domingo, 17 de novembro de 2013

Nem o primeiro, muito menos o último. Joaquim, mais um.

Acompanhando, de longe, o tal caso do menino Joaquim, supostamente morto pela mãe e o padrasto, fico impressionado como o ser humano tem sempre dois pesos e duas medias. Pelo menos a maioria deles.
Não foi provado a culpa do padrasto, dependente químico, ou, usando o português claro, um maldito drogado. Porém, pelos fatos apresentados até agora, não vai ser difícil comprovar tal culpa. Comprovando isto, vejo um monte de "puritanos" caindo de pau em cima do rapaz, por ser drogado e pela mãe do garoto, por ter contato com um "bandido" desses. E é aí onde quero chegar...
Se não tivesse matado o menino (caso seja provado), ele não passaria de um rapaz que mexe com drogas. Um rapaz que tem aparência pra frequentar qualquer roda de amigos da maioria dos filhos desses puritanos que agora o crucifixam. 
Tem aparência pra ser namorado de muita menina que agora o apedreja e despreza. A mãe, julgada como se fosse uma puta que coloca dentro de casa qualquer bandido ou cafajeste que aparece à sua porta.
Não defendo nenhum dos dois. Sou pai e toda vez que presencio casos onde crianças morrem, hoje, infelizmente, tenho a condição de me colocar no lugar. Tenho a condição de imaginar a horrível sensação que possa ser perder um filho. Me embrulha o estômago, toda vez.
Porém, o que aconteceu com esse menino, decorrente da (suposta) ação da mãe e do padrasto, infelizmente pode acontecer com a maioria desses julgadores que agora discriminam o "padrasto drogado". Só que esquecem que esse padrasto drogado poderia ser qualquer um do círculo de amigos. Sim, qualquer um! Aquele amigo que "só fuma um baseadinho", aquele rapaz que "só dá uns tapas" no final de semana pra "curtir". Aquele playboy gente fina que sempre tem pra galera toda. São esses mesmos amiguinhos que podem se transformar nisso que todos viram e repudiam.
Pra mim, não existe meio viciado, meio bandido. Qualquer atitude que se tome, consciente, para se drogar, é passível de desfechos como esse. Assim como esse rapaz que pode ter cometido essa atrocidade em decorrência de seu maldito vício, todos estão no mesmo saco, da mesma farinha podre.
Temos que pensar bem quando vamos levantar a bandeira do julgamento, pois enquanto está tudo "divertido", ninguém é bandido!

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