Hoje a postagem é produzida de maneira (e em local) diferente! Diretamente do aeroporto de Brasília, pós férias (merecidas) e sem conexão com a world wide web! Mas, não decepcionarei meus leitores!
Semana passada escrevi sobre como qualquer pessoa se torna uma boa pessoa após sua morte. Se for precocemente, multiplique a bondade a ela atribuída por “n” vezes. A postagem de hoje é sobre como às vezes cultuamos os exemplos de pessoas erradas. Meio que indiretamente, tem algo em comum com a postagem anterior...
Antes da massificação dos meios de comunicação, os ídolos eram conhecidos por seus atos que marcaram de alguma forma a história, seja mundial, de sua nação ou até mesmo de sua cidade, povoado. Nos dias de hoje, onde toda informação é transmitida muito rapidamente, os ídolos são mais imediatos, porém, menos, digamos, merecedores de tamanha admiração.
Ídolos mais comuns nos dias de hoje são pessoas do meio televisivo. Atores, apresentadores e, nos últimos dez anos, ex integrantes de reallity shows, sendo o mais comum, o enlatado (de qual sou fã, diga-se de passagem) Big Brother. Até aí, tudo bem. Nos tempos da Roma de César, a política do Pão e Circo já se mostrava bem eficiente no tocante a cativar a população. Hoje, mudaram apenas os atrativos, ao invés do pão e do circo, belos glúteos e uma pitada de baixaria. São ídolos “inofensivos” e consequentemente, passageiros, historicamente falando.
Outros ídolos comuns e passageiros também, são os astros da música. Bandas inteiras ou Alguns de seus integrantes sempre se destacaram no cenário mundial. Beattles, Rolling Stones, Pink Floyd, Cazuza (esse não era um bom exemplo, mas vai...), Gil, Caetano dentre outros, arrastaram (e ainda arrastam) verdadeiras multidões por onde seus shows se apresentam. No caso desses exemplos citados, seus “feitos” não são tão passageiros assim, mas os meus filhos e os filhos de meus filhos, com certeza não acharão tão interessantes suas músicas. Mas, ao contrário dessa velha e boa guarda musical, a “nova geração” de bandas e artistas musicais sumirá num piscar de olhos, assim como os ex BBBs. A luta dessas bandas atuais não tem uma base, seja política, ou comportamental, ao qual seus fãs se identificam e compartilham das mesmas opiniões. Não dá pra comparar por exemplo, o movimento Punk da década de setenta com o movimento Emo dos anos dois mil! Mas, assim como os televisivos, esses também não causam tanto impacto na história. Em alguns casos, o único mal que fazem é aos nossos ouvidos!
Pra finalizar a postagem, porém, sem um pingo de prestígio, temos as celebridades, como diria minha falecida avó, “sem pé nem cabeça”. Há pouco tempo atrás, antes de terminar seu mandato, o ex presidente Lula lançou seu filme-biografia, que por sinal fez até um sucesso razoável, por se tratar de um filme político. Mas daremos um desconto a ele. Querendo ou não, Lula expôs o nome do Brasil internacionalmente, muito mais do que muitos outros presidentes. Teve seus méritos. Não é dele a falta de prestígio, mas tenho que comentar, senão vocês perdem o fio da meada... Como político nenhum gosta de ficar por baixo em uma comparação, após o lançamento do filme do ‘barbudinho’, os demais políticos se organizaram e deram um jeito de lançar este ano um filme sobre suas mães: Bruna Surfistinha! Eu fico extremamente atordoado quando penso que minha filha crescerá em um mundo onde cultuamos uma figura como essa! E o pior, com certeza vai ter muita menininha de “família” que vai se inspirar e seguir os mesmos passos da Deborah Seco, sua intérprete no cinema. Tenha paciência!

Diante de tanto, fica difícil até mesmo tentar imaginar onde é que vai parar nosso mundo.
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