Boa noite senhoras e senhores! Hoje, domingão, quente, dia de postagem!Essa semana tive mais uma ótima notícia sobre o herdeiro. Ou melhor, herdeira! Sim, isso mesmo, no ultrassom, aparece uma linda "pererequinha"! A torcida geral era para uma menina mesmo, principalmente a torcida da avó paterna que por acaso também é minha progenitora, vulgo minha mãe! Na postagem de hoje, por ela ter acertado o sexo do anjo, homenageá-la-ei!
Tudo que sei até hoje, grande parte aprendi em casa. Todos os valores que tenho hoje, grande parte aprendi em casa. Nunca fomos uma família perfeita, afinal, qual família é perfeita? Mas de uma coisa me orgulho, a hipocrisia, nunca passou perto de nossa casa! Sempre foi tudo preto no branco! Sendo assim, seguindo os ensinamentos de minha mãe, espero passar a educação aprendida em casa para minha filha. Vamos aos exemplos abaixo.
Antes de entrar na escola, em casa sempre aprendemos conceitos novos. Quando novos, meninos ainda, eu e meus irmãos sempre aprendíamos um conceito novo, principalmente sentados à mesa do almoço. Certa vez, ao depararmos, extremamente contrariados, com um saboroso prato de brócolis com almeirão, aprendemos o conceito de contradição: "Fecha a boca e come logo!"
No supermercado, quando queríamos alguma guloseima que não estava na lista e recebíamos um sonoro 'não' como resposta, o choro e a odiada "birra" eram ferramentas que sempre lançávamos mão. Porém, às vezes o tiro saia pela culatra. Nessas ocasiões, aprendíamos o conceito de paciência: "Calma molecada... Quando chegarmos em casa vocês cão ver só..."
Hoje, como a maioria que me conhece sabe, não tenho religião. Acredito em Deus, independentemente da regra que as religiões impõem aos fiéis. Mas nem por isso não tive uma orientação religiosa quando criança. A orientação religiosa também sempre esteve presente em nosso lar. Certa vez, após deixar cair um copo de leite com Toddy no tapete, ouvi o incentivo religioso de minha mãe: "Acho bom você rezar para essa mancha sair deste tapete!"
Em casa, sempre aprendíamos de tudo. Teóricas e práticas. Certa vez, após tomar um rápido banho pra não perder mais um capítulo inédito de Chaves, mamãe me ensinou a arte do contorcionismo: "Olha só essa orelha, que nojo!"
Artes, aliás, era uma das 'matérias' preferidas da mamãe. Certa vez, depois de quebrar a janela do vizinho jogando bolibete, e de minha bunda já ter recebido o corretivo, mamãe me ensinou a arte do ventriloquismo: "Não resmungue! Cala essa boca e me diz porque você fez isso?"
Mas quando crianças, não damos valor a esses ensinamentos. Na vida adulta é que percebemos o quão importante foram as 'aulas' práticas e teóricas que nossa mãe, sempre com muita paciência, ministrava a nós. Assim como um educado bom dia, um belo sorriso pode abrir muitas portas! Antecipando-se a isso, mamãe sempre me ensinou a valorizar meu sorriso. Não concordando algumas vezes com suas opiniões, sempre que me expressava contrário a elas, aprendia a valorizar meu sorriso: "Me responde de novo que te arrebento os dentes!"
Mas, na vida adulta, não só de sorrisos vive o homem. Temos que ter respeito a hierarquia, principalmente quando somos empregados e não patrões, bem como raciocínio lógico. Mesmo quando pequeno, mamãe já me ensinava o valor da hierarquia e estimulava meu raciocínio. Nas mesmas situações de discordância de suas opiniões, onde aprendi a valorizar meu sorriso, também era estimulado a usar meu raciocínio lógico e respeitar a hierarquia: "Porque eu digo que é assim! Ponto final! Quem é que manda aqui?!"
Enfim, agora que serei pai, pretendo também passar à minha qurida Maria Eduarda, o valor dos ensinamentos de nossas mães!
Nenhum comentário:
Postar um comentário