terça-feira, 3 de junho de 2014

Em nome do Pai, do Filho e de todo o público que vai curtir meu "sincero" agradecimento!

Sabe quando uma pessoa agradece demais, que você suspeita da sinceridade do agradecimento? Pois bem... Canso de ter essa sensação hoje em dia.
Nunca o povo foi tão avesso à assumir a responsabilidade de suas vidas. Tudo é culpa Dele. Coisas boas e ruins. Daí a necessidade de demonstrar que "anda na linha", que é uma "pessoa de bem", pois é temente e frequentemente, agradecido a Deus! Faltou só o que é uma pessoa hipócrita, mas não vamos generalizar... As atitudes das figuras se encarregam disso.
Não sou religioso, mas tenho a lembrança do primeiro (e de alguns outros...) dos dez mandamentos: "Não usarás o nome de Deus em vão". É o que eu mais vejo sendo desrespeitado. Chega a ser chato e sinceramente sinto vergonha alheia! Tem uma passagem na bíblia que fala exatamente disso, de contar aos quatro ventos os seus feitos e agradecimentos a Ele (Marção pode me ajudar nesse assunto, conhece mais do que eu e sabe citar tal trecho). Trocando em miúdos, é mais ou menos o que o velho e sábio dito popular diz: "o que é dado com a mão direita, a esquerda não precisa saber". Desculpem a analogia, mas não só a mão esquerda fica sabendo, como o braço, os pés e outras partes mundanas que não citaremos aqui.
Não sou contra o agradecimento. Muito pelo contrário. Agradeço a Ele sempre que algo bom me acontece, ou algo ruim não me acontece. Mas o assunto fica entre mim e Ele. Só. Também prezo e respeito aquele agradecimento sincero. Mas esses raramente vemos, pois são feitos em um momento muito particular de cada um, assim como tudo que tem em sua natureza a sinceridade.
Também não jogo em Suas costas a responsabilidade de algo ruim. Ou algo que não saiu como eu esperava. Tenho certeza de que não foi a Sua vontade e isso não me serve de muletas. Essa certeza é o que me dá forças para não aceitar algo que não é do meu agrado. O conformismo não faz parte dos meus objetivos. O livre arbítrio me dado por Ele, prova isso.
Peço Sua proteção todos os dias de manhã, quando saio de casa, deixando pra trás meu maior bem, minha filha, e a pessoa que me acompanha, minha Pretinha, nas horas boas e ruins. Mas peço em silêncio. Sem trombetas e imagens de Facebook para que todos curtam a minha devoção e religiosidade (que não tenho). Assim como em minhas obrigações, não preciso de aplausos para isso e com certeza me sentiria incomodado se os recebesse.
Minha religião é a de não fazer mal aos outros. É de ajudar se for possível. É o respeito que tenho com todos, inclusive com os que não o merecem. A esses, talvez meu respeito seja confundido com desprezo. Mas se não merecem o respeito, ser desprezado por mim dá no mesmo. Saem ganhando.
Enfim, sigo abominando essa adoração sem limite e sem conteúdo. Dentro de minhas crenças, respeitarei a todos, como sempre. Mas lembrem-se: ações valem mais do que imagens bem tratadas no Photoshop para postagens na internet! Amém?

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