Segundo algumas pesquisas, o aplauso teve origem na Grécia antiga, na época dos gladiadores. Era usado como forma de incentivo e, quando havia algum empate em um combate, servia para, de acordo com sua intensidade, definir o vencedor do combate.
Pois bem. Lá se foram os gladiadores, e cá estamos, em 2014, no auge da necessidade por aplauso. Quanto mais fácil fica a exposição, maior a necessidade do aplauso. Isso irrita.
Claro que todos gostam de aplauso. Claro que todos gostam do reconhecimento por algo bem feito. Mas este aplauso tem que ser merecido, não suplicado.
Pra piorar, o aplauso merecido nem sempre é dado. O aplauso merecido, as vezes, vai para quem não implora pelo aplauso e entende que o que foi bem feito era o melhor a ser feito e não foi feito esperando o aplauso. Foi merecido. Mas o sentimento é o de que, se veio, ótimo, será bem vindo. Mas não era a necessidade. Isso é reconhecimento!
Infelizmente, o aplauso implorado é mais divulgado. O aplauso necessitado é para que pequenos (e alguns até insignificantes) feitos sejam colocados em um patamar muito mais alto ao que realmente pertencem. Mas este é dado cotidianamente e, na imensa maioria das ocasiões, sem a mínima necessidade ou, o que é pior, sem o menor merecimento por parte do aplaudido.
A nós, os que não tem a necessidade do aplauso diário, cabe seguir em frente fazendo o que deve ser feito, da melhor forma possível. E nunca nos esqueçamos que, em um espetáculo, até os palhaços são aplaudidos!

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