domingo, 12 de fevereiro de 2012

A festa "barra pesada" do lado de lá.

É, nem o guarda costas conseguiu salvar a Whitney Houston. A dona da foice essa semana aumentou o cast do lado "de lá" com duas estrelas musicais, Whitney e Wando. O astro brasileiro, morreu decorrente a problemas "naturais" de saúde, até onde se sabe. Já a estrela norte americana morreu de causas ilícitas, assim como diversas outras celebridades musicais ao longo da história decepcionando milhares de fãs e se tornando mártires para outros milhares de (otários) fãs.
Eu tenho medo do futuro da criançada dos dias de hoje. Aquela velha e boa palmada na bunda ou uma "cintada" no lombo ganha por termos feito alguma arte ou alguma coisa errada hoje em dia é proibida e dá cadeia. Ao mesmo tempo, temos, e o que é pior, nossos filhos também tem, livre acesso a qualquer "mal exemplo" de conduta. É uma conta que no final, tem tudo para ter um resultado errado.
Se todos os ídolos tivessem o vício do Wando, estaríamos tranquilos, pois homem gostar (e muito) de mulher, nunca matou ninguém (a não ser que ela seja casada e o marido ande armado). Mas "vícios bons" como este não têm muitos influenciados nos dias de hoje.
É engraçado como após anúncios de mortes como a da Whitney Houston, ou Amy Winnehouse no ano passado, a legião de fãs cresce de uma hora pra outra. Todo mundo quer prestar sua homenagem, num ato que julgam ser cool, postando em suas páginas de relacionamento alguma citação, obra musical, foto, enfim, qualquer menção ao "ídolo" morto serve para se inserir no contexto social cibernético e ganhar algumas curtidas ou compartilhadas.
Até aí, tudo bem. Hoje também é muito comum querer aparecer a qualquer custo. Porém, o que me preocupa nessas ações é que cada vez mais, a vida desses mortos, ou, como prefiro chamá-los, suicidas, fica mais interessante para uma galerinha que até então nem sabia quem eram. Nesse ponto é que mora o perigo, pois, como são facilmente influenciáveis hoje em dia, os jovens acabam, partindo para a mesma trajetória que seus "ídolos" mortos percorreram.
Está com algum problema na vida? Ok, misture um copo de whisky com algum remédio para dormir, como fazia a dona de uma das mais belas vozes, Whitney Houston. Ah, quer relaxar depois de um dia estressante no cursinho pago pelos pais? Sem problemas, um baseadinho igual ao da Rita Lee resolve. Quer dar um upgrade na balada de mais a noite? Fácil! Abra seu "kit Amy Winnehouse" e corra pro abraço!
A dedicação em manter a boa forma nos treinos de um Michael Jordan, o excesso de competitividade de um Fernando Alonso, a boa educação e seriedade de um Kaká ninguém copia ou se inspira. É careta fazer parte do grupo que não curte um baseado, do grupo que sai de casa e volta consciente.
Por definição, ídolo significa "figura, estátua que representa uma divindade que se adora. Pessoa à qual se prodigam louvores excessivos ou que se ama apaixonadamente". Baseado nessa definição, imaginem quem ou o quê nossos filhos vão amar se continuarmos nessa toada.

Um comentário:

  1. Cara, é por isso que temos de perpetuar as "historias de avós" de forma diferenciada, para sobrepormos as 'culturas erradas' que a proxima geração terá, e nas histórias deixarmos claro de onde viemos e quem fomos por onde passamos ou o que tivemos de diferença dos idolos dessa proxima geração, para assim eles colocarem na balança e de forma consciente tomarem o caminho correto.

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