domingo, 28 de fevereiro de 2010

Onde queremos chegar?

Me desculpem os leitores deste blog, mas hoje não tem postagem engraçada! A semana foi muito boa pra mim, em termos de novidade e hoje, através desta postagem, tento demonstrar qual meu estado de espírito decorrente das mudanças com que me deparei esta semana!
Tem uma época da vida da gente que sempre nos deparamos com a pergunta: qual o nosso propósito de vida? Claro, para os religiosos, estudiosos e outros "osos" do mundo, sempre há uma explicação filosófica para esta pergunta. Eu, como cético que sou, não acredito em teorias. Fatos me convencem muito mais do que belas palavras escritas em tom de profecias. Abaixo vocês verão meu ponto de vista.
Acho que todos nós devemos nos autoavaliar constantemente. É muito fácil apontar os defeitos alheios quando não conhecemos os nossos. Este texto não é nenhuma postagem de autoajuda, mas a velha frase clichê cabe perfeitamente aqui: quando conhecemos a nós mesmos, o resto não importa. Quando viajo a trabalho, na maioria das vezes sozinho, penso no que quero da vida, no que almejo, no que sonho.
Hoje, com trinta anos, um pouco menos da metade da minha vida (espero!) já fiz essa autoavaliação. Mas isso não quer dizer que aos quarenta não farei novamente! Os resultados as vezes não nos agradam. Mas e daí? Se não nos agradam, é porque não estamos comparando com os parâmetros certos!
Quando crianças, somos condicionados a seguir determinadas regras. Sejam regras da escola, de casa, do catecismo, da escolinha de futebol. Essas regras servem para nortear o que seremos quando adultos, ou não. Dependendo de como essas regras nos são impostas, o não cumprimento, o não seguimento, pode ser nosso norte de vida. Eu, graças a boa educação caseira, acho que segui as regras certas. Não sou e nem nunca fui, exemplo pra ninguém. Aliás, minha personalidade forte, meu individualismo (as vezes exagerado) e, porque não, meu egoísmo, não servem de exemplo pra quem quer ser o bom moço da sociedade. Mas, com base nas regras aprendidas quando criança, sou bem visto no círculo social em que vivo.
Mas o contrário também é verdade. Muitos dos meus amigos de infância, criados sob as mesmas regras que eu, hoje não estão nas mesmas condições do que eu. Pasmem, mas uma grande parte dos meus conhecidos de infância, ou estão mortos ou presos! Na minha autoavaliação, isso é um ponto positivo. Somente quando fazemos esta autoavaliação é que percebemos que realmente vencemos.
A vida profissional, a carreira, é um ótimo parâmetro de avaliação. A empresa em que trabalho sempre fez parte da minha vida, uma vez que meu pai trabalhou nela por vitoriosos vinte e sete anos. Não conhecia e nem almejava outro lugar para trabalhar quando adulto. A onze anos, quando entrei para trabalhar em meu segundo emprego, nesta mesma empresa, sempre falei aos meus próximos que me espelharia em meu pai, também na vida profissional. Hoje, cá estou. Ocupando o mesmo cargo, a mesma região de gerência e, o mais importante, tendo o mesmo reconhecimento! Me desculpem quem ainda não tem essa percepção de que reconhecimento vale mais do que contracheque, mas isso vale mais do que alguns cifrões no banco. E não se preocupem, o reconhecimento financeiro vem logo em seguida! Essa percepção também só conseguimos nos autoavaliando.
Há um ditado que corre pelo mundo, o qual não sei a origem e muito menos o autor, que diz que todo homem deve escrever um livro, ter um filho e plantar uma árvore para que seu propósito de vida esteja completo. Tudo a seu tempo, comecei a escrever este blog, um livro virtual. Estou prestes a receber minha princesinha, minha filha mais ou menos planejada mas certa e ansiosamente esperada e se tudo correr bem, para cumprir meu propósito de vida, semana que vem planto minha árvore! Portanto, para concluir, não sei de vocês, queridos leitores, mas eu cheguei onde queria!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Entre xampus e sabonetes!

De novo, posto mais uma "batalha do sexo"! Dessa vez, o campo de batalha é o banheiro! A um tempo atrás, recebi um email descrevendo as diferenças entre o banho dos homens e das mulheres. Abaixo, sintetizo algumas diferenças, com muito bom humor, pra vocês, meus leitores!
Primeira diferença, tirando as roupas! Mulher tem todo um ritual. Tira os sapatos, organiza-os na sapateira do closet, junto com seus quinhentos e trinta e dois pares, por ordem de uso. Em seguida vem a meia calça, tirada, revelando que a depilação está quase vencendo. Depois, blusinha. Dá uma conferida pra ver se não tem nenhuma manchinha e coloca delicadamente no cesto de roupas sujas. Saia desce em seguida pelo chão do banheiro. Cuidadosamente, depois de virar ela do lado certo pra não ser colocada do avesso no cesto, é colocada dentro do mesmo. Soutien e calcinha são tirados em seguida, mas estes a acompanham debaixo do chuveiro, onde serão lavados! Ufa!
No caso do homem, tira os sapatos no quarto, arrancando-os com os pés mesmo. Desamarrar pra quê? Camiseta é lançada de qualquer jeito no cesto, acaba caido atrás do mesmo, seguido de um sonoro "putz", por ter errado. A calça, tirada pelos pés, é arremessada como uma bola de basquete, com direito a preparação ao estilo "Hortência" com respirada e tudo! Meias a cueca, idem!
Para mulher, é muito importante a regulagem da temperatura da água. Pelo menos uns cinco minutos são perdidos nessa preparação. Enquanto isso, dá tempo de revisar o esmalte das unhas dos pés, comparar se as coxas estão da mesma largura e reclamar, de novo, daquele pelinho inflamado perto da perseguida. Maldita depiladora!
Homem é aventureiro! Já abre o chuveiro e entra embaixo com a água fria ainda e fica pulando até ela esquentar! Junto com os pulinhos fica tentando cantar alguma coisa pra dar força psicológica, tipo "Born to be wild", por exemplo...
Temperatura adequada, hora de começar o ritual. Isso mesmo, ritual! Para as mulheres, o banho parece um ritual de purificação... Primeiro, xampu para acabar com as pontas duplas. Depois de dez minutos de massagem capilar e doze minutos de enxague, hora de aplicar o xampu para dar brilho intenso. Mais quinze minutos de massagem capilar e outros doze minutos de enxague... Cabelos lavados!
Cabelo mais ou menos molhados por causa da pulação, o que tiver mais perto, ou um dos treze xampus da esposa ou o sabonete mesmo. É assim que nós homens lavamos a cabeça. Se tiver cabeça raspada como este que vos escreve, melhor ainda!
Cabelos lavados, hora dos condicionadores. Mais quinze minutos de massagem capilar, mais vinte minutos de enxague. Mulher tem condicionador pra cada fase da vida. Uma hora é pra dar tranquilidade ao couro cabeludo, outra é para dar volume (???) aso cabelos, outra é para dar movimento (???) aos belos e longos...
Depois de tirar mais ou menos o sabão (xampu ou sabonete) do cabelo, perder tempo com condicionador pra quê?
Chegou a hora dos sabonetes. Não se assustem, mulher tem um sabonete para cada parte do corpo. Começando pelo colo e seios, passando para o sabonete da barriga, lado esquerdo e depois sabonete para a barriga, lado direito. O sabonete para a parte superior das costas, depois o sabonete para a parte inferior das costas. Não é nem preciso dizer que há um sabonete para a nádega esquerda e um para a direita, bem como um sabonete (líquido) para o "risquinho". Pernas também recebem cuidados especiais de quatro tipos, e claro, um último para os pés! Ufa! Solteiros, imaginem o tamanho da saboneteira das mulheres!
Já para os homens, o sabonete da esposa que estiver em maior tamanho é o escolhido, a menos que seja cor de rosa! Macho não usa nem sabonete cor de rosa! Ser do maior tamanho tem explicação, são melhores pra segurar (evitando a queda, óbvio) e dá pra fingir que é um microfone, para acabar a performance do "Born to be wild" iniciada com os pulinhos da água fria! Agora tem a vantagem de poder fazer um cabelo "punk" com o sabonete e sair do box pra ver como ficou em frente ao espelho!
Banho encerrado, hora de secar os cabelos com a toalha para cabelos enquanto se enrola em uma toalha maior, própria para o corpo porque é feita de algodão colhido nos montes tibetanos no outono, pelas carmelitas canhotas do convento do Alto do Monte. E não pode se enxugar esfregando a toalha, apenas apalpando!
Já os homens, novamente esqueceram de pegar a toalha no varal e tem que enxugar com a toalha de rosto, ou com o tapete! Mas é o suficiente para enxugar o peito, a cabeça e o saco!
Pronto! Após quarenta e sete minutos, as mulheres estão prontas para iniciar o ritual de cremes e massagens antes de colocar a roupa... Para o lado masculino, após doze minutos, pronto pra colocar aquela bermuda velha, larga e confortável pra assistir o Tricolor no pay per view tomando aquela gelada!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Mardi Gras, como eles dizem lá!

Galera, já notaram como o Carnaval é uma festa extremamente sem noção? O que se comemora no Carnaval? Na verdade, no Carnaval não se comemora nada. Era, em suas origens, apenas uma reunião de pessoas para se preparar para os quarenta dias de penitência da religião Cristã.O Carnaval fantasiado como vemos no Brasil, é fruto da reunião do povo parisiense. Sim, isso mesmo! Toda essa bagunça que vemos hoje, é inspirada nas reuniões dos elegantes cidadãos de Paris, por volta do século XIX.
O grande objetivo dessas festividades, era afastar todos os prazers da carne como forma de preparação para a Quaresma, instituída juntamente com a Semana Santa, pela igreja Católica, por volta do século XI.
Ok, tudo bem! Blog do XaXim também é cultura. Mas, o que isso tudo tem a ver com o Carnaval que vemos hoje? Eu lhes respondo: nada!
Carnaval no Brasil do século XXI, nada mais é do que uma desculpa para tudo! Quem nunca ouviu a famosa frase "o Brasil só funciona depois do Carnaval".
Na indústria e no comércio, o mercado aquece somente após o Carnaval. Na educação, as aulas começam após o Carnaval. Os gordinhos, só entram na academia, depois do Carnaval! Os solteiros, só entram em um relacionamento após o Carnaval! Pode até começar durante o Carnaval, mas a seriedade que lhe é competente, somente após a quarta feira de cinzas, depois da ressaca curada!
Sem considerar o Carnaval como desculpa, durante os dias em que se passa o Carnaval, tudo pára, como se fosse um feriado nacional. Bancos, órgãos públicos, comércio, tudo pára! Nos estados do norte e nordeste brasileiro, a situação é ainda pior! O povo de lá já não é muito fã de trabalho, na época do Carnaval então, menos ainda! Pra piorar, o Carnaval lá não dura apenas 4 dias, como no resto do mundo! Lá dura o mês inteiro! Já inventaram até mesmo a tal da Micareta, que nada mais é um Carnaval fora da data correta e mais uma desculpa pra não trabalharem! Nessa onda, se houver mais um mandato do barbudinho, ele lança o Bolsa Carnaval para as famílias nordestinas!
Carnaval também serve de desculpa para um monte de estupidez. Quem nunca pegou uma feia durante um grito de Carnaval? E você, garota certinha e exemplo do papai? Nunca beijou um bêbado que acabou de conhecer? Isso sem contar no que esse beijo desconhecido pode resultar... Não é atoa que novembro é o mês que temos mais partos no Brasil! O mesmo pode se dizer dos registros de filhos de mães solteiras...
Carnaval é a única época do ano em que ficar bêbado é a regra. Sóbrio nessa época do ano é o bicho mais deslocado do planeta! Para o sóbrio, as piadas não tem a mesma graça que tem para os bêbados. Para o sóbrio, não tem sentido ficar pulando abraçado com um monte de homem suado e fedendo a cachaça e a outros produtos ilícitos comercializados atrás dos trios elétricos! O duro é que no Carnaval, vale tudo! Se vale tudo e cú de bêbado não tem dono, imagina o que sai da mistura dessas duas sabedorias populares!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A "verdadeira estória" do Rottweiler

Boa segunda feira! Desculpem pela falha de ontem, mas deu "PT" aqui... Engraçado, é só comer arroz depois de beber que eu passo mal... Não entendo esse metabolismo! Bom, voltando ao que interessa, vamos a postagem de hoje, que tinha que ser de ontem!
Acho que todos que acompanham este blog já notaram meu gosto por cachorros. Não escondo de ninguém que prefiro muito mais a lealdade desse animal do que a amizade interesseira dos homens. Como um bom criador, e acima de tudo admirador, defendo acintosamente minha Rottweiler. Não acredito que a agressividade venha da raça. Independente da raça, o cão só faz o que te ensinam, ou reagem a uma ação, como qualquer ser vivo. Pra desmistificar essa má fama dos Rottweilers, conto abaixo a "verdadeira estória" de como surgiu essa bela raça.
Todos sabem a história que contam os livros. Originários da região de Rottweil, ao sul da Alemanha, por volta do século I d.c., desde suas origens os Metzgerhund Rottweil (cão do açougueiro de Rottweil, Rottweiler em alemão) sempre tiveram sua força como a principal qualidade, perante seus donos. Porém, essa não é a verdadeira historia.
Conta a lenda que bem antes da relação homem x cão ser estabelecida, o grande Conselho Canino dos Oito, que governava o destino de todos os cães, convocou uma importante reunião, a fim de estabelecer categorias para mais fácil distinguir cada grupo canino e assim facilitar a associação com os homens, de acordo com a necessidade de cada ser humano. Essas categorias seriam formadas por cães semelhantes, em aparência e qualidades, que seriam igualmente denominados, dando origem às raças.
No dia combinado, cada grupo se apresentou, já com os nomes de cada raça já definidos, para escolha de suas principais características. O Conselho Canino dos Oito dispôs para escolha de todos um catálogo com as principais características para que cada representante escolhesse as que mais lhe agradavam.
Conforme a fila andava, a quantidade de rabos e orelhas foi se esgotando, deixando os cães do final da fila desesperados. Com esse desespero, um galgo, que se encontrava atrás de um mastif na fila, pediu em desespero: "Por favor amigo Rottweiler, deixe-me passar a tua frente. Nós galgos precisamos de um rabo que sirva como leme, pois, caso contrário, correremos tortos e desengonçados." O Rottweiler, consternado com o companheiro galgo, trocou de lugar.
Acompanhando a fila calmamente, o Rottweiler, agora mais atrás, ouviu novamente um pedido entristecido: "Rottweiler, você se importaria de trocar de lugar comigo? É que nós da raça São Bernardo necessitamos de um tamanho grande, caso contrário não teremos condições de resgatar os humanos perdidos na neve." O Rottweiler suspirou e cedeu seu lugar ao São Bernardo.
Um tamanho pequeno para os Terries, que além de tudo levaram a agilidade, um pelo sedoso para o Lhasa Apso para que seus donos pudessem pega-los no colo, uma pelagem espessa para os Labradores para que pudessem trabalhar com as ovelhas e o Rottweiler sempre cedendo aos pedidos.
Finalmente chegou sua vez. Pode perceber a tristeza do representante do conselho ao folhar o catálogo e perceber que não restaram muitas características.
"Suponho que nosso largo amarelo ante peito harmonizará com nossas finas cadeiras sempre que nos virem com as orelhas em pé." Pediu o Rottweiler.
"Sinto muito - disse um membro do Conselho - não há mais orelhas em pé. Podemos te oferecer orelhas largas e compridas ou médias quase pequenas, porém sempre caídas."
O Rottweiler, contrariado, escolheu: "Levarei as médias quase pequenas, afinal,
nem serão notadas com uma cor clara e brilhante.""Não há mais cores claras " - exclamou outro membro do Conselho. " Só ficou a cor preta. Mas não fique triste, pois ficaram algumas manchas cor de fogo, que podem se esparramar sobre a cara e as patas. Pode desenhar com elas uma borboleta no ante peito, uma flor de lis no traseiro e ainda sobra um pouquinho para colocar em baixo das orelhas."
"Não é o que planejávamos - argumentou o Rottweiler - porém, um abundante e formoso rabo seria um consolo ideal."

"Seria - falou o representante do conselho - mas não há mais rabos."

Com um rugido de indignação, o Rottweiler se dirigiu aos membros do Conselho dizendo: "Pretendem vocês que eu me apresente perante o meu grupo vestido de preto, com manchas cor de fogo e orelhas caídas e sem rabo?!"

"É lamentável - respondeu alguém - mas ainda temos dois olhos amarelos que combi..." foi quando o olhar de lado, escuro e profundo do Rottweiler, o fez desistir de continuar a frase.

Neste momento, o presidente do conselho apareceu, e notando que o Rottweiler havia cedido seu lugar diversas vezes na fila, mesmo sendo um dos primeiros a chegar, ordenou que, ante a ausência de características disponíveis, fosse concedido ao Rottweiler uma qualidade pertencente a cada um dos membros do Conselho.

Sendo assim, o Rottweiler saiu da reunião e se apresentou não só ao seu grupo mas para toda a humanidade, vestido de preto, com manchas de fogo, orelhas caídas, sem rabo e com VALENTIA, INTELIGÊNCIA, DOÇURA, FORÇA, LEALDADE, SERENIDADE, NOBREZA e um grande, verdadeiramente imenso CORAÇÃO!