domingo, 19 de julho de 2009

Ao otário, o conto do vigário!

Em pleno ano de 2009, acabo de ver na matéria de capa do Fantástico (que de fantástico já não está tendo nada ultimamente, diga-se de passagem) que ainda tem gente que cai no conto do bilhete premiado. E com uma frequência assustadora.
Na totalidade dos casos que ocorrem, a "vítima" sempre diz que os criminosos são pessoas com uma "lábia" muito convincente, muito simpáticas, por isso a facilidade em convencer a pagarem por um bilhete falso premiado. Na verdade eles não pagam, apenas dão uma certa quantia como garantia. E dão sem se preocupar, afinal, eles estão diante de milhares de reais que receberão como "gratidão" por terem ajudado.
Gente, independente da habilidade dos falsários, quem que, se tiver um bilhete premiado em mãos, vai procurar ajuda de desconhecidos? E durante este pedido de ajuda, como que, coincidentemente, aparecem tantas pessoas como advogados, funcionários da CEF, funcionários de lotéricas, enfim, tantas pessoas que poderiam realmente ajudar e não somente garantir que o ato é lícito? Não precisa ser muito esperto pra perceber que este tipo de situação não acontece, não existe!
Mas, como vivemos em um país onde quase tudo é possível, vamos relevar o fato de que situações assim não acontecem. Geralmente, nas cidades do interior onde os casos são mais frequentes, há lotéricas ou agências da Caixa Econômica Federal por todo o centro da cidade, região onde as pessoas são abordadas. Então, "vítimas", vão até uma dessas agências para conferir o bilhete junto com a pessoa. Se vocês terão tempo até para fazer um empréstimo, não custa nada perder dez, quinze minutinhos conferindo pelo menos se o bilhete é verdadeiro!
Enfim, poderia ficar aqui por mais de uma hora dando dicas de como não cair em um golpe desses. E não é preciso ser um antropologista, psicólogo ou um perito criminal para isto. Na verdade, minha opinião como Publicitáriro formado vale até mais sobre este assunto, já que tudo não passa de uma bem elaborada propaganda enganosa. Mas o motivo de hoje haver tantos "vigários" se dando bem com este velho golpe não é a ingenuidade ou a cortesia das pessoas em querer ajudar ao próximo. O principal motivo, na verdade, de nobre e altruísta, não tem nada: Ganância!

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