segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A geração sem infância

Fala aí galera! Em pleno dia das crianças, eu esperando a minha ansioso, e postando aqui pra vocês!
Hoje, em pleno doze de outubro, dia do descobrimento da América, dia de Nossa Senhora Aparecida para os católicos, e mais popularmente conhecido Dia das Crianças, vou postar justamente sobre isso, infância. Mas é sobre a infância "pobre" da molecada de hoje.
Na minha época de criança (segundo a minha patroa, ela ainda não acabou) o Dia das Crianças era comemorado nas ruas, exibindo nossos presentes, feitos para brincar em locais abertos, na maioria das vezes. Bicicletas, skates, patins, bolas eram vistos aos montes nas ruas no dia de hoje, a um tempo atrás.
Andando pelas ruas da Franca do Imperador hoje, talvez pelo mal tempo, não vi a molecada na rua. Achava que a chuva havia espantado os pirralhos das ruas, mas não é isso que acontece nos dias de hoje. Claro que a violência de quinze, vinte anos atrás não é nem de longe comparada com a violência com a qual convivemos hoje em dia, portanto, o perigo, principalmente para a criançada é maior, o que aumenta a preocupação dos pais e consequentemente, tira a criançada das ruas.
Mas, chegando ao supermercado para fazer minhas compras mensais, percebi que o motivo do "sumiço" da molecada na rua também tem outras causas. Um dos setores mais cheios de criança hoje, eram os de vendas de jogos eletrônicos. Hoje em dia, o famoso bilhetinho "Papai, não esqueça a minha Caloi" não é tão usado como antigamente. Ao invés disso, temos crianças pedindo para os pais novos "cabos USB" para seus consoles de vídeo games, ou TVs de LCD de cem polegadas com uma definição de imagem maior para trazer "realismo" para os games da moda, ou um notebook mais moderno ou um celular com uma capacidade maior de armazenamento para colocar todos os mp3.
Eu até hoje adoro jogos eletrônicos, me divirto as vezes. Mas na minha infância, não abria mão de uma "voltinha no quarteirão" com minha bicicleta nova. Ou de um jogo de basquete na rua, com a tabela amarrada no poste em frente a casa da Dona Terezinha... Pique-esconde, Cadeira, Rei da Rua, Matança (ou queimada), Boli Bete, nenhuma dessas brincadeiras são vistas hoje nas cidades.
As brincadeiras da moda estão postadas no You Tube, com os recordes batidos no Guitar Hero, ou no Halo, ou no PES dentre outros jogos eletrônicos baixados da internet.
Essa reclusão digital a qual são submetidas as crianças de hoje pode ser uma das causas de tantos jovens que, cada dia mais cedo, se envolvem em problemas, sejam eles com a polícia, ou nas escolas, ou até mesmo em seus trabalhos. Época de criança é para brincar na rua, fazer arte de moleque, inofensiva, mas mesmo assim passíveis de punições por parte dos pais. Sendo castigado por artes pequenas, bobas, de infância, ela cresce sabendo os limites de cada um. Pensará duas vezes antes de cometer infrações mais graves quando adulto.
Mas, a cada dia que passa, teremos mais e mais crianças sendo criadas com as avós, que nunca colocaram nos pés um kichute, com os cadarços amarrados até a canela! Não sabem quão felizes estão deixando de ser!

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