domingo, 21 de outubro de 2012

Carência por heróis.

Não gosto e não concordo com o "endeusamento" de certas pessoas no que diz respeito a seus cargos ou ações. O heroísmo não pode ser fruto de uma ação da qual se tira o seu sustento, ou recebe algo em troca para exerce-la.
Nas últimas semanas, em paralelo com os capítulos finais da global Avenida Brasil (que é óbvio que tem muito mais audiência), o julgamento do mensalão vem deixando em evidência um ministro por suas ações. Joaquim Barbosa vem condenando e emitindo opiniões coerentes com a maioria da opinião pública em relação aos réus do esquema fraudatório ocorrido a quase sete anos atrás conhecido como Mensalão. Com isso, ele vem ganhando fãs e muita atenção da mídia que o coloca em uma espécie de pedestal em relação a demais ministros.
Não vou nem entrar na coincidência de que ele é negro e descendente de família pobre. Aí o conto de fadas ficaria mais bonito. Mas o que eu não consigo entender é que como alguém pode ser considerado o herói ou um deus apenas por cumprir exatamente o seu dever? E pelo qual é pago, diga-se de passagem...
Que a maioria dos réus desse processo são culpados, qualquer pessoa, por mais alheia a política que seja sabe, isso é fato. Não há dificuldade nenhuma em condena-los pelos crimes que ficaram mais do que públicos após as denuncias. O ministro Joaquim Barbosa está cumprindo a sua função condizente com o cargo que ocupa e pelo qual recebe um excelente salário.
Não quero desmerecer o ministro, muito pelo contrário. Porém as suas ações durante o julgamento não são novidade, pois ele está ali para isso. O que é de se admirar talvez seja a coragem que muitos não tem para exercer a função pela qual recebem como ele vem fazendo. Mas volto a dizer, isso não o torna um herói nacional.
Não coloco em xeque toda a história do ministro. O objetivo da postagem não é esse. O objetivo dessa postagem é mostrar que ele não está fazendo mais do que a sua obrigação. Assim como eu no meu emprego, ou você leitor, no seu. Somos pagos para executar funções pré determinadas e com as quais concordamos em nossas contratações (ou nomeação, no caso do ministro).
Como se já não fosse suficiente essa pseudo santidade a qual o ministro está sendo submetido, tornou-se Presidente do Supremo Tribunal Federal. Ou melhor, o primeiro negro a assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal. Assim como as cotas nas universidades, esse título retrata a posição extremamente racista que o Brasil tem, apesar de sua imensa variedade de descendência racial. Pra mim, esse título, tem o mesmo peso discriminatório do que se alguém falasse que ele fez um "serviço de preto" caso absolvesse um dos réus, contrariando a opinião pública.
Aguardemos o final do julgamento e torçamos para que o Joaquim Barbosa continue coerente e equilibrado como vem sendo até agora. Mas, no final do julgamento, com a maioria dos réus condenados, o ministro terá, pelo menos de mim, no máximo um "muito bem".

domingo, 14 de outubro de 2012

Mais vale um dedo na cara do que dois na bunda!

Hoje é muito fácil todo mundo expor sua opinião. E eu particularmente gosto dessa facilidade. Através da exposição da opinião é que conhecemos um pouco mais das pessoas. Durante a exposição de uma opinião, raramente a pessoa "atua" como é possível presenciar em outras ocasiões onde ela pode se "esconder" atrás de um tipo que não é o seu verdadeiro.
Porém, com a facilidade da exposição das opiniões individuais, fica cada vez mais evidente a vontade de todo mundo em criticar algo ou alguém, com base em sua opinião individual (que nem sempre é coerente). Aí é que mora o perigo, pro criticado e para quem emite a crítica.
Ninguém gosta de ser criticado. Seja construtivamente ou não. É muito decepcionante você receber uma crítica por algo que fez acreditando piamente que era a melhor maneira de ser feito, com base em seu ponto de vista. Quando alguém nos critica, só nos mostra que, talvez, o nosso modo não é o melhor ou não é o correto.
Daí vem a necessidade da auto afirmação e, nessas horas, aquela máscara que tiramos quando emitimos nossa opinião tem que estar realmente fora de nossos rostos. Temos que estar fora de um eventual "personagem" para defendermos nossa posição criticada com um embasamento que não seja dubiamente passivo. Quando, na maioria do tempo em que convivemos socialmente, interpretamos uma personagem que não somos de verdade, essa tarefa de rebater às críticas comprovando nosso ponto de vista é extremamente árdua e contraditória.
Quando temos a personalidade bem definida, as críticas magoam, nos contrariam, porém não nos convencem a aceita-las e tomá-las como certas. Nem sempre quem critica está certo. A crítica pode servir de escudo para esconder uma deficiência que o crítico não vê em sua "vítima" e, através dela, é mais fácil ressaltar o defeito alheio do que o seu próprio.
"Ah, mas temos que ter a humildade de saber receber uma crítica." - vai me dizer um politicamente correto. Palhaçada! Ninguém precisa encarar qualquer crítica com humildade, mas sim com a razão, absorvendo e raciocinando de forma clara e não sentimental. A parte sentimental da aceitação da crítica já está embutida nas próximas ações do criticado. Se ele for o "mascarado", no momento de agir contra a crítica, a explicação e argumentação (muitas vezes furada) se sobressairá às ações que realmente comprovam que a crítica não procede. E aí, meus caros leitores, é que presenciamos àqueles intermináveis e desesperados "mimimis", hoje, mais evidentes nas redes sociais...
Se tiver convicção que a crítica não procede - e geralmente quem não usa máscara a tem - receba-a, trabalhe-a e devolva-a. De preferência com um sonoro "chupa" ao crítico.

domingo, 7 de outubro de 2012

XaXim 2.0! O retorno!

Depois de tanto tempo (setenta e cinco dias pra ser mais exato), estou de volta! Tinha optado por dar uma pausa nas postagens. Percebi que estava ficando meio amargo, muito de mal humor e isso estava explícito nas postagens. Enfim, não queria ser mais um chato na internet como tantos outros que pego no pé de vez em quando!
Mas nesse tempo sem postagens, não quer dizer que fiquei de fora da internet. Apenas me controlei para não correr para o teclado e mandar mais uma crítica em forma de um bem escrito texto nessas páginas pretas desse nada humilde blog.
E nesse tempo que fiquei "ausente" de minhas atividades, aprendi e percebi muita coisa, apenas observando. Uma delas tem muito a ver com este recesso, ou seja, aprendi que não preciso opinar sobre tudo que vejo ou presencio. As vezes guardar a opinião pra mim também é uma forma de me fazer entender.
Outra coisa que aprendi é que, mesmo sem querer, as vezes temos que buscar aqueles "aplausos" ao final de uma ação. Mesmo não tendo a necessidade de ser aplaudido por algo que fez, mesmo que seja o "default" de sua posição, aprendi que para ser realmente notado e reconhecido, você tem que ser aplaudido, mesmo que desnecessariamente. O difícil é buscar esses aplausos quando a necessidade deles não é sua necessidade vital, como para tantos outros...
Percebi também que, parafraseando nosso ex presidente da República, nunca antes na história desse país chamado internet, tantas pessoas mudam tanto de opinião sobre tantos assuntos. Talvez ligado ao último parágrafo, seja essa uma maneira de buscar os tão carentes aplausos de que muitos têm necessidade em suas vidas. Opinião (ou personalidade, ou caráter) flexível está cada vez mais em alta na World Wide Web...
Parando por aqui, pra não falar que percebi o quanto o gosto musical vem piorando, fica esta sendo minha postagem de retorno. Prometo voltar com a acidez corriqueira bem "aliviada" para as próximas!