quarta-feira, 16 de março de 2011

Tragédia anunciada.

Falhou no domingo! Os preparativos para minhas férias acabaram tomando todo o tempo deste dia monótono. Mas, como não posso decepciona-los, diretamente de Maceió, sob um sol de 32°, ei-la, a postagem (meio amarga) de domingo!
Semana passada a nossa cidade, Franca, esteve de luto. Luto por mais quatro jovens que morreram precocemente, sabe lá por que razões. A única coisa que se sabe é que foi em um terrível acidente automobilístico pré-carnaval. Não é sobre isso que escreverei, pois além de não conhece-los, não fiquei de luto. Quero fazer uma pequena consideração antes de continuar: que fique bem claro às pessoas que conheciam as vítimas: não os conhecia e a postagem abaixo não é sobre elas ou para elas. Continuemos...
Nos jornais, redes sociais, enfim, toda mídia que cobriu a tragédia, o que se informava é que pareciam ser boas pessoas. Bons amigos. Bons filhos. Como disse acima, não os conhecia, não posso comprovar estas informações. Sou um cara meio racional. Melhor, sou um cara totalmente racional. Sou prático e não sou nem um pouco hipócrita. Sei que a perda de um parente ou amigo ou até mesmo um conhecido, gera uma tristeza que só quem vive determinadas situações sabe como é. Eu já vivi, portanto, sei como é.
Situações como esta que ocorreu na semana passada, não foi a primeira, tão pouco será a última. Mas, assim como as vítimas mortas, todos, após a morte, são "boas pessoas", são "ótimos filhos", não bebiam ou não faziam uso de nenhum entorpecente...
Hoje, cada dia que passa vemos um jovem morrer em diversas situações, cada vez mais cedo. Será uma terrível coincidência? Eu acho que não... Senhores pais, saiam uma noite dessas e frequentem os lugares que seus queridos filhos adolescentes frequentam hoje em dia. Frequentem uma dessas festinhas promovidas pelo filho de Fulano de Tal, daquela família tradicional da cidade. Terão uma terrível surpresa do nível de liberdade extrema que ali ocorre. Tudo pode, tudo é permitido.
Não sou careta a ponto de achar que toda festa não deve ter certas coisas. Muito pelo contrário. Apesar de nunca ter experimentado sequer qualquer tipo de droga (a não ser a bendita cervejinha, já que ninguém é de ferro), acho que as festas servem para extravazar o que não fazemos perto de nossos pais. O problema é que nenhum desses jovens de hoje está preparado para assumir qualquer consequencia de seus atos. E o pior, a maioria dos pais desses jovens de hoje não estão preparados para mostrar quais são as consequencias por seus atos a seus filhos.
Hoje em dia, é mais fácil jogar a culpa nos outros. Na sociedade, em um dono de bar, em um promotor de festa ou no amigo que o influenciou. Tenha paciência! Quem me conhece que comprove que alguns de meus amigos de infância não serviam de exemplo a ninguém, tanto é que a maioria hoje está presa ou morta. Não sou santo, muito menos a última bolachinha do pacote, porém, tive a educação, o discernimento e a responsabilidade de escolher o que era bom ou ruim pra mim.
Como disse anteriormente, não me refiro aos quatro jovens que morreram na semana passada, mas a cada dia que passa, mais jovens como estes morrerão e os culpados, pasmem, na minha opinião, são seus pais. Sou pai e agora, meu teto também é de vidro e entendo que nossos filhos são os mais bonitos do que o dos outros, são os mais responsáveis do que o dos outros. Mas tudo tem um limite, toda admiração tem um limite. Hoje entendo o quão difícil é aceitar e admitir que erramos em algum ensinamento a nossos filhos, porém, se não formos capazes de admitir isso, quem nos garante que seremos capazes de educar e ensinar o que é certo e errado para eles? Enquanto os pais acharem tudo que os filhos fazem "uma gracinha", que é coisa de "fase", veremos cada dia mais a lei natural das coisas sendo invertida, pais enterrando os filhos.
A boa notícia é que depois de mortos, todas as fotos nos jornais são bonitas e todos eram exemplos bons de pessoas boas.

Um comentário:

  1. Concordo com vc. Muitas das nossas atitudes, são da educação que recebemos durante nossa vida e crescimento.
    Não vou dizer que sou santa, mas posso, com toda certeza, dizer que sempre fui e sou uma boa filha, graças a educação que tive.
    Todo mundo está sujeito à tudo que nos cerca, mas aí depende de cada um saber em qual buraco entra né.

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