E ontem comemorei meu segundo dia dos pais! A emoção ainda é grande, praticamente a mesma de quando agente descobre que vai ser pai. Só é menor do que a emoção de ver que nos tornamos pais, de verdade, no dia do nascimento. Essa acredito que vai ser imbatível...
Mas, não sei se devemos realmente comemorar o dia dos pais, sério. Tirando o lado comercial da data, assim como dia das mães, dia das crianças, dia dos namorados e até mesmo o Natal, o dia dos pais é muito mais de perda do que de ganho, para os pais, principalmente os "frescos" como eu e alguns amigos.
No dia dos pais, perdemos o direito de sermos filhos. Perdemos o direito de seguir um exemplo. Perdemos o direito de dar respeito muito mais do que receber, pelo menos pela minha criação. No dia dos pais, passamos a ser "o" pai homenageado. Passamos ter que dar o exemplo. Passamos a ter que ensinar como respeitar os pais, para que esse respeito seja mútuo.
No dia dos pais, deixamos de ser netos, de ter um "segundo pai" natural. No dia dos pais, perdemos o direito de fazer arte e correr para perto do avô, procurando um cúmplice para os "crimes infantis e inocentes". No dia dos pais, somos um "ex filho", um "ex neto" que virou pai dos netos de algum novo avô babão. No dia dos pais, passamos a ser a "polícia de chinela na mão" em busca dos pequenos (e inocentes) "criminosos"!
No dia dos pais, deixamos de ter um herói pra buscar ajuda contra o bicho papão ou, no meu caso, contra um elefante que insistia em andar no telhado de nossa casa. No dia dos pais, involuntariamente e, talvez, inconscientemente, vestimos nosso uniforme de super herói e temos a obrigação de vencer qualquer bicho papão, elefante do telhado, cuca e bandido malvado!
A todos esses incansáveis, porém muito orgulhosos, super heróis, um feliz dia dos pais!

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