Tenho um amigo que é aborrecido nessa época de Natal e Reveillon. O mal humor dele aflora ranzinzamente conforme vamos nos aproximando da festa do Santa Claus! Em um desabafo "facebooquiano" dele, comentei que era só ele arrumar um filho pra entender a tão aclamada "alegria natalina"! Respondendo ao meu comentário, ele me pergunta, sarcasticamente, o que era o Natal? Pois bem, respondo-o nas linhas abaixo, pela minha visão paterna e tirando todo o emblema que a religião católica dá ao Natal, como sendo a celebração do nascimento do Menino Jesus. Vamos ao âmbito comercial da data, da figura do Papai Noel e o que ela transforma na casa de quem tem crianças.
O Natal é a época onde todo bom comportamento, seja na escola, em casa ou na casa alheia, é recompensado em forma de presentes. Mas não é o presente em si que conta para a criança inocente. O que conta é como este presenta chegará até ela, pelas mãos de um vigilante Papai Noel que a observou durante todo o ano, fazendo anotações para no final do ano, autorizar os elfos a fabricarem o presente que ela pediu!
Conforme a data se aproxima, o Papai Noel se torna o maior aliado nas chantagens paternas contra os filhos! Não há birra, falta de vontade de comer verdura, falta de vontade de tomar banho na hora que os pais querem, que resiste a um "ah é!?, não vai? Então vou contar ao Papai Noel!". A vida dos pais fica muito mais fácil com essa ajuda do Pólo Norte! E as crianças, verdadeiros anjinhos!
Agora, o que mais impressiona na época do Natal, é a inocência de uma criança perante a uma fábula bem contada. O brilho do olhar quando vê um velho barbudo qualquer sentado no shopping distribuindo balas e anotando pedidos de presentes. O entusiasmo em falar com o Papai Noel ao telefone, que na verdade é o pai disfarçando a voz e a mãe mudando a foto do contato do pai para a foto do velhinho barbudo e simpático em seu celular. E não há quem contrarie a criança de que tudo isso é uma farsa, uma armação. Elas acreditam inocente e piamente nessa magia!
Isso tudo, meu caro Marção, nos traga, talvez, a verdadeira alegria natalina que muita gente, forçada e artificialmente, tenta expressar em suas redes sociais!

