terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cidade Maravilosa: onde?

Em semana de trabalho no Rio de Janeiro, pude presenciar um pouco da rotina dos moradores de certos bairros daqui.
O Rio tem o título de Cidade Maravilhosa. Com certeza, em alguns lugares, como na Zona Sul, onde fiquei hospedado, sem dúvida. Agora, no resto da cidade, de maravilhoso, não vi nada.
O vídeo abaixo retrata um pouco dessa rotina...



domingo, 25 de outubro de 2009

Olimpíadas 2016 - Rio... E agora?

Galera, nessa semana trabalho na cidade maravilhosa, trabalho no Rio de Janeiro, capital das olimpíadas de 2.016. Título bonito esse, mas, e aí?
Vendo a euforia de todos na comemoração quando o Rio bateu Chicago e Madri na disputa pela sede das olimpíadas de 2.016, fiquei pensando comigo o que eles comemoravam? A maioria das celebridades que ali comemoravam em frente às cameras da TV sequer têm possibilidade de disputar em alguma modalidade durante a próxima edição dos jogos, que dirá em 2.016. Mas há mais a comemorar do que a possibilidade de participar ativamente de uma olimpíada.
Poderiam estar comemorando uma possível chance de melhorar o incentivo aos atletas nacionais dos esportes menos populares? Acho improvável. Quem foi beneficiado pelos jogos Panamericanos, sediados pelo Rio? Políticos e empreiteiras não valem como resposta!
Então, poderiam estar comemorando uma chance de a cidade maravilhosa ter sua qualidade de vida melhorada? De novo, o que mudou com os jogos Panamericanos? Nada. Hoje temos uma vila a mais, temos alguns estádios novos, vimos o Maracanã "incendiado" por belos fogos de artifício durante as cerimônias de abertura e encerramento dos jogos, mas no morro, onde mora o "povão" nada mudou.
Essa semana vivenciamos pela TV verdadeiros cenários de guerra. Traficantes brigando entre si pelo controle dos pontos de vendas de entorpecentes e posteriormente, esses mesmos traficantes guerreando com a polícia. O engraçado é que nessa disputa de poderes, seja entre os traficantes ou entre traficantes e polícia, tem um quarto elemento que também participa da guerra. Involuntariamente, mas participa. Este quarto elemento não tem poder de fogo, não tem táticas de guerrilha, não tem carros e helicópteros blindados e muito menos tem um território pra defender, já que nem mesmo o próprio lar é inviolável, contrariando o que cita a constituição.
O quarto elemento tem apenas em suas mãos a ilusão de um falso poder que é o voto. Falso sim, pois quantas eleições se passaram em que o quarto elemento da guerra, o povo, pode mostrar seu poder e nada mudou? O quarto elemento não passa de um mero alvo coletivo ambulante no meio da guerra tri-lateral a qual vive hoje o Rio de Janeiro.
É possível que em 2.016 esse cenário seja mudado? Claro. Mas até lá, o quarto elemento da guerra terá mais duas chances de mostrar seu poder "bélico". Porém, os verdadeiros alvos dessa guerra estarão cada vez mais protegidos, seja em presídios de segurança máxima, ou em palácios governamentais.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Rumo aos 90 kg!

Como eu estou com a minha campanha de "Rumo aos 90 kg", o vídeo dessa semana no Blog do XaXim vai para os amantes de academia!
E olha que em determinadas academias, vemos verdadeiros ursos, não tão engraçados como esse do vídeo, mas ursos!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A presepada do fim de semana!

Com um dia de atraso, hoje volto a postar no blog! No fim de semana, fiquei impossibilitado virtual, emocional e, principalmente, fisicamente, de postar! Esse fim de semana fiz um programa que, para muitos, seria uma verdadeira presepada! Mas vamos à saga de quatro "Zé Mané" em suas primeiras estadas na Fórmula 1!
Na sexta feira, depois de mais um dia de serviço, ao invés de um happy hour, estrada! E como todos sabem, estrada pra mim é como chão para manteiga do pão, eles se atraem! E lá vamos nós, quatro marmanjos dentro do Santanão, rumo a capital paulista.
Viagem tranquila, curtindo um som (que foi de desde Velhas Virgens até Led Zeppelin), falando besteira e vendo qual a velocidade máxima que o 'Sem Parar' permitiria que agente passasse sem levar no peito a cancela!
Chegando em São Paulo, cidade tranquila, com pouco movimento. Isso pra quem é fã da maior cidade do país, como eu, é um paraíso! Enfim, no começo da Consolação, apartamento, as onze horas da noite. Prato do dia na janta: pizza! "Redonda" traçada, cama, o compromisso de sábado era cedo, mais precisamente as cinco da matina.
Dez para as quatro da manhã, todos sonolentos, garoa típica de São Paulo pra animar a madrugada e lá vamos nós, rumo a um sábado inteiro de chuva pra assistir ao treino de classificação do grid de largada de domingo. Café da manhã, um queijo quente (que de quente não tinha nada) numa 'padoca' perto do autódromo.
E São Pedro estava animado. Água é o que não faltou. Tivemos que nos virar: capas de chuvas que cobriam só até o rumo do saco, chuva de vento, Nova Schin custando cinco reais a lata (e sem striptease) e uma cambada de homem debaixo de uma lona pra fugir da chuva enquanto o bendito helicóptero da prova não podia decolar, paralisando assim o treino classificatório! De saco cheio e pé molhado e após almoçar uns duzentos gramas de castanha de caju (by Selimara) desistimos de assistir ao Q3 (traduzindo para as leitoras do blog, terceira fase da classificação) do sábado. 'Bora' pro apartamento descansar pra domingão! Seis horas da tarde, do horário antigo ainda, todo mundo literalmente desmaiado na cama. Mas não sem antes jantar um prato típico da cidade: pizza!
No domingão, nova saga! Quinze para as quatro da matina, todo mundo de pé. Café da manhã, resto de pizza com Coca Cola. Animados, rumamos para Interlagos por conta própria e achamos, sem dificuldade! Fila básica de mais ou menos uns quatro quilômetros antes das seis da manhã, por sorte achamos no início da fila uns "chegados" de Boituva (interior de São Paulo) dos quais ficamos amigos no sábado encharcado. As sete horas, enfim, portões abertos e da-lhe chuva!
Ao contrário do sábado, a chuva foi só pra acordar a galera. Pior pra mim. Esqueci o protetor solar... Alguns colegas e seguidores do blog já me viram (e zuaram, logicamente) na segunda feira. Por conta disso, parecendo a "Tiazinha" com minha 'máscara' feita pela combinação 'sol+óculos de sol', tive que trabalhar hoje (afinal, não poderia faltar, já que o ingresso da presepada foi caro!!!).
Continuando, no domingo, às duas horas da tarde, mais conhecida como catorze (ou quatorze) horas, após almoçar, novamente, castanha de caju, dá-se início a corrida!
Corrida legal, Rubinho até então na frente. Mas nossa alegria durou pouco. Rubinho no box e não voltou mais pra liderança. Faltava só chover! São Pedro pelo menos no domingo, ele colaborou, deixou a galera seca. Webber em primeiro e Button, quinto colocado, campeão da temporada dois mil e nove da Fórmula 1. Nada que os brasileiros que lotaram o autódromo esperavam depois de tanta chuva.
Sem final feliz, com a cara toda marcada de rosa e branco, já tomei a decisão sobre o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1 de dois mil e dez: estarei lá novamente!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A geração sem infância

Fala aí galera! Em pleno dia das crianças, eu esperando a minha ansioso, e postando aqui pra vocês!
Hoje, em pleno doze de outubro, dia do descobrimento da América, dia de Nossa Senhora Aparecida para os católicos, e mais popularmente conhecido Dia das Crianças, vou postar justamente sobre isso, infância. Mas é sobre a infância "pobre" da molecada de hoje.
Na minha época de criança (segundo a minha patroa, ela ainda não acabou) o Dia das Crianças era comemorado nas ruas, exibindo nossos presentes, feitos para brincar em locais abertos, na maioria das vezes. Bicicletas, skates, patins, bolas eram vistos aos montes nas ruas no dia de hoje, a um tempo atrás.
Andando pelas ruas da Franca do Imperador hoje, talvez pelo mal tempo, não vi a molecada na rua. Achava que a chuva havia espantado os pirralhos das ruas, mas não é isso que acontece nos dias de hoje. Claro que a violência de quinze, vinte anos atrás não é nem de longe comparada com a violência com a qual convivemos hoje em dia, portanto, o perigo, principalmente para a criançada é maior, o que aumenta a preocupação dos pais e consequentemente, tira a criançada das ruas.
Mas, chegando ao supermercado para fazer minhas compras mensais, percebi que o motivo do "sumiço" da molecada na rua também tem outras causas. Um dos setores mais cheios de criança hoje, eram os de vendas de jogos eletrônicos. Hoje em dia, o famoso bilhetinho "Papai, não esqueça a minha Caloi" não é tão usado como antigamente. Ao invés disso, temos crianças pedindo para os pais novos "cabos USB" para seus consoles de vídeo games, ou TVs de LCD de cem polegadas com uma definição de imagem maior para trazer "realismo" para os games da moda, ou um notebook mais moderno ou um celular com uma capacidade maior de armazenamento para colocar todos os mp3.
Eu até hoje adoro jogos eletrônicos, me divirto as vezes. Mas na minha infância, não abria mão de uma "voltinha no quarteirão" com minha bicicleta nova. Ou de um jogo de basquete na rua, com a tabela amarrada no poste em frente a casa da Dona Terezinha... Pique-esconde, Cadeira, Rei da Rua, Matança (ou queimada), Boli Bete, nenhuma dessas brincadeiras são vistas hoje nas cidades.
As brincadeiras da moda estão postadas no You Tube, com os recordes batidos no Guitar Hero, ou no Halo, ou no PES dentre outros jogos eletrônicos baixados da internet.
Essa reclusão digital a qual são submetidas as crianças de hoje pode ser uma das causas de tantos jovens que, cada dia mais cedo, se envolvem em problemas, sejam eles com a polícia, ou nas escolas, ou até mesmo em seus trabalhos. Época de criança é para brincar na rua, fazer arte de moleque, inofensiva, mas mesmo assim passíveis de punições por parte dos pais. Sendo castigado por artes pequenas, bobas, de infância, ela cresce sabendo os limites de cada um. Pensará duas vezes antes de cometer infrações mais graves quando adulto.
Mas, a cada dia que passa, teremos mais e mais crianças sendo criadas com as avós, que nunca colocaram nos pés um kichute, com os cadarços amarrados até a canela! Não sabem quão felizes estão deixando de ser!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

E a babação continua!

Galera do Blog do XaXim, me desculpem! Prometo que vai ser o último post sobre bebês! Pelo menos até o meu começar a chutar a barriga da mãe!!!
Se puxar o pai, o meu tem tudo pra ser igual esse aí do vídeo!!!


sábado, 3 de outubro de 2009

As emoções de um novato!

Ao longo dos meus quase trinta anos, vivi muita coisa. Confesso que muito das coisas que tive vontade de fazer, ainda não fiz. Porém, tudo que fiz, assim como todo mundo, quando era a primeira vez que fazia uma coisa nova, participava de uma coisa nova ou ganhava uma coisa nova, sempre era a melhor sensação do mundo, até aquele momento.
Quando bebês, assim que damos nossos primeiros passos ou falamos nossas primeiras palavras, mesmo que não tenhamos noção disso, é a maior emoção de nossas vidas até aquele momento. Sem contar que também proporcionamos a maior emoção da vida de alguém, principalmente nossos pais.
Quando entramos na escola, no primeiro dia de aula, assim que passa o desespero de ficar longe das nossas mães, assim que secamos nossas lágrimas de desespero exagerado e percebemos que ali teremos novas experiÊncias é a melhor sensação da nossa vida, até aquele momento!
Na adolescência, quando conhecemos nossas primeiras "paixões", damos nossos primeiros beijos, que até aquele momento de nossas vidas, é a melhor sensação que sentimos! Ainda na adolescência, quando (finalmente) perdemos nossas virgindades, essa sim é a melhor sensação de nossas vidas, até esse momento, que agente acha que vai durar pra sempre!
No meu caso, por ser apaixonado por carros desde pequeno, quando completei dezoito anos e tirei minha carteira de habilitação, até aquele momento foi a minha melhor sensação, ao contrário para a minha mãe, pois ali começava a sua maior preocupação! Ainda com dezoito anos, entrei na faculdade, arrumei meu primeiro emprego, fiz o tiro de guerra, sai do primeiro emprego e entrei no segundo emprego, onde estou até hoje, sai da primeira faculdade, entrei na minha segunda faculdade onde fiquei até concluir o curso, onde no final, na minha formatura, tive uma das melhores sensações de minha vida, até aquele momento! Foram muitas emoções, citando o Rei.
Dos dezoito aos vinte, nem tudo foi emoção positiva. Casei-me, divorciei-me, comprei meu melhor carro, tive meu melhor carro roubado, conheci novas pessoas, afastei-me de velhas pessoas, tive novas namoradas, conheci minha última namorada, com a qual estou até hoje!
O que me espanta é que, hoje, com quase trinta anos, pouca coisa me emociona como antigamente. Aliás, pouca coisa me emocionava como antigamente, até ontem! Como sempre, toda vez que experimentamos algo novo, essa sensação é a melhor da nossa vida até aquele momento. E ontem realmente tive a minha maior e melhor sensação de toda a minha vida! Ontem, tive o privilégio de sentir como é descobrir que vou ser pai pela primeira vez!