domingo, 18 de janeiro de 2015

Pena de morte: justiça ou troca de condenados?

Eu não sou a favor da pena de morte. Acho que a pena de morte, por mais hediondo que o crime seja, é uma forma "fácil" para o condenado pagar pelo mal que causou às vítimas e à sociedade. Talvez a pena de morte, derivada da justiça com as próprias mãos, seja a que eu até entenda e não recrimine. Mas realmente executar um preso, pra mim, é muito pouco como forma de pagamento de sua dívida com sua sociedade.
O tema vira e mexe está nas rodas de conversas, mas nessa última semana se tornou mais frequente devido à execução iminente (foi executado em 17/01/15) do brasileiro preso na Indonésia pelo crime de tráfico de drogas. Crime este, passível à condenação de pena de morte, pelas leis daquele país. E foi o que, coerentemente, aconteceu.
Neste caso em específico, como em qualquer condenação a algum traficante, a pena de morte é muito pouco, se comparado ao tanto de vidas que ele, direta ou indiretamente, ajudou a ceifar. Uma pena perpétua de aprisionamento seria, no mínimo, o mais justo. Acho que o sofrimento seria mais duradouro, bem como o que ele ajudou a causar aos familiares e amigos de quem a sua droga ajudou a matar.
No caso de qualquer pena de morte, seja essa do traficante, seja de outro crime, o verdadeiro sofrimento e pena a ser paga perante à sociedade, acaba sendo transferida aos mais próximos do condenado, aos que permanecerão vivos. Estes arcarão com as consequências dos crimes os quais o condenado-executado praticou. Pra mim, não há justiça nisso e ainda acaba aumentando o número de pessoas que sofrerão pelo resto de suas vidas, por conta dos atos do criminosos, já "descansando em paz".
Mas, ainda sim, apesar de não ser favorável à pena de morte, quando um criminoso como este foi executado, no fundo no fundo, todos nós, pessoas de bem, sentimos um certo alívio de dever cumprido, seja por nós, ou por governos sérios que não aceitam serem desrespeitados, como o da Indonésia.
Não sou favorável à pena de morte, porém, igualmente à minha desaprovação a esta forma de se tentar fazer justiça, não tenho pena do criminoso condenado e executado.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

2015 mimimis!

E lá se foi a primeira semana do 2015. Mas as promessas ainda continuam. Pelo menos nas páginas das
redes sociais. Eu fico um pouco incomodado. Não pelas promessas. Cada um tem o direito de tentar traçar seus objetivos, em qualquer que seja a época de suas vidas. Mas o que me incomoda são os clichês. Aliás, qualquer clichê me incomoda quando se tentam encaixar em suas "histórias de vida".
As promessas para perder peso talvez sejam as únicas que escapam de me causar algum incômodo que me causam... Talvez porque sejam as poucas que tem um pouco de sinceridade.
"Deixar de ser trouxa". Me digam qual é o fundamento de uma promessa dessa? Quem em sã consciência é trouxa por opção? Só de a pessoa fazer uma promessa dessas, já está assumindo a "trouxidão" eterna. Não é porque colocou uma foto bonita com essa frase no Facebook que pronto, como em um passe de mágica, deixou de ser trouxa!
"Gostar mais de mim". Tornou-se o lema das mal amadas! Eu acho engraçado. Geralmente a desilusão é por causa de um (ou uma) figura que todo mundo sabe que não presta ou que não tem futuro, mas mesmo assim a pessoa insiste. Adianta ficar lamentando publicamente em time line depois? Acho que não...
"Parar de pensar nos outros e pensar mais em mim". Essa é a clássica! É o atestado de carência! Nunca esperei muita coisa dos outros. No final, sempre é "cada um por si". Por causa dessa minha experiência de vida, essa promessa pra mim é a que mais denuncia sinal de fraqueza. Pensar mais em mim do que nos outros já está implícito no ser humano, já é da natureza. Prometer uma coisa que já está em nós é totalmente dispensável. A não ser quando você quer chamar atenção...
Pra finalizar o primeiro texto de 2015, prometo que vou ignorar essas promessas, ou melhor, pedidos carentes por atenção desnecessária!