terça-feira, 27 de maio de 2014

Hoje faz quatro anos...

E hoje faz quatro anos que comecei a brincar de bonecas! Faz quatro anos que passei a entender tudo sobre a moda das Barbies, Pollys, Monster Highs e qualquer outra que passe a ser a boneca do momento a partir de agora!
Hoje faz quatro anos que passei a não ter nojo de um monte de coisa! Faz quatro anos que vomitado de bebês não me causam náusea. Faz quatro anos que ser mijado ou cagado por uma coisinha que nem tamanho de gente tem, não me causa ânsia de vômito!
Hoje faz quatro anos que meu sono passou a ser mais leve! Faz quatro anos que não importa se ainda está muito cedo ou muito frio pra levantar e checar se a "vizinha" do quarto ao lado está coberta, ou de meias, ou se está rangendo os dentes, ou se está com sede, ou se quer um "copinho de leite" pra voltar a dormir! Faz quatro anos que passei a checar se a "vizinha" do quarto ao lado está respirando enquanto, tranquilamente, dorme!
Hoje faz quatro anos que tudo na minha vida passou a ficar em segundo plano! Hoje faz quatro anos que todos em minha vida passaram a figurar em segundo plano. Hoje faz quatro anos que a minha vontade própria passar a depender de uma vontade de uma segunda pessoinha, e continuará daqui pra frente a ser assim.
Hoje faz quatro anos que desejo que todo mal que a ela ronde, pare em mim, ou aconteça comigo. Faz quatro anos que troco de lugar para sentir qualquer que seja a dor que ela possa sentir, sem pestanejar ou pensar duas vezes.
Hoje faz quatro anos que não messo esforço algum pra protegê-la, independente do risco. Faz quatro anos que minha vida vale muito menos que a dela, se puder escolher trocar de lugar. Faz quatro anos que a minha vida passou a ser em função dela.
Hoje faz quatro anos que me tornei pai da Duda. Consequentemente, hoje faz quatro anos que me tornei um homem muito, mas muito melhor! Faz quatro anos que me tornei uma pessoa muito, mais muito mais feliz! Parabéns minha princesa Duda!

domingo, 4 de maio de 2014

Senna, o chato!

E lá se foram vinte anos. Esta semana que passou foi semana de "aniversário" de morte de um dos mais idolatrados esportistas brasileiros. Ayrton Senna.
Depois de tantos anos, tanto já se foi falado, escrito, proclamado, filmado, achado, contado. Mas o legado que ele deixou, vai além daquele fatídico e trágico 1º de maio. Vai além de saber ou não a verdadeira causa do acidente que vitimou Ayrton, um dos poucos e reais ídolos brasileiros.
O que mais atrai a admiração dos fãs para com Ayrton, não era porque ele vencia. Quer dizer, não era "apenas" porque ele vencia, porque era bom no que fazia. Na verdade era porque ele era um chato! Sim, um chato! Assim como a maioria das pessoas de sucesso deste mundo!
Ninguém consegue ser bem sucedido se for bonzinho. Só no esporte temos vários exemplos de "malas" que, fora do seu círculo, são verdadeiros ídolos. Ayrton Senna, Michael Jordan, Cristiano Ronaldo, etc. Todos eles não são bonzinhos e às vezes excedem (e muito) o limite da paciência de quem convive com eles. Basta ler suas biografias (autorizadas ou não) para perceber o quanto eles irritaram quem os cercavam. Tudo isso em prol de seu sucesso, ou de suas equipes. Apesar de que, desses que eu conheço um pouco da biografia, o maior interesse, na minha opinião, sempre foi o sucesso pessoal, individual e não o coletivo. O coletivo vinha em segundo plano, servindo apenas como meio para este fim. Não é atoa que não existem muitas amizades entre atletas da mesma modalidade.
O que atrai a admiração de milhares de pessoas é a personalidade forte, o desejo de defender a sua opinião. Esse desejo, se seguido de boas atuações em suas áreas, dificilmente não vai ser admirado. Ninguém admira o coitadinho que segue todas as regras impostas pelos outros. O bonzinho que sempre diz sim para todos, que sempre se doa em prol de terceiros. Esses não passarão de números (além de irritantes) ou virarão comentaristas de TV!
Porém, não podemos confundir essa defesa de opinião com teimosia. O teimoso, por mais que ele defenda sua opinião, sua posição, ele tem que prová-la, na prática. E é aí que o bicho pega. O teimoso por natureza, raramente consegue provar ou demonstrar sua teoria, seu ponto de vista. O teimoso comum ninguém quer em seu time!
Sigamos sendo chatos, de sucesso. Mas, infelizmente, ao nosso redor, temos mais chatos teimosos do que chatos ídolos. 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

A Dudinha tem pernas compridas. A mentira, não!

Era pra ter escrito este texto ontem, mas o "motivo" do texto me tomou todo o tempo de ontem, a não ser o tempo gasto pra "passar" uma vassoura no "QG"!
Ontem, quinta feira, terminou o castigo da minha princesa! Sim, castigo. Uma semana sem comer chocolate e/ou iogurte. Duas guloseimas que eram comidas habitualmente, como se fossem um ritual diário pós escola.
Para Mi e eu, os pais, isso era uma espécie de prêmio (e agora é, mais do que antes) por bom comportamento, por obediência, e, principalmente, por comer de tudo no almoço da escolinha. Pobres e inocentes pais!
Todo dia, quando indagada sobre o cardápio do almoço, Dudinha listava os ingredientes, com o cuidado de não repetir de um dia para o outro e afirmava que tinha comido de tudo e tudo! Os pais já vem programados de fábrica para acreditarem nos filhos, até que provem ao contrário e algumas vezes nem assim há descrença!
Mas, ao contrário da princesinha, a mentira tem pernas curtas! Para azar da pequena "salafrária" Duda, mamãe teve o (des)prazer de encontrar com a merendeira da escola onde a mesma, preocupadíssima, alertou à mamãe que a vários dias a princesa Duda só comia arroz no almoço! Isso explicava as duas bananas, uma maçã, um iogurte, um chocolate e um pacote de bolacha que ela comia assim que chegava em casa! Não era "fase de crescimento", era fome! Fome que tinha que ser suportada durante todo o dia para não perder o orgulho do papai e mamãe, bem como os prêmios saborosos!
Enfim, deixando a parte engraçada da criatividade de lado, vamos ao que interessa: uma semana de castigo sem comer o que gosta, chocolate e iogurte! E isso, em plena época "pós páscoa" com potes e geladeira cheia de ovos de páscoa!
Foi difícil até pra nós, pais. Mas necessário. Ela entrou no clima do castigo. Contagem regressiva, promessas de que não iria mais mentir, que iria comer até o cabo da panela no almoço, "causos" de amiguinhos que também estariam mentindo... Tudo isso nos fez perceber que, para o bem dela e servindo de consolo para nós, ela tinha entendido o sentido do castigo.
Servindo de consolo porque, para os pais, o castigo do filho é em dobro! Porém necessário!