domingo, 18 de abril de 2010

Machos sim, tchê!

Depois de uma semana no Rio Grande do Sul, onde a empresa em que trabalho teve uma excelente participação na segunda maior feira de componentes e máquinas para calçados do mundo, estou de volta! Por este mesmo motivo acima descrito, não tive como postar nem domingo e nem quinta feira devido aos compromissos profissionais. Mas, cá estou! Vivo, cansado e ainda másculo!
E por falar em masculinidade, não sei o porquê da implicância com os gaúchos sobre a sua masculinidade. Passando uma semana em suas terras, não percebi nada de anormal que condenasse a macheza dos nossos irmãos do sul.
Nos ônibus coletivos, o motivo para todas as mulheres estarem sentadas e os homens de pé, é apenas cavalheirismo. Claro, nas horas do rush, é normal ficar esmagado entre dois "amigos". Os assentos vazios, apesar do aperto, são reservados para as damas que entrarão nos próximos pontos de ônibus. Exemplo de masculinidade e cavalheirismo!
O mesmo cavalheirismo pode ser transformado em companheirismo. Tem muitas ações de amizade que não vemos em outros estados. Não é comum vermos aqui em São Paulo, por exemplo, brincadeiras de apertar a bunda dos companheiros nas saunas. O lance de ajudar os amigos a passar loção nas costas durante a sauna também não vemos por aqui. Isso sim é irmandade!
Na balada, é muito comum sairmos só com os amigos. Sempre precisamos de um tempo sem as mulheres. Agora, companheirismo mesmo é ficar a noite inteira se abraçando, beijando os amigos, ignorando por completo as demais mulheres do recinto. Afinal, a noite é só deles! Palavra é palavra! Nada de mulheres entre eles!
Bombacha, galera, é uma tradição. É como uma roupa de cangaceiro no nordeste. É tipo um uniforme usado nas cavalgadas pelos pampas gaúchos. Apesar de não vermos muitos gaúchos vestido tipicamente nas ruas, esse lance de que usam as bombachas largas só para não marcar a calcinha é boato!
Situações corriqueiras, sem malícia, não podem rotular todos os gaúchos. Não vi nada referente aos dois facões na cintura pra apoiar no barranco, ou quatro gaúchos sentados no mesmo banquinho. O que vi foram apenas grandes amigos extravasando seu carinho uns pelos outros!

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