domingo, 9 de outubro de 2011

Eu também comeria...

Pronto! Depois que acabou o Rock In Rio e muita gente já está arrependido de ter gastado boa parte do décimo terceiro para comprar o ingresso do show da Cláudia Leitte, voltamos à programação normal da TV! E do blog também!
Confesso que não sou dos mais legais. Acho que tem hora que meu humor ácido não agrada todo mundo. Meus comentários no Facebook não são os mais "curtidos" pelos meus amigos da rede. Minha falta de trava na língua para alguns palavrões não agrada aos mais puritanos. Porém, mesmo não sendo uma unanimidade entre meus meios sociais, virtuais ou reais, tenho uma característica que muita gente não tem. Sou sincero, autêntico.
Não sou tão influente quanto o Rafinha Bastos, que esta semana, mesmo não estando na bancada do CQC foi notícia estampada em muitos sites, pautas de telejornais, trend topics no Twitter por causa de uma piada de humor negro. Mas confesso que me coloquei na pele dele lendo alguns desses comentários. Afinal, humor é para ser engraçado e não inteligente, ou politicamente correto sempre.
Vivemos em um mundo cada vez mais artificial. Cada vez mais as pessoas criam duas identidades. Uma para quando estão sozinhos, a vontade, não precisando provar nada a ninguém e muito menos serem aprovados por ninguém. A outra, é aquela identidade "pública". Aquela identidade que está sempre preocupada em agradar as pessoas que a rodeiam. Sempre tem que estar do lado "branco" da força.
Eu particularmente não confio em uma pessoa dessas. E para minha infelicidade, este tipo de pessoa vem se tornando o default de círculos de convívio. A preocupação de ser inserido em todos (isso mesmo, todos) os meios que participamos em nossas vidas é, para muitos, o grande objetivo da vida. Confesso que já tive este anseio. Hoje, mais amadurecido e por ter a constante sensação de dever cumprido por acreditar em minhas capacidades, isso já não me afeta tanto. Arrogância? Não... Apenas uma auto confiança que minha curta experiência de trinta e um anos de vida me deu. Claro que não consegui isso sozinho. Tive vários exemplos, bons e ruins. Coube a mim decidir a qual seguir.
Hoje, nessa condição, prefiro ser reconhecido por minhas capacidades, minhas opiniões, favoráveis ou não a algum assunto. Hoje, prefiro ser lembrado pelo MEU modo de ser e não por ser parecido com alguém ou fazer parte de alguma tribo.
Para minha felicidade, ainda conheço muita gente assim, que não precisa estar sempre provando nada a ninguém. Junto com esse pessoal, percebi que, enquanto muitos gastam horas, dias, semanas, meses e até anos tentando serem inseridos em um contexto (e alguns até conseguem), nós, os autênticos (e muitas vezes amargos) gastamos nosso tempo vivendo!

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