segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

2015 mimimis!

E lá se foi a primeira semana do 2015. Mas as promessas ainda continuam. Pelo menos nas páginas das
redes sociais. Eu fico um pouco incomodado. Não pelas promessas. Cada um tem o direito de tentar traçar seus objetivos, em qualquer que seja a época de suas vidas. Mas o que me incomoda são os clichês. Aliás, qualquer clichê me incomoda quando se tentam encaixar em suas "histórias de vida".
As promessas para perder peso talvez sejam as únicas que escapam de me causar algum incômodo que me causam... Talvez porque sejam as poucas que tem um pouco de sinceridade.
"Deixar de ser trouxa". Me digam qual é o fundamento de uma promessa dessa? Quem em sã consciência é trouxa por opção? Só de a pessoa fazer uma promessa dessas, já está assumindo a "trouxidão" eterna. Não é porque colocou uma foto bonita com essa frase no Facebook que pronto, como em um passe de mágica, deixou de ser trouxa!
"Gostar mais de mim". Tornou-se o lema das mal amadas! Eu acho engraçado. Geralmente a desilusão é por causa de um (ou uma) figura que todo mundo sabe que não presta ou que não tem futuro, mas mesmo assim a pessoa insiste. Adianta ficar lamentando publicamente em time line depois? Acho que não...
"Parar de pensar nos outros e pensar mais em mim". Essa é a clássica! É o atestado de carência! Nunca esperei muita coisa dos outros. No final, sempre é "cada um por si". Por causa dessa minha experiência de vida, essa promessa pra mim é a que mais denuncia sinal de fraqueza. Pensar mais em mim do que nos outros já está implícito no ser humano, já é da natureza. Prometer uma coisa que já está em nós é totalmente dispensável. A não ser quando você quer chamar atenção...
Pra finalizar o primeiro texto de 2015, prometo que vou ignorar essas promessas, ou melhor, pedidos carentes por atenção desnecessária!

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