O que mais a gente escuta hoje em dia, principalmente no meio profissional, é que a escassez de mão de obra, seja ela qualificada ou não, é cada vez mais abrangente. Ultimamente, parece que fazer algo bem feito, de forma a superar expectativas, se tornou um pecado, uma doença venérea.
A impressão que tenho é de que ninguém mais quer surpreender positivamente. Ninguém quer se destacar, positivamente. Male male, vemos o pessoal fazer o que dá, como dá e quando dá. Não há a ambição de ser o melhor naquilo que faz.
No quesito desculpas, aí sim vemos vários destaques. Seja no teor delas ou seja na rapidez com que elas surgem. Sempre há, na ponta da língua, um motivo para que algo tenha sido feito, como dizemos, "nas coxas" e não da melhor maneira possível.
Noto hoje em dia, um esforço muito grande que a maioria das pessoas tem em tentar fazer o outro desanimar também. Não temos mais aqueles companheiros tentando aumentar o ritmo das remadas. Aumentar a intensidade das remadas e, porque não, ajudar nas remadas. Temos hoje, várias âncoras, isso sim. O "assim tá bom demais" tornou-se o lema do dia. O "se ou outro não faz, porque eu tenho que fazer?" se tornou o mantra que serve de consolo para o mal feito.
Todos já partem do princípio que se ele não fizer, não há com que se preocupar, pois outro o fará. E não importa se fará bem ou mal feito. O importante é que ele não se desgastou com tal tarefa e, principalmente, não será julgado por tal tarefa. O que ele esquece também é que ele não receberá os louros por uma tarefa bem feita. Mas, o que importa ser reconhecido por algo bom no meio de tanta incompetência?

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