domingo, 25 de outubro de 2009

Olimpíadas 2016 - Rio... E agora?

Galera, nessa semana trabalho na cidade maravilhosa, trabalho no Rio de Janeiro, capital das olimpíadas de 2.016. Título bonito esse, mas, e aí?
Vendo a euforia de todos na comemoração quando o Rio bateu Chicago e Madri na disputa pela sede das olimpíadas de 2.016, fiquei pensando comigo o que eles comemoravam? A maioria das celebridades que ali comemoravam em frente às cameras da TV sequer têm possibilidade de disputar em alguma modalidade durante a próxima edição dos jogos, que dirá em 2.016. Mas há mais a comemorar do que a possibilidade de participar ativamente de uma olimpíada.
Poderiam estar comemorando uma possível chance de melhorar o incentivo aos atletas nacionais dos esportes menos populares? Acho improvável. Quem foi beneficiado pelos jogos Panamericanos, sediados pelo Rio? Políticos e empreiteiras não valem como resposta!
Então, poderiam estar comemorando uma chance de a cidade maravilhosa ter sua qualidade de vida melhorada? De novo, o que mudou com os jogos Panamericanos? Nada. Hoje temos uma vila a mais, temos alguns estádios novos, vimos o Maracanã "incendiado" por belos fogos de artifício durante as cerimônias de abertura e encerramento dos jogos, mas no morro, onde mora o "povão" nada mudou.
Essa semana vivenciamos pela TV verdadeiros cenários de guerra. Traficantes brigando entre si pelo controle dos pontos de vendas de entorpecentes e posteriormente, esses mesmos traficantes guerreando com a polícia. O engraçado é que nessa disputa de poderes, seja entre os traficantes ou entre traficantes e polícia, tem um quarto elemento que também participa da guerra. Involuntariamente, mas participa. Este quarto elemento não tem poder de fogo, não tem táticas de guerrilha, não tem carros e helicópteros blindados e muito menos tem um território pra defender, já que nem mesmo o próprio lar é inviolável, contrariando o que cita a constituição.
O quarto elemento tem apenas em suas mãos a ilusão de um falso poder que é o voto. Falso sim, pois quantas eleições se passaram em que o quarto elemento da guerra, o povo, pode mostrar seu poder e nada mudou? O quarto elemento não passa de um mero alvo coletivo ambulante no meio da guerra tri-lateral a qual vive hoje o Rio de Janeiro.
É possível que em 2.016 esse cenário seja mudado? Claro. Mas até lá, o quarto elemento da guerra terá mais duas chances de mostrar seu poder "bélico". Porém, os verdadeiros alvos dessa guerra estarão cada vez mais protegidos, seja em presídios de segurança máxima, ou em palácios governamentais.

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