quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Enlatados e rotulados puxa sacos!

Assistindo a um desses programas de colunistas do canal local de TV de Franca, fiquei muito decepcionado ao perceber que a maioria das pessoas não tem mais uma personalidade forte, sempre tem a personalidade da "moda".
Pra começo de conversa, hoje em dia, qualquer um pode ter um programa de TV. Impressionante como pessoas que não sabem nem falar o 'português' corretamente, desfilam pelos canais de TV proclamando verdadeiras pérolas como se fossem leis! Esse tipo de programa é uma veradeira comédia onde tudo é possível! A começar pelos apresentadores. A maioria não sabe o mínimo necessário para se ter uma boa entrevista sobre qualquer assunto! Perguntas sem nexo, sem conteúdo é o que mais vemos nos 'talk shows' amadores.
Os entrevistados são a "cereja" do bolo que são esses programas. Vemos empresários endividados até as calças com panca de magnatas. Vemos casais de aparências passando a impressão de que são o verdadeiro 'casal 20'. Vemos verdadeiros analfabetos se autopromovendo como intelectuais, soltando aos quatro ventos tanta asneira que chega a ser cômico.
Eu me pergunto pra quê? Para qual finalidade as pessoas usam essas imagens construídas pra um determinado momento? É uma cultura totalmente inútil, sem finalidade.
No mundo de hoje, o que importa é se você conhece o 'Fulano de Albuquerque e Orleans Almeida'. Se você faz parte do círculo de "amigos" do 'Beltrano de Bragança Terceiro'. As únicas opiniões que valem são as dos amigos com sobrenome pomposo. O cidadão não tem mais uma opinião formada, ele não discute com os "bem nascidos" da sociedade para não ser excluído. Mas o que me mata de rir é que quem realmente conhece os bem nascidos da sociedade sabe que a maioria dos "amigos" que o cercam não passam de verdadeiros e cômicos papagaios de pirata. Uns reles puxa sacos!
Fui criado em um sistema totalmente diferente. A verdadeira amizade era a que contava. Não importa se meu amigo era pobre, preto, branco. Importava a sinceridade que víamos uns nos outros. Hoje, para meu bem, a maioria dos meus amigos de infância estão bem. Muitas vezes assediados por uma entrevista dos alegóricos apresentadores/colunistas locais. E o que me deixa mais feliz é que eles, meus amigos, assim como eu, não perderam as origens!

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