Quando eu era mais novo, sempre fui enguiçado. Teimoso, que só eu. Levar desaforo pra casa, nunca. Até quando não tinha o tal desaforo, eu achava que tinha. Porém, mesmo assim, minhas brigas foram poucas e, com quase trinta e quatro anos, posso ficar tranquilo e dizer que nunca tomei um soco na cara (e também não dei, diga-se de passagem).
Quando me falavam que isso era coisa da idade, que quando eu fosse mais velho eu teria a paciência pra "deixar pra lá" certos assuntos e situações, aí sim eu queria criar caso. Parece, ou melhor, parece não, tinha certeza que era só pra contrariar e fazer valer a minha vontade e/ou opinião, que nem sempre eram as certas, ou as mais racionais para o momento.
Pois bem. Anos se passaram, quilos chegaram, cabelos caíram, casamentos vieram (um se foi), princesinha nasceu e não é que a tal paciência veio? Não diria só a paciência. A maturidade que a acompanha também se faz notar.
Já disse em outra postagem que não me arrependo de nada que fiz nessa vida e, por conta disso, tenho muito claro várias situações em minha memória. Tendo essas memórias claras e presentes, tenho a noção de como melhorei como pessoa ao longo dos anos. Muitas situações que vivo hoje, com certeza teriam desfechos diferentes por causa da minha impetuosidade de outras épocas. Era imediatista, tinha que resolver na hora (pra não levar pra casa o desaforo). Por conta da irracionalidade, as vezes o desaforo se tornava maior, tão grande que nem se eu quisesse, eu o levaria pra casa!
Hoje é difícil algo me abalar a ponto de me tirar do "prumo". Independente do que aconteça - salvo situações que envolvam minha princesa - consigo parar, pensar, analisar e só depois decidir o que fazer. Geralmente, dou de ombros e solto um "foda-se, deixa isso pra lá". Tem funcionado. Mas, quando a situação requer algum tipo de "troco", a paciência tem me dado uma frieza extraordinária pra elaborar o tal...
Se isso é bom? Bem, não seja você a ter que receber o troco!

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