Eu não sou a favor da pena de morte. Acho que a pena de morte, por mais hediondo que o crime seja, é uma forma "fácil" para o condenado pagar pelo mal que causou às vítimas e à sociedade. Talvez a pena de morte, derivada da justiça com as próprias mãos, seja a que eu até entenda e não recrimine. Mas realmente executar um preso, pra mim, é muito pouco como forma de pagamento de sua dívida com sua sociedade.
O tema vira e mexe está nas rodas de conversas, mas nessa última semana se tornou mais frequente devido à execução iminente (foi executado em 17/01/15) do brasileiro preso na Indonésia pelo crime de tráfico de drogas. Crime este, passível à condenação de pena de morte, pelas leis daquele país. E foi o que, coerentemente, aconteceu.
Neste caso em específico, como em qualquer condenação a algum traficante, a pena de morte é muito pouco, se comparado ao tanto de vidas que ele, direta ou indiretamente, ajudou a ceifar. Uma pena perpétua de aprisionamento seria, no mínimo, o mais justo. Acho que o sofrimento seria mais duradouro, bem como o que ele ajudou a causar aos familiares e amigos de quem a sua droga ajudou a matar.
No caso de qualquer pena de morte, seja essa do traficante, seja de outro crime, o verdadeiro sofrimento e pena a ser paga perante à sociedade, acaba sendo transferida aos mais próximos do condenado, aos que permanecerão vivos. Estes arcarão com as consequências dos crimes os quais o condenado-executado praticou. Pra mim, não há justiça nisso e ainda acaba aumentando o número de pessoas que sofrerão pelo resto de suas vidas, por conta dos atos do criminosos, já "descansando em paz".
Mas, ainda sim, apesar de não ser favorável à pena de morte, quando um criminoso como este foi executado, no fundo no fundo, todos nós, pessoas de bem, sentimos um certo alívio de dever cumprido, seja por nós, ou por governos sérios que não aceitam serem desrespeitados, como o da Indonésia.
Não sou favorável à pena de morte, porém, igualmente à minha desaprovação a esta forma de se tentar fazer justiça, não tenho pena do criminoso condenado e executado.

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