
Uma mocinha, loira, branca, chamando um negro de "macaco". E dentro de um estádio de futebol. Aliás, estádio não, arena, como chamam agora as obras pós Copa do Mundo de Futebol. Não, não é em um país nórdico europeu, é aqui, no Brasil.
Agora correm para culpar a garota. Chovem testemunhos e imagens da menina, no meio de uma torcida inteira, gritando contra o jogador de cor de pele diferente da dela. Ao mesmo tempo, chovem testemunhas de pele da mesma cor da do goleiro ofendido, defendendo a moça branquinha. E a moça, segundo as "testemunhas de defesa", é um doce, um amor de pessoa e que aquela ali das imagens da televisão que proporcionaram a linguagem labial, não é a moça que conhecem no dia a dia.
Conheço muita gente assim. Não só os racistas. Tem muito jesuíta se passando por capitão do mato quando estão longe dos "holofotes"...
Não tenho dó da moça. Não acho injustiça a pressão que estão fazendo com ela. Se foi um ato impensado, na onda de uma galera, azar o dela. Pensasse antes de praticar um ato que no mundo inteiro é repudiado. Ao mesmo tempo, sou a favor de uma punição em prol da sociedade. Da mesma sociedade de brancos, negros, mulatos, amarelos da qual ela faz parte. Serviço comunitário é o melhor dos castigos, pois, ela aprende e ainda presta um serviço a toda população, independente da cor da pele.
Não vai ser a última pessoa a praticar tal ato. Não é a primeira... O lado ruim dessa exposição que a mídia dá, é que, infelizmente, tem gente que fica do lado da ignorância.