segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A "verdadeira estória" do Rottweiler

Boa segunda feira! Desculpem pela falha de ontem, mas deu "PT" aqui... Engraçado, é só comer arroz depois de beber que eu passo mal... Não entendo esse metabolismo! Bom, voltando ao que interessa, vamos a postagem de hoje, que tinha que ser de ontem!
Acho que todos que acompanham este blog já notaram meu gosto por cachorros. Não escondo de ninguém que prefiro muito mais a lealdade desse animal do que a amizade interesseira dos homens. Como um bom criador, e acima de tudo admirador, defendo acintosamente minha Rottweiler. Não acredito que a agressividade venha da raça. Independente da raça, o cão só faz o que te ensinam, ou reagem a uma ação, como qualquer ser vivo. Pra desmistificar essa má fama dos Rottweilers, conto abaixo a "verdadeira estória" de como surgiu essa bela raça.
Todos sabem a história que contam os livros. Originários da região de Rottweil, ao sul da Alemanha, por volta do século I d.c., desde suas origens os Metzgerhund Rottweil (cão do açougueiro de Rottweil, Rottweiler em alemão) sempre tiveram sua força como a principal qualidade, perante seus donos. Porém, essa não é a verdadeira historia.
Conta a lenda que bem antes da relação homem x cão ser estabelecida, o grande Conselho Canino dos Oito, que governava o destino de todos os cães, convocou uma importante reunião, a fim de estabelecer categorias para mais fácil distinguir cada grupo canino e assim facilitar a associação com os homens, de acordo com a necessidade de cada ser humano. Essas categorias seriam formadas por cães semelhantes, em aparência e qualidades, que seriam igualmente denominados, dando origem às raças.
No dia combinado, cada grupo se apresentou, já com os nomes de cada raça já definidos, para escolha de suas principais características. O Conselho Canino dos Oito dispôs para escolha de todos um catálogo com as principais características para que cada representante escolhesse as que mais lhe agradavam.
Conforme a fila andava, a quantidade de rabos e orelhas foi se esgotando, deixando os cães do final da fila desesperados. Com esse desespero, um galgo, que se encontrava atrás de um mastif na fila, pediu em desespero: "Por favor amigo Rottweiler, deixe-me passar a tua frente. Nós galgos precisamos de um rabo que sirva como leme, pois, caso contrário, correremos tortos e desengonçados." O Rottweiler, consternado com o companheiro galgo, trocou de lugar.
Acompanhando a fila calmamente, o Rottweiler, agora mais atrás, ouviu novamente um pedido entristecido: "Rottweiler, você se importaria de trocar de lugar comigo? É que nós da raça São Bernardo necessitamos de um tamanho grande, caso contrário não teremos condições de resgatar os humanos perdidos na neve." O Rottweiler suspirou e cedeu seu lugar ao São Bernardo.
Um tamanho pequeno para os Terries, que além de tudo levaram a agilidade, um pelo sedoso para o Lhasa Apso para que seus donos pudessem pega-los no colo, uma pelagem espessa para os Labradores para que pudessem trabalhar com as ovelhas e o Rottweiler sempre cedendo aos pedidos.
Finalmente chegou sua vez. Pode perceber a tristeza do representante do conselho ao folhar o catálogo e perceber que não restaram muitas características.
"Suponho que nosso largo amarelo ante peito harmonizará com nossas finas cadeiras sempre que nos virem com as orelhas em pé." Pediu o Rottweiler.
"Sinto muito - disse um membro do Conselho - não há mais orelhas em pé. Podemos te oferecer orelhas largas e compridas ou médias quase pequenas, porém sempre caídas."
O Rottweiler, contrariado, escolheu: "Levarei as médias quase pequenas, afinal,
nem serão notadas com uma cor clara e brilhante.""Não há mais cores claras " - exclamou outro membro do Conselho. " Só ficou a cor preta. Mas não fique triste, pois ficaram algumas manchas cor de fogo, que podem se esparramar sobre a cara e as patas. Pode desenhar com elas uma borboleta no ante peito, uma flor de lis no traseiro e ainda sobra um pouquinho para colocar em baixo das orelhas."
"Não é o que planejávamos - argumentou o Rottweiler - porém, um abundante e formoso rabo seria um consolo ideal."

"Seria - falou o representante do conselho - mas não há mais rabos."

Com um rugido de indignação, o Rottweiler se dirigiu aos membros do Conselho dizendo: "Pretendem vocês que eu me apresente perante o meu grupo vestido de preto, com manchas cor de fogo e orelhas caídas e sem rabo?!"

"É lamentável - respondeu alguém - mas ainda temos dois olhos amarelos que combi..." foi quando o olhar de lado, escuro e profundo do Rottweiler, o fez desistir de continuar a frase.

Neste momento, o presidente do conselho apareceu, e notando que o Rottweiler havia cedido seu lugar diversas vezes na fila, mesmo sendo um dos primeiros a chegar, ordenou que, ante a ausência de características disponíveis, fosse concedido ao Rottweiler uma qualidade pertencente a cada um dos membros do Conselho.

Sendo assim, o Rottweiler saiu da reunião e se apresentou não só ao seu grupo mas para toda a humanidade, vestido de preto, com manchas de fogo, orelhas caídas, sem rabo e com VALENTIA, INTELIGÊNCIA, DOÇURA, FORÇA, LEALDADE, SERENIDADE, NOBREZA e um grande, verdadeiramente imenso CORAÇÃO!

Um comentário:

  1. Caraca... que história!!! Precisamos de mais "Rotweillers" em meio a todo o povo. Excelente postagem.

    ResponderExcluir