segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O Natal e sua arte!

Tenho um amigo que é aborrecido nessa época de Natal e Reveillon. O mal humor dele aflora ranzinzamente conforme vamos nos aproximando da festa do Santa Claus! Em um desabafo "facebooquiano" dele, comentei que era só ele arrumar um filho pra entender a tão aclamada "alegria natalina"! Respondendo ao meu comentário, ele me pergunta, sarcasticamente, o que era o Natal? Pois bem, respondo-o nas linhas abaixo, pela minha visão paterna e tirando todo o emblema que a religião católica dá ao Natal, como sendo a celebração do nascimento do Menino Jesus. Vamos ao âmbito comercial da data, da figura do Papai Noel e o que ela transforma na casa de quem tem crianças.
O Natal é a época onde todo bom comportamento, seja na escola, em casa ou na casa alheia, é recompensado em forma de presentes. Mas não é o presente em si que conta para a criança inocente. O que conta é como este presenta chegará até ela, pelas mãos de um vigilante Papai Noel que a observou durante todo o ano, fazendo anotações para no final do ano, autorizar os elfos a fabricarem o presente que ela pediu!
Conforme a data se aproxima, o Papai Noel se torna o maior aliado nas chantagens paternas contra os filhos! Não há birra, falta de vontade de comer verdura, falta de vontade de tomar banho na hora que os pais querem, que resiste a um "ah é!?, não vai? Então vou contar ao Papai Noel!". A vida dos pais fica muito mais fácil com essa ajuda do Pólo Norte! E as crianças, verdadeiros anjinhos!
Agora, o que mais impressiona na época do Natal, é a inocência de uma criança perante a uma fábula bem contada. O brilho do olhar quando vê um velho barbudo qualquer sentado no shopping distribuindo balas e anotando pedidos de presentes. O entusiasmo em falar com o Papai Noel ao telefone, que na verdade é o pai disfarçando a voz e a mãe mudando a foto do contato do pai para a foto do velhinho barbudo e simpático em seu celular. E não há quem contrarie a criança de que tudo isso é uma farsa, uma armação. Elas acreditam inocente e piamente nessa magia!
Isso tudo, meu caro Marção, nos traga, talvez, a verdadeira alegria natalina que muita gente, forçada e artificialmente, tenta expressar em suas redes sociais!

domingo, 7 de dezembro de 2014

Papel toalha: do alívio ao desespero

Eu não sou de desejar mal a ninguém. Acredito que todo sentimento que a gente carrega e deseja aos outros, também é atraído para nós. Portanto, prefiro ser uma pessoa positiva, do bem, com boas intenções. Desse jeito me auto protejo!
Mas, esses dias eu descobri que dá pra ser cruel com alguém, pelo menos em nosso desejo. Não tenho inimigos, ou desafetos. Talvez até os tenha, mas até hoje não os conheci. Sei que tem gente que não gosta de mim, mas também, até hoje, não fizeram nada que pudesse me prejudicar. Apenas não gostam de mim, como eu também não gosto de algumas pessoas, mas fico na minha.
Agora, se tivesse que desejar algo de ruim a alguém, já tenho a minha crueldade: que lhe falte um bom papel higiênico! Após uma viagem minha (logo estará Na Rota do XaXim, em áudio visual aqui: https://www.youtube.com/user/xaxpower) percebi que não pode existir nada mais cruel para o ser humano do que um péssimo - e áspero - papel higiênico! É tortura demais...
Tá certo que no meu caso, não foi um papel higiênico. Foi mais um papel toalha... Sim, pessoal, na falta de um papel higiênico, no aperto, qualquer objeto absorvente serve! Por bem, ou no meu caso, por mal!
Depois de ter que me submeter à lixa anal, fiquei sentido os efeitos por quase uma semana! E olha que sou "standard" ainda! Nem a tradicional dedada dos quarenta ainda não levei! Tenho, ou tinha até esse episódio, todas as 32 pregas (depois me perguntem como se confere esse número).
A sensação do alívio após o "desaperto", rapidamente desaparece quando você tem que sentar. Não há posição confortável para acomodar nosso querido "asterisco" sem que a lembrança da cruel toalha de papel reciclado não venha a tona, de forma bem incomoda e dolorosa! Você quase prefere as pontadas de antes do alívio, somadas à incerteza de quando você vai encontrar aquele banheiro minimamente decente pra você chamar de seu, por alguns minutos!
Então, queridos leitores, nada de "beijinho no ombro pras recalcadas" como forma de "vingança". O esquema, ou a arma, é a boa, áspera e bem reciclada toalha de papel na hora do aperto!