quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A primeira vez agente nunca esquece!

Não sei se ainda ocorre o que vou descrever abaixo, mas no meu círculo de amizades, 99% dos camaradas passaram por situações inesquecíveis e algumas até inenarráveis! A primeira vez que vamos a um motel, agente nunca esquece!
Galera, imaginem um adolescente de dezoito anos, recém completados, carteira de habilitação "fresquinha" e um cuidado tremendo com o carro da mãe, do pai ou até mesmo do irmão mais velho! É nessa situação em que nós íamos ao motel pela primeira vez, com nossa namoradinha do colegial! Ou seja, pura tensão! Eu disse 'teNsão'!
A epopéia já começa no convite. Como convidar a namorada para ir a um lugar desses, supondo que também seja a primeira vez dela, sem parecer que você só está interessado no bom e velho (e bota velho nisso) sexo?! "O que você acha de irmos para um lugar mais tranquilo?" Essa desculpinha só funciona quando a usamos maliciosamente, o que só iria ocorrer alguns anos mais tarde! Na primeira vez, não existe frase pior!
Vencido o desafio do convite, ela tendo aceito, como escolher o melhor estabelecimento para ir? Lembrem-se, na época, as únicas referências que tínhamos desses locais eram os comentários dos mais velhos. 'Virgens de motel', anotem essa dica: quantidade e intensidade de luz neon na fachada nem sempre é garantia de um estabelecimento melhor! Querendo ou não, concordando ou não, seguindo as dicas dos mais "experientes", a chance de decepção é menor...
Escolhido o local, vem a segunda situação mais desconfortável da noite! A tensão era grande, inclusive em relação a devolver o carro sem nenhum arranhão, principalmente decorrente de uma manobra mal feita no motel! Paredes, mantenham distância! Tendo essa preocupação como prioridade até aquele momento, como eu ia saber que a recepcionista, de uma forma totalmente impessoal e fria, iria jogar a chave do "ninho de amor" em uma caixinha que ficou a quase dois metros de distância do carro?! Manobrar ali, nem pensar! O jeito é descer do carro pra pegar a chave!
Porque a mesma intensidade luminosa não é usada para iluminar os benditos números das suítes? Nervosismo, somado à vergonha de ter que descer do carro pra pegar a chave, resulta em uma cegueira temporária! Se não tiver entrado nenhum carro atrás de você, beleza! Engata uma 'ré' e volta até o quarto designado! Agora, carro atrás de você, fodeu! Vai ter que dar a volta em todo o motel, sair e entrar novamente e com cuidado e atenção redobrada pra não passar "lotado" pelo quarto denovo! Terceiro mico da noite e ainda nem tentamos tirar o soutien da moça!
Para nós homens, aparelhos eletrônicos são tentações às quais não conseguimos resistir. Enquanto não descobrirmos o que todos os botões de um aparelho faz, não sossegamos! Imaginem aquele painel ao lado da cama redonda! No mínimo, uns vinte minutos perdemos ali, 'fuçando' e dando risadas de satisfação a cada função descoberta! Depois de perceber que a "felizarda" não está muito satisfeita com nosso interesse no "objeto" errado, percebemos que demos a quarta mancada!
Feito o "serviço" (moças, desculpem o linguajar!), hora e pagar a conta. "Pague a conta no quarto" dizia o informativo pendurado atrás da porta, junto com as demais regras do estabelecimento. Ok. Conta pedida ao telefone. De onde raios vem aquela campainha? Juro, ao abrir a porta do quarto não havia ninguém pra receber o pagamento. Quinto vexame da noite percebido, descobrimos que aquele "armarinho" é na verdade uma janela onde se passam pedidos e pagamentos!
Enfim, se foi bom pra moça, agente nunca sabe. Agora, depois de mais algumas "visitas" aos motéis, a primeira vez além de inesquecível, é hilária!

Um comentário:

  1. Tem também os nomes né.
    "'Cê Que Sabe", "Vamo que vamo" e assim vai. Triste.

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