E lá vem mais um "medalhão" em decadência de volta ao futebol brasileiro! Sim, Adriano, o detentor da alcunha Imperador, está de volta ao Brasil para jogar no time do extinto Carandiru! Mas, ao contrário da volta do Luís "Fabuloso" ao time do Morumbi, no centro de treinamento com nome de médico, não teve festa. Apenas uma coletiva modesta para receber o "reforço". Tendo dito isso, eu pergunto: e eu com isso?
Já escrevi sobre a paixão que torcedores tem por seus times, sejam eles de qualquer modalidade. Sempre vai ter um fanático que idolatra o time mais do que qualquer divindade religiosa. Mas ultimamente, as manifestações estão cada vez mais frequentes e cada vez mais sem importância.
Se formos pensar bem, tirando o lado financeiro do clube, pra que serve torcedor? Sério, não tem funcionalidade. "Ah, serve pra torcer, pra incentivar os atletas de nosso clube.". Vocês acham que os jogadores de hoje jogam pra torcida? Quem era Paulo Henrique Ganso antes daquele time espetacular da baixada santista do ano passado? Provavelmente, estaria na roça no estado onde ele nasceu, que é longe pra baralho! E hoje, está com ameaças de sair caso seu salário não seja reajustado para "míseros" quatrocentos e cinquenta mil reais por mês. E o torcedor santista? Como fica se a diretoria não aceitar paga-lo nessas quantias? Bem, os torcedores que continuem pagando caro os ingressos na arquibancada.
No mesmo raciocínio, porque o Fenômeno não foi jogar no Mengo, seu "time de coração" e veio pra São Paulo jogar justamente no time que mais rivaliza com o time carioca em tamanhos de torcida? Será que depois de ganhar tudo e mais um pouco, financeiramente falando, ele precisava de um salário tão alto ao ponto dessa cifra ser maior do que uma "paixão" de torcedor? Ficou muito claro que sim, assim como o Adriano. Nesses casos também, onde ficou a consideração com a torcida do Flamengo?
Defendo os atletas terem um bom salário, assim como qualquer trabalhador que acorda cedo. Agora, não me venham com essa de ídolos. Alguns até tem ações de caridade. Sejam elas sinceras ou não, não importa. O que importa é que tem pessoas sendo beneficiadas por elas. Os holofotes ficam por conta da imprensa especializada e dão o foco que bem entenderem.
Sou torcedor, fajuto, do São Paulo Futebol Clube. Fajuto, pois o dia que me virem chorando pela derrota do time em qualquer campeonato que seja, pode me bater porque estou ficando louco. Acho legal ter um time pra torcer. Faz parte do convívio social. É necessário ter um time pra torcer, senão como seus colegas de trabalho vão te azucrinar quando um time perder? O que não sou a favor é essa devoção que alguns torcedores tem. Devoção ao ponto de o cara não ter onde mais ter dívidas e mesmo assim, todo final de semana, gastar, quarenta, cinquenta, cem reais pra ver um monte de mercenários correr atrás de uma bola.
E que não me venham com falso moralismo me criticar quando chamo os atuais atletas de mercenários. Um cara que ganha cifras mensais maiores do que a maioria dos torcedores ganhariam em toda sua vida não merecem tamanha devoção.
Amanhã, como o "meu" São Paulo ganhou hoje e o Curintia também, provavelmente não teremos tantos assuntos em comum no trabalho e provavelmente não teremos ninguém de orelha quente. E os jogadores? Bem esses terão muitas notas para contar em suas polpudas contas bancárias...

enquanto eles contam seu dinheiro "suado", a maioria de nós rala muito mais pra poder gastar com eles novamente. "Paixão"? Não sei... acho que paixão não tem haver com isso, é apenas dar dinheiro pra ainda vê-los encherem os bolsos.
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