma mulher feita, como são (ou deveriam ser) essas coroas, respeitosamente falando, tem que usar o charme que é natural da idade para se fazerem notar, e não um decote que quase chega ao umbigo! E, diga-se de passagem, que nessa proximidade com o umbigo, os seios, na maioria dos casos, acompanham o decote!
Agora, pra completar o visual "jovial", soma-se ao generoso (ou tenebroso) decote, uma 'barriguinha' de fora, amparada por uma calça tipo leg, de lycra! Claro, sem perder a sensualidade, temos ainda uma calcinha do tamanho de uma samba canção marcando a retaguarda e fazendo-se notar na composição!
Mas não achem que estou exagerando. Eu ainda nem sequer falei das temáticas e (nada) criativas tatuagens! Mas esse assunto eu trato em uma outra postagem!

domingo, 16 de agosto de 2009

1.0, você ainda vai ter um!

Vocês sabem o que é um carro 1.0 no alto de um morro? Um milagre! E dois carros 1.0 no alto de um morro? Dois milagres! E dez carros 1.0 no alto de um morro? Com certeza montaram uma fábrica de carros 1.0 no alto desse morro!
Que me perdoem os economistas, mas que raios de invenção foi essa a dos carros 1.0? Gente, motor '1.000' é pra moto! Quem gosta de motorzinho, é dentista!
A grande explicação para o mercado desses carros é que seriam de âmbito "popular". Me expliquem como um carro que custa, zero quilômetro, no mínimo R$22.000,00 pode ser considerado "popular"? Seriam necessários quase cinquenta salários mínimos pra comprar um carro desses! Haja prestação!
Mas, deixemos o preço do objeto de lado. Hoje com tantos financiamentos e reduções de IPI, fica "menos difícil" adquirir uma "máquina" dessas...
Vamos falar da economia desses carros. Teoricamente, essas pequenas conduções, teriam que ser mais econômicas do que os demais automóveis de motorização maior e mais potente. Mas como economizar, combustível principalmente, se para andarmos na velocidade normal que o trânsito exige, temos que levar o motorzinho quase a exaustão? Qualquer subida mais íngreme, e tome "segundinha" e pé embaixo no acelerador! Em alguns casos, chega a afundar o assoalho! Aliás, como meio de econômia na fabricação e, consequentemente, no preço final do veículo, as montadoras poderiam eliminar a quarta e quinta marcha desses carros! Elas raramente são usadas! Ou seja, com toda essa exigência a que submetemos os motores 1.0, o consumo é o mesmo de um "seis caneco", porém com a metade da velocidade e força!
"Mas XaX, as peças de manutenção são baratas!". Ok. São baratas mesmo. Porém, enquanto um "1.8" bem cuidado vai pra oficina uma, no máximo duas vezes por ano, um "milzinho" paga por mês a estadia na oficina! Portanto, pela lei de oferta e demanda do mercado capitalista, uma mercadoria que vende muito, tende a ser mais barata naturalmente!
O que já era ruim, algumas montadoras conseguiram piorar. Inventaram de colocar mais oito válvulas nos coitadinhos, dando origem aos ovacionados pelos mecânicos, dezesseis válvulas! Ou como carinhosamente chamados, "mandiocas" (se forçar um pouquinho, quebra!). Gastaram tanto, estudaram tanto e quando lançaram os '1.0 - 16v', lançaram os carros com incríveis (quase) oitenta cavalos! Tenha santa paciência! Meu aspirador de pó tem mais potência que isso!
Conforto nesses carros, nem como item opcional! Eu sofro toda semana com os terríveis bancos desses carrinhos, já que noventa por cento das viagens que faço a trabalho são nesses adoráveis veículos. Se entrarem mais de três pessoas com mais de um metro e setenta de de altura, já era! Se capotar um carro desses, nessas condições, nem amassar não amassa de tão compacto que eles ficam! E nem um dos modelos escapa!
Sinceramente, não vejo vantagens em ter um desses. Que saudade dos velhos, "beberrões" e verdadeiros carros com motores e espaço de verdade! Como era bom viajar no banco de trás de um Del Rey, ou de um Opalão, ou até mesmo dos velhos "Golzinhos quadrados", com motores 'AP' claro!

sábado, 15 de agosto de 2009

Eu os declaro marido e marido!

Antes que alguém ache que sou gay, não sou! Mas a postagem de hoje tem muito mais a ver com o relacionamento homem x mulher do que com "boiolisse".
Gente, casar é difícil. E falo isso com muita convicção e experiência no assunto! A vida a dois tem seus altos e baixos. Traduzindo, os altos são os tapas na cara, e os baixos, chute no saco!
Escrevi neste estimado blog a um tempo atrás, uma postagem sobre relacionamentos (Homens são de Marte e Mulheres são de Vênus e falam Jupterianês!, postado dia 5 de julho de 2009) demonstrando o quão difícil é satisfazer nossas fêmeas! Passado algumas semanas, adquirindo mais experiência no casamento, chego a uma inusitada conclusão: homens deveriam casar com homens! Novamente saliento: eu não sou gay!
Vamos raciocinar sobre as circunstâncias do casamento. Se os homens casassem entre si, acabaria a briga pelo controle remoto, de cara! Nós temos todos os mesmos gostos por programas e detestamos intervalos comerciais, logo, não ficaríamos bravos com o "companheiro" caso ele ficasse mudando de canal a cada intervalo.
Nenhum homem fica reparando no outro se ele está gordo, se o corte de cabelo ficou bom, se uma determinada calça está marcando a cueca. Acabaria a chatice que é ter que opinar sobre um modelito de mulher. Consequentemente, as saídas a noite seriam mais rápidas!
Furou o pneu do carro de um dos dois "cônjuges"? Foda-se! Os dois são homens e se viram sozinhos! Nada de ficar ligando pro "marido" pra pedir para ele ir trocar o pneu e muito menos fazer 'charminho' pra qualquer mané que esteja passando pela rua.
Olhar para a beleza corporal da região glútea de uma mulher ficaria menos "doloroso". E melhor, poderia emitir sua opinião em alto e bom som para o seu companheiro sem correr o risco de tomar um tapa na cara! O máximo que poderia acontecer é ele discordar! E se isso acontecesse, foda-se! Gosto é igual pescoço, pra não falar outra região corpórea!
E a tão esperada cervejinha sexta feira a tarde com os amigos? Que beleza seria poder ir sem culpa! No casamento "masculino" o parceiro com certeza poderia ir se juntar a roda de amigos pra falar besteira, comentar da mulherada e ainda tirar um sarro nos demais caso o time deles perdesse. Tudo isso sem ter que ficar levantando pra atender o celular pra responder, pela vigésima terceira vez, que você está no 'Bar do Marildo' tomando uma sossegado e que não tem mulher ali!
Muitos devem estar se perguntando: e o sexo? Sem problemas! Cada um arruma a sua "escapadinha" e tá tudo certo! Tudo resolvido! Só teria algum problema caso "escapadinha" fosse a mesma para os dois. Mas isso se resolveria fácil e sem estresse numa melhor de três de "já-quem-pô"!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A primeira vez agente nunca esquece!

Não sei se ainda ocorre o que vou descrever abaixo, mas no meu círculo de amizades, 99% dos camaradas passaram por situações inesquecíveis e algumas até inenarráveis! A primeira vez que vamos a um motel, agente nunca esquece!
Galera, imaginem um adolescente de dezoito anos, recém completados, carteira de habilitação "fresquinha" e um cuidado tremendo com o carro da mãe, do pai ou até mesmo do irmão mais velho! É nessa situação em que nós íamos ao motel pela primeira vez, com nossa namoradinha do colegial! Ou seja, pura tensão! Eu disse 'teNsão'!
A epopéia já começa no convite. Como convidar a namorada para ir a um lugar desses, supondo que também seja a primeira vez dela, sem parecer que você só está interessado no bom e velho (e bota velho nisso) sexo?! "O que você acha de irmos para um lugar mais tranquilo?" Essa desculpinha só funciona quando a usamos maliciosamente, o que só iria ocorrer alguns anos mais tarde! Na primeira vez, não existe frase pior!
Vencido o desafio do convite, ela tendo aceito, como escolher o melhor estabelecimento para ir? Lembrem-se, na época, as únicas referências que tínhamos desses locais eram os comentários dos mais velhos. 'Virgens de motel', anotem essa dica: quantidade e intensidade de luz neon na fachada nem sempre é garantia de um estabelecimento melhor! Querendo ou não, concordando ou não, seguindo as dicas dos mais "experientes", a chance de decepção é menor...
Escolhido o local, vem a segunda situação mais desconfortável da noite! A tensão era grande, inclusive em relação a devolver o carro sem nenhum arranhão, principalmente decorrente de uma manobra mal feita no motel! Paredes, mantenham distância! Tendo essa preocupação como prioridade até aquele momento, como eu ia saber que a recepcionista, de uma forma totalmente impessoal e fria, iria jogar a chave do "ninho de amor" em uma caixinha que ficou a quase dois metros de distância do carro?! Manobrar ali, nem pensar! O jeito é descer do carro pra pegar a chave!
Porque a mesma intensidade luminosa não é usada para iluminar os benditos números das suítes? Nervosismo, somado à vergonha de ter que descer do carro pra pegar a chave, resulta em uma cegueira temporária! Se não tiver entrado nenhum carro atrás de você, beleza! Engata uma 'ré' e volta até o quarto designado! Agora, carro atrás de você, fodeu! Vai ter que dar a volta em todo o motel, sair e entrar novamente e com cuidado e atenção redobrada pra não passar "lotado" pelo quarto denovo! Terceiro mico da noite e ainda nem tentamos tirar o soutien da moça!
Para nós homens, aparelhos eletrônicos são tentações às quais não conseguimos resistir. Enquanto não descobrirmos o que todos os botões de um aparelho faz, não sossegamos! Imaginem aquele painel ao lado da cama redonda! No mínimo, uns vinte minutos perdemos ali, 'fuçando' e dando risadas de satisfação a cada função descoberta! Depois de perceber que a "felizarda" não está muito satisfeita com nosso interesse no "objeto" errado, percebemos que demos a quarta mancada!
Feito o "serviço" (moças, desculpem o linguajar!), hora e pagar a conta. "Pague a conta no quarto" dizia o informativo pendurado atrás da porta, junto com as demais regras do estabelecimento. Ok. Conta pedida ao telefone. De onde raios vem aquela campainha? Juro, ao abrir a porta do quarto não havia ninguém pra receber o pagamento. Quinto vexame da noite percebido, descobrimos que aquele "armarinho" é na verdade uma janela onde se passam pedidos e pagamentos!
Enfim, se foi bom pra moça, agente nunca sabe. Agora, depois de mais algumas "visitas" aos motéis, a primeira vez além de inesquecível, é hilária!

domingo, 9 de agosto de 2009

É pra viagem?

Será que filho de político, no dia de hoje, tem orgulho em comemorar o dia dos pais? A maioria de nós se espelha nas atitudes, dignas, dos nossos pais para repetirmos ao longo de nossas vidas. E como fazem os filhos de um Sarney da vida, de um Renan Calheiros da vida? O duro, pra nós, é que os filhos desses camaradas realmente repetem as atitudes dos pais.
Já até perdi as contas de a quantas semanas os escândalos envolvendo o Sarney, por exemplo, estão no ar. Foi tanta exposição, que nós já nos acostumamos e já decoramos todos os atos nada secretos envolvendo a turma de Brasília... Não há programa humorístico que não tenha em sua pauta um quadro onde eles vão até o Senado azucrinar os integrantes da casa. E esse é o jeito que o brasileiro encara as falcatruas do governo, como se fossem uma piada, só que no final, não somos nós que damos risadas.
Além de não rirmos das piadas (onde somos o motivo da graça, diga-se de passagem), não temos ações para mudar esse cenário. Não adianta os idealistas aparecerem dizendo que o povo tem que descontar isso nas eleições, nas urnas. O povo brasileiro não tem instrução e muito menos memória para analisar coerentemente os candidatos na hora de votar. Só que essa falta de instrução e memória, não é o único motivo para não conseguirmos mudar o perfil de nossos políticos. Nós não temos opções! Sempre votamos por algum motivo pessoal, não coletivo, o que seria o ideal para cada vez mais fortalecermos o real sentido da democracia.
Hoje, em uma roda de conversas entre amigos, o cidadão que não sabe de política é discriminado. E os que se dizem entendidos do assunto nada fazem para ajudar os demais. Mas, o que adianta saber de política, se no final de qualquer escândalo o desfecho é o mesmo?
Há ainda quem defenda a política brasileira. "Ah, mas o Brasil é um dos poucos países onde um presidente sofreu um
Impeachemant..." E daí? O mesmo ex-presidente da República hoje integra o Senado. Eleito pelo mesmo povo que o "expulsou" da presidência.
Nessa toada, a cada dia que passa, vamos ficando sem sabores para as pizzas da Pizzaria Candanga. E não vai parar por ai... O Sarney não é o primeiro e nem será o último a aprontar com a nossa cara e no final, acender mais uma vez o grande forno a lenha da política brasileira. Enjoou de pizza? Então já é bom ir pensando em um outro tipo de iguaria para o próximo mandato.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Se meus olhos fotografassem...

Assim como escrever no blog do XaXim, adoro fotografar. Ser fotografado, nem tanto. Prefiro estar atrás das lentes. Em minhas viagens, na maioria das vezes a minha câmera é minha companheira. E uma companheira extremamente necessária pela sua capacidade de compartilhar um momento com pessoas que não o presenciaram ao vivo. Quando você começa a gostar de fotografia, qualquer coisa diferente te chama a atenção. Esse destaque em meio às coisas comuns é que merece ser "eternizado" em uma fotografia para ser compartilhado com o maior número de pessoas possíveis. E o que mais me alegra é que uma fotografia bem tirada, um momento bem capturado, possibilita às pessoas que a apreciam, terem as mesmas (ou mais intensas) sensações do que o fotógrafo. E não para por ai. Com o advento das câmeras digitais, fotografe sem medo de errar! Tire uma, duas, vinte fotos de uma mesma cena. Não custa nada e a cada fotografia tirada, sua percepção será diferente, bem como a das pessoas que irão ver esta foto posteriormente. Uma boa fotografia é caracterizada pela captura de um momento único. Um momento que o fotógrafo teve a sensibilidade de registrar. Um momento que em uma situação normal da vida das pessoas jamais seria percebida como o fotógrafo percebeu e, para a felcidade alheia, registrou. Um pôr do Sol. Uma paisagem diferente na estrada. O passageiro de um ônibus que passa ao seu lado, perdido em seus pensamentos. Tudo pode ser fotografado. Tudo pode ser para sempre memorizado. A fotografia revela a beleza das coisas de várias perspectivas. Não somente a beleza física politicamente correta. Em uma boa fotografia, não existem modelos feios. Essa "democracia" torna a arte de fotografar, pelo menos para mim, cada vez mais fascinante. Por isso, se meus olhos fotografassem, minha satisfação em enxergar seria completa!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Enlatados e rotulados puxa sacos!

Assistindo a um desses programas de colunistas do canal local de TV de Franca, fiquei muito decepcionado ao perceber que a maioria das pessoas não tem mais uma personalidade forte, sempre tem a personalidade da "moda".
Pra começo de conversa, hoje em dia, qualquer um pode ter um programa de TV. Impressionante como pessoas que não sabem nem falar o 'português' corretamente, desfilam pelos canais de TV proclamando verdadeiras pérolas como se fossem leis! Esse tipo de programa é uma veradeira comédia onde tudo é possível! A começar pelos apresentadores. A maioria não sabe o mínimo necessário para se ter uma boa entrevista sobre qualquer assunto! Perguntas sem nexo, sem conteúdo é o que mais vemos nos 'talk shows' amadores.
Os entrevistados são a "cereja" do bolo que são esses programas. Vemos empresários endividados até as calças com panca de magnatas. Vemos casais de aparências passando a impressão de que são o verdadeiro 'casal 20'. Vemos verdadeiros analfabetos se autopromovendo como intelectuais, soltando aos quatro ventos tanta asneira que chega a ser cômico.
Eu me pergunto pra quê? Para qual finalidade as pessoas usam essas imagens construídas pra um determinado momento? É uma cultura totalmente inútil, sem finalidade.
No mundo de hoje, o que importa é se você conhece o 'Fulano de Albuquerque e Orleans Almeida'. Se você faz parte do círculo de "amigos" do 'Beltrano de Bragança Terceiro'. As únicas opiniões que valem são as dos amigos com sobrenome pomposo. O cidadão não tem mais uma opinião formada, ele não discute com os "bem nascidos" da sociedade para não ser excluído. Mas o que me mata de rir é que quem realmente conhece os bem nascidos da sociedade sabe que a maioria dos "amigos" que o cercam não passam de verdadeiros e cômicos papagaios de pirata. Uns reles puxa sacos!
Fui criado em um sistema totalmente diferente. A verdadeira amizade era a que contava. Não importa se meu amigo era pobre, preto, branco. Importava a sinceridade que víamos uns nos outros. Hoje, para meu bem, a maioria dos meus amigos de infância estão bem. Muitas vezes assediados por uma entrevista dos alegóricos apresentadores/colunistas locais. E o que me deixa mais feliz é que eles, meus amigos, assim como eu, não perderam as origens!

sábado, 1 de agosto de 2009

Nos tempos do irritante internetês!

Eu que escrevo neste apreciado blog, sempre me preocupo, além de ter assuntos interessantes, principalmente com uma boa escrita. Sem erros, gramáticais ou ortográficos.
Mas, por se tratar de um blog, postado na internet, antro dos assassinos da gramática, seja ela em que língua for, acho que isso é um verdadeiro antagonismo.
Imaginem se eu fosse escrever todas as postagens na linguagem da internet o que não sairia? Hoje, todos ficamos admirados com a velocidade em que as crianças aprendem a utilizar as tecnologias disponíveis. Tem uma dúvida no computador? Pergunte ao filho de seis anos de idade que ele te dará uma aula de informática. Agora, peça pra um garoto de oito anos escrever uma redação... Vocês vão encontrar muitos 'vc', 'fvr', 'tb' e pro aí vai. As abreviações, segundo os internautas, serve para agilizar a conversa. Mas como agilizar uma conversa que você tem que ler duas ou três vezes para enender as abreviações, muitas delas inventadas na hora?
Além das abomináveis e, muitas vezes, indecifráveis abreviações, pontuação nas sentenças é um sacrilégio na internet. Mas, sacrilégio mesmo, é o que a garotada faz com os seus interlocutores. Como ler uma frase de quatro linhas sem uma vírgula sequer? No final da sentença, o leitor precisa de um balão de oxigênio! Mas o que eles esquecem também é que a vírgula serve também para dar o sentido na frase. Então, o balão de oxigênio terá que ser duplo, uma vez que a frase terá que ser lida mais de uma vez pra ser compreendida, isso se não tiver dezenas de abreviações novas!
Nunca, em veículo de comunicação nenhum o recurso da onomatopéia foi tão usado! Quer demosntrar sua felicidade? Esqueça o ponto de exclamação. Isso é coisa ultrapassada. Use os imensuráveis "kkkkkkkkkkkk". Lembrando sempre que quanto mais 'k' tiver a expressão, mais feliz vocês está! Só que, se você disser a palavra onomatopéia em uma sala de bate papo, a maioria das pessoa da sala vão te bloquear para as conversas ou então te denunciar aos moderadores da sala por ficar falando palavrão!
Esta não é para ser uma postagem engraçada, apesar das piadas que encontramos na internet, mas sim, uma postagem pra se preocupar. Imaginem os jornais escritos por essa garotada de hoje? O diploma de jornalismo ajudava a filtrar esse tipo de coisa antes de mandar o pessoal para o mercado, mas hoje ele nem é mais necessário! Assim como o corretor ortográfico dos programas editores de texto se tornaram mais inúteis do que legenda em filme pornográfico!