domingo, 24 de junho de 2012

IMybag!

Dias atrás, estava lendo na internet que o finado Steve Jobs, segundo um dos sócios da Apple, pretendia lançar no mercado o ICar, ou seja o carro da família da empresa da maçã mordida mais famosa do planeta. Na linha dos IPhones e IPads, ou seja, com muita inovação, o veículo seria lançado com a missão de "roubar" cinquenta por cento do mercado automobilístico norte americano, segundo esse mesmo sócio. Steve morreu nos devendo essa façanha...
Presunção ou não, só sei que, pelo histórico extremamente criativo (e desonesto em alguns momentos) Steve Jobs certamente apresentaria ao mundo novas invenções, úteis ou não, mas que com certeza seriam sucesso de vendas. Pensando por esse lado, quais outros produtos com a maçã mordida o inovador Jobs poderia ter nos apresentado? Abaixo, algumas sugestões.
Acho que a unanimidade das mamães seria a invenção da IDiaper (IFralda, abrasileirando a bagaça). Imaginem que beleza seria se, ao invés de sentir pelo olfato que a fralda estava carregada, a mamãe recebesse um SMS avisando a hora de trocar? Mais incrível ainda, seria a possibilidade da troca da mesma via wirelles ou bluetooth através do uso de um aplicativo instalado no IPhone ou IPad.
Outro produto que com certeza faria sucesso seria o IMotherInLaw (ISogra, para os leigos). Esse aplicativo serviria para compactar em apenas um encontro com essa figura, todos aqueles encontros que são necessários ao longo do ano. Dia das mães, aniversário, Natal, Páscoa, bodas de não sei o quê, enfim, todos os compromissos "oficiais" aos quais os genros são obrigados a ir, seriam resumidos, a um único evento! Esse aparelho seria lançado nas versões 32 mb e 64 mb, sendo o maior armazenamento capaz de compactar um número maior de compromissos.
Agora, sucesso mesmo de vendas seria o IPhoda (esse acho que dispensa tradução, né?)! Esse ia ser campeão! Um(a) namorado(a) virtual que, quando batesse a carência, era só baixar o modelo, tamanho, bitola, cor do cabelo (ou sem cabelo) e todas as preferências sentimentais capaz de suprir a carência repentina. Um produto que não beneficiaria apenas o usuário do IPhoda, mas também todos os amigos da rede social que não iam precisar ficar lendo aquelas frases "mela cueca" sobre a carência alheia, muito menos trechos de livros da Clarice Lispector!

sábado, 9 de junho de 2012

"Ai, ai, ai ai... Tá chegando a hora!"

Já viram alguém comemorar em velório? Ou dar parabéns ao defunto? Se o defunto não for um ex marido de três viúvas que se conheceram no velório, ou um agiota com uma clientela bem ampla, vai ser difícil ver alguém feliz e comemorando em volta do caixão!
Mas, se ninguém comemora quando o cidadão chegou ao fim do percurso, porquê felicitá-lo a cada "check point" anual? Parei pra pensar esses dias sobre o porquê de desejarmos parabéns e felicidades na data do aniversário...
Que me desculpem os espíritas, mas, a grosso modo, todos nós sabemos (ou no mínimo suspeitamos) que nosso tempo na Terra já é pré determinado e, a cada ano que passa, nos encaminhamos para o final desse período.
Sabendo disso, fica meio ilógico darmos parabéns por um ano a menos de vida. Ou então, todos nós assumimos que gostamos da desgraça alheia! E o pior, o "felicitado" fica chateado se alguém não lembra que naquele dia, ele completa mais um ano em direção ao seu fim! Isso sim é ser masoquista!
Toda vez que uma pessoa recebe os parabéns por "mais um ano de vida", é como se um condenado no corredor da morte recebesse os parabéns pela sua condenação, só que no "corredor" da vida real o espaço a ser percorrido é mais longo (ou não, agente nunca sabe se iremos pra terra dos pés juntos ao virar a esquina!).
Seguindo a lógica, a cada ano de vida, o cidadão não teria que comemorar e sim fazer um pré funeral! E sabe que, pensando mais claramente, ia ser até melhor? Não tem gente que vive dizendo que só encontra parente em velório? Olha só que praticidade! A cada ano, iria encontrar aquela tia que não via a muito tempo, ou aquela prima que antigamente era mais feia que unha encravada do dedão do pé e que agora é um espetáculo! Ia fazer mais sucesso que o Natal em família!
Já imaginaram o obituário do jornal? A cada domingo, ao invés de sair na coluna do colunista homossexual do jornal, recebendo as felicitações do puxa saco, sairia na página do obituário, recebendo os pêsames por menos um ano de vida! Na coluna social, sairia somente quando completasse o seu percurso, mais ou menos assim: "e ontem, em um velório e cortejo igualmente fantástico, foi enterrado Fulano de Tal! Este colunista, sinceramente, lhe deseja um bom descanso eterno!"
Penso que, ou começamos a ser realistas nos aniversários, ou então vamos começar a promover uns velórios "open bar" pra galera!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

All you (don't) need is love!

Nunca se amou tanto na internet! Hoje, quaisquer coleguinhas de banheiro de balada se amam no outro dia na rede social!
É tão fácil hoje agente abrir o Facebook e encontrar muita declaração de amor. É "eu te amo" pra cá, "amo demais" pra lá que não entendo como há tanta notícia de violência gratuita no mundo! Pra mim, o grande problema não é a quantidade (exagerada) de declarações, mas sim a sinceridade (ou a falta de) acerca das mesmas.
Esse amor virtual que presencio todo dia tem um grande problema, é extremamente volátil. E a causa dessa volatilidade exagerada é o atalhamento do processo natural necessário para realmente se amar alguém. Tirando o amor paterno/materno, os outros tipos de amor (se é que amor tenha tipo), necessitam de uma evolução desde o momento em que se conhece a pessoa a ser amada, até realmente ama-la. E eu particularmente, não acredito que esse "tipo" de amor exista.
Deixando a opinião sobre amor deste nada humilde escritor de final de semana de lado, suponhamos que exista um amor, como esse que tanta gente tenta pregar no ambiente virtual. O natural seria duas pessoas se conhecerem, tornarem-se colegas, evoluir para amigos e, se tudo correr bem, transformar essa amizade em amor. Porém, como citei acima sobre o atalho que esses "amorosos" das redes sociais pegam, a fase do coleguismo e amizade é ultrapassada logo após a segunda garrafa de "ice" da noite. E o pior, esse amor não é aquele amor de bêbado que acaba logo que se inicia a ressaca. Aliás, diga-se de passagem, esse amor de bêbado é mais sincero do que muito amor declarado nas time lines de muitos perfis... 
Esse amor que vemos hoje é o amor pra se enturmar. Seja por qual motivo for, quando o "amoroso" faz parte ou começa a fazer parte de um grupo, geralmente descolado ou popular, ele ama os integrantes do grupo. Mas basta um deles sair do grupo ou até mesmo, só se afastar, pronto, acabou o amor.
Outra característica dos amados é que raramente são feios, sem carro ou avessos a baladas do momento. Quer identificar um "amado em potencial"? Fácil! Se o camarada começar a a aparecer muito em foto de site de balada, coluna social de jornal ou começar a promover festa, pronto, está credenciado para ter uma legião de fúteis amadores!
No mais, continuo dando muita risada disso na internet e, sempre que possível e a inteligência alheia permitir, emitir meus comentários "sinceros e com muito amor"!